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A mostrar mensagens de janeiro, 2012

LIVRES

Dois padres da arquidiocese de Cartum foram libertados ontem à tarde depois de duas semanas de detenção por rebeldes sul-sudaneses. O bispo auxiliar de Cartum, Dom Daniel Adwok, disse que os padres Joseph Makwey Mathod e Silvestro Mogga estão bem mas precisam de cuidados médicos. Os dois sacerdotes foram raptados a 14 de Janeiro na paróquia de Kenana, na zona pastoral de Kosti, e levados para Kweik juntamente com dois jipes e alguns haveres da casa paroquial. Os raptores – rebeldes Shilluk – exigiam 500 mil libras sudanesas – 100 mil euros – para libertar os padres. Dom Daniel disse que a arquidiocese não pagou nenhum resgate. Ele explicou que a Igreja apresentou uma queixa-crime contra os sequestradores e a polícia estava a interrogar os dois sacerdotes sobre o rapto e a detenção. Um mês atrás, um missionário comboniano ugandês foi raptado por um grupo de rebeldes Nuer e libertado dois dias mais tarde juntamente com um casal sudanês. O governo de Cartum permite que grupos rebeldes do ...
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Rede de Rádios Católica (CRN), nove estações ao serviço da vida no Sudão do Sul e Montes Nubas.

PETRÓLEO

O Governo do Sudão do Sul decidiu hoje em conselho de ministros suspender a produção de petróleo depois de mais uma ronda de negociações sem frutos entre os governos de Juba e Cartum em Adis Abeba sobre as tarifas pelo uso da infra-estrutura sudanesa. O porta-voz do Governo sul-sudanês, Barnaba Marial Benjamim, disse que o gabinete decidiu suspender a produção de petróleo e o processo fica concluído dentro de duas semanas. Juba e Cartum não se entendem sobre as tarifas que o Sul tem que pagar ao Norte para exportar o crude através do oleoduto que liga os campos petrolíferos nos estados de Unity e Upper Nile ao porto de Port Sudan, no Mar Vermelho. As negociações estão paradas e as delegações acusam-se mutuamente pelo bloqueio. Cartum preferia administrar a venda do crude do Sudão do Sul ou cobrar 35 dólares por cada barril exportado enquanto Juba quer pagar 74 cêntimos do dólar por barril – mais próximo das tabelas internacionais – e compensar Cartum com 2.6 mil milhões de dólares pela...

NEGOCIAÇÕES

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Tharjath (Unity State) – produção de crude ©JVieira Os Governos de Juba e Cartum começam amanhã em Adis Abeba, a capital etíope, mais uma ronda de negociações sobre assuntos pós-independência numa altura em que as relações bilaterais estão cada vez mais escorregadias devido ao petróleo. Os delegados dos dois países devem negociar durante uma semana os dossiers difíceis do petróleo, marcação de fronteiras, enclave de Abyei e o estatuto dos sulistas a viver no Sudão depois de uma alta delegação chinesa ter visitado as duas capitais. Cartum está a exigir a Juba uma taxa de 35 dólares por cada barril de crude que o Sudão do Sul exporte através da sua infra-estrutura: oleoduto e porto de Port Sudan. Juba, seguindo o conselho do Painel da União Africana, prefere dar uma assistência económica de 2.6 mil milhões de dólares a Cartum para compensar a perda das entradas do petróleo – o Sudão só produz um quarto do petróleo que exportava antes da independência do Sul – e pagar 74 cêntim...

NOBEL DA PAZ

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©JVieira O bispo católico El Obeid (Sudão) encontra-se entre os candidatos ao Prémio Nobel da Paz 2012. Macram Max Gassis foi proposto para o mais alto galardão Nobel pelo deputado centrista José Ribeiro e Castro em reconhecimento pela luta corajosa que o bispo sudanês tem travado contra a descriminação de cristãos no seu país através de um longo testemunho de coerência, tenacidade e coragem. Dom Macram nasceu em Cartum há 73 anos e é Missionário Comboniano. Foi nomeado administrador apostólico da diocese de El Obeid em 1983 e bispo em 1988. Em 1990, Dom Macram seguiu o caminho do exílio depois de o governo de Cartum o ter posto em tribunal no seguimento do seu testemunho no Congresso dos EUA sobre atrocidades cometidas pelo governo sudanês contra o seu povo. Dom Macram vive desde então em Nairobi, Quénia, e decida-se à assistência pastoral e social de um número de paróquias nos Montes Nuba (do Sudão) e do Estado de Warrap (no Sudão do Sul). Além de um número de escolas nas...

SOLIDARIEDADE

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António Guterres com Lise Grande, coordenadora humanitária da ONU © JVieira O Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) terminou hoje uma visita de três dias ao Sudão do Sul com um apelo à comunidade internacional para assistir o país mais jovem do mundo com apoio humanitário massivo. António Guterres esteve três dias No Sudão do Sul para marcar o sexto aniversário da presença da ACNUR na região. O ex-primeiro ministro português visitou os retornados apinhados no porto de Juba, sob os pés de manga, à espera que as autoridades lhes atribuam uma parcela de terra. Também vistoriou um campo no norte do país para se inteirar das dificuldades com que os refugiados sudaneses dos estados do South Kordofan e Blue Nile se deparam. Esta manhã, antes de partir para Cartum para uma ronda de conversações com as autoridades sudanesas sobre o futuro dos cerca de 700 mil sulistas a viver no Sudão e sobre a assistência humanitária aos deslocados da guerra civil, Guterres lanç...

DE BRANCO PELA PAZ

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© JVieira Centenas de pessoas desfilaram hoje pelas ruas de Juba vestidas de branco pela paz. A marcha inseriu-se nas comemorações do sétimo aniversário da assinatura do acordo de paz que pôs termo à guerra civil no sul do Sudão e abrir as portas para a independência do Sudão do Sul. A iniciativa deveu-se ao grupo Concerned Citizens X South Sudan – Cidadãos Preocupado X Sudão do Sul – que nasceu há uma semana na sequência de mais um recontro sangrento entre duas tribos no Estado de Jonglei que matou mais de 2.000 pessoas e afectou outras 60.000. O grupo apelou para que os cidadãos se manifestassem pela paz e contra os recontros étnicos, comuns no Sudão do Sul e está a recolher ajudas para os afectados pelos violentos combates no condado de Pibor, no leste do Estado de Jonglei. UNOCHA, que coordena a ajuda humanitária, anunciou que está a montar a operação humanitária mais cara e complexa para ajudar as vítimas dos recontros étnicos no Estado. As estrada daquela zona do Sudão d...