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A mostrar mensagens de novembro, 2019

NOVO BEATO COMBONIANO

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O Papa Francisco autorizou o Prefeito da Congregação da Causa dos Santos a publicar o decreto sobre o milagre atribuído à intercessão missionário comboniano padre José Ambrosoli. Na mesma audiência o Cardeal Angelo Becciu apresentou os milagres de um beato e de outro servo de Deus e o martírio de 16 católicos durante a guerra civil de Espanha e de um padre polaco nos anos 40 do século passado. A publicação do decreto sobre o milagre abre as portas à beatificação do médico da caridade. José Ambrosoli nasceu em Renago, Itália, e entrou para os combonianos em 1951 depois de frequentar um curso de medicina tropical em Londres. Foi ordenado em Dezembro de 1955. Partiu para o Uganda em 1956 com 32 anos, mês e meio depois da ordenação. Começou por trabalhar em Gulu, no norte do Uganda, entre o povo Acholi. Em 1961 foi transferido para Kalongo, na mesma região. Ali fundou o hospital que serviu como médico-cirurgião por mais de 30 anos. «Deus é amor, há um próximo que sofre e eu sou o seu se...

BUTEMBO: CIDADE MORTA, PARALISADA

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Em Butembo, hoje, é mais um dia de «cidade morta e paralisada». Trata-se de mais uma acção de protesto marcada por uma associação cívica contra os massacres na cidade-gémea de Beni, que fica a 50 quilómetros de distância, e especialmente contra a presença das tropas das Nações Unidas (MONUSCO) nesta região. A associação cívica e alguns analistas acusam os capacetes azuis de não agirem com determinação contra os grupos armados que matam e trucidam todos os dias os habitantes das zonas agrícolas da região de Beni (Kivu-Norte, República Democrática do Congo) e da própria cidade de Beni. Em Beni, as jerarquias militares da ONU dizem duas coisas: a operação militar «de grande envergadura» proclamada em outubro pelas autoridades militares congolesas foi organizada e executada sem que os militares da MONUSCO tenham sido informados e menos ainda convidados para a planificação e a execução; há uma campanha de desinformação contra a MONUSCO lançada por indivíduos ou organizações inte...

SIMPLIFICAR É PRECISO

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O Papa Francisco escreve na introdução do Motu próprio Communis vita que «a vida em comunidade é um elemento essencial da vida religiosa». Esta é uma afirmação com que todos estamos de acordo, mesmo que alguns a vivam como uma penitência maior. Digo mesmo que a vida comum, a vida fraterna é o quarto voto que não é pronunciado mas que é vivido dia após dia e é o mais trabalho nos dá! Para os nossos fundadores a vida em comum era fundamental. Chamavam-lhes nomes diferentes. O meu, Daniel Comboni, descreveu a comunidade como «cenáculo de apóstolos». É o modo como vivemos juntos a senhoria de Deus nas nossas vidas que atrai ou repele os jovens da nossa – para muitos estranha – forma de vida. O que estamos mesmo a precisar é de um «simplex» para avida comum. Deixar de ritualizar o viver juntos e em vez disso humanizar a nossa vida fraterna para nos sentirmos mais humanos e, por conseguinte, mais divinos. A nossa vida fraterna comum deve ser um Evangelho vivo, um Evangelho aberto para ...

AMAZÓNIA: NOVOS CAMINHOS DE CONVERSÃO

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O Papa Francisco surpreendeu ao convocar umo Sínodo Especial para a Amazónia sob o tema «Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral». O evento decorreu no Vaticano de 6 a 27 de outubro de 2019. O Documento Final , apresentado pelos padres sinodais ao papa, apresenta os caminhos novos através como conversão em cinco andamentos: da escuta à conversão integral, e novos caminhos de conversão pastoral, cultural, ecológica e sinodal. O documento tem 120 propostas, curtas e muito práticas, na linha do Instrumento de Trabalho . O debate pós-sinodal está a centrar-se demasiado sobre as questões da ordenação presbiteral de diáconos permanentes casados e de diaconisas enquanto a grande novidade está na conversão como caminho de renovação eclesial. A ordenação de homens casados é, a meu ver, uma falsa questão, porque a Igreja latina já tem muitos padres nessas condições. São normalmente padres anglicanos que não quiseram partilhar o altar com mulheres ordenadas e foram recebido...

ABIY DA PAZ

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O primeiro-ministro da Etiópia é o Nobel da Paz 2019. O primeiro-ministro etíope foi laureado com o Prémio Nobel da Paz 2019, o centésimo atribuído pelo Comité Nobel norueguês, «pelos seus esforços para alcançar a paz e a cooperação internacional e, em particular, pela sua iniciativa decisiva para resolver o conflito fronteiriço com a vizinha Eritreia». Abiy Ahmed Ali, 43 anos, apesar do apelido árabe – é filho de pai muçulmano e mãe cristã –, é cristão evangélico. Foi escolhido para encabeçar o Governo federal da Etiópia em Abril de 2018, depois da demissão de Hailemariam Desalegn, que governou o país entre 2012 e 2018 e se demitiu por não conseguir travar uma vaga nacional de três anos de protestos violentos contra o Governo. Abiy é o primeiro oromo a ascender ao topo do poder, a maior tribo da Etiópia, com quase 39 milhões de pessoas. Pertence ao novo tipo de líderes africanos apostados em reformar o sistema político a partir de dentro, «parte dos ventos de esperança que sopram ca...