PROFETAS AO JEITO DE JESUS

 

O evangelho de hoje tem três partes distintas:

1.        Os fariseus vêm dizer a Jesus que fuja de Jerusalém, porque Herodes o quer matar. Ao ler os evangelhos – e Mateus especialmente – ficamos com a impressão de que a relação dos fariseus com Jesus era uma de confronto constante. Mas não era bem assim! Jesus almoçou em casa de fariseus e estes avisaram-no do atentado planeado pelo rei contra Jesus.

2.        Jesus reage com coragem: age com o coração. Não tem medo de Herodees, a raposa... A sua missão era muito clara e queria completá-la: curar e ser morto como um profeta. 

3.        Jesus faz um lamento sobre Jerusalém por ter recusado a hora da salvação. Não quiseram acolher o Bendito de Deus.  A missão de Jesus era a de juntar os filhos da cidade santa como uma galinha – e não um galo, pormenor ineteressante – junta os seus pintos. Por isso serão abandonados a sipróprios.

Nós, discípulos missionários de Jesus, também somos chamados à convivialidade com todos, a viver a nossa vocação com a coragem de Jesus e a reunir – e nunca a desunir – as comunidades que servimos.

E o que é que Comboni nos diz sobre esta porção do Evangelho?

A 31 de Dezembro de 1878 escrevia de Cartum:

«A África Central tinha que passar pelo caminho da cruz e do martírio, da mesma maneira que o Divino Fundador da fé chegou à sua gloriosa ressurreição através da sua paixão e morte e de igual modo que a Igreja saiu do seu Coração Imaculado, navegando sobre o sangue dos mártires, para triunfar no universo.» (Escritos 5449).

O caminho do martírio, do testemunho, da cruz, do mistério pascal foi o caminho de Jesus. É também o nosso caminho.

Que assim seja!

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