MÁQUINAS DE CORRIDA
Atletas da África Oriental dominam meio-fundo e fundo há décadas. O etíope Abebe Bikile ganhou, descalço, a maratona olímpica de Roma em 1960 e inaugurou o domínio dos fundistas da África Oriental. Voltou a ganhar a prova-rainha do atletismo em Tóquio, quatro anos depois. Em 1968, no México, lesionado, cedeu o lugar no pódio ao compatriota Mamo Welde. Hoje, os dez mais rápidos corredores da maratona são do Quénia (quatro) e da Etiópia (seis). Entre as atletas, cinco são quenianas, três etíopes, uma é inglesa (com o segundo melhor tempo) e uma israelita. Nas provas específicas, nos 10 quilómetros e na maratona, as mais rápidas são sete do Quénia e três da Etiópia; nos homens, cinco são do Quénia e três da Etiópia. O queniano Eliud Kipchoge (na foto) foi o primeiro a correr a maratona em menos de duas horas em Viena com o tempo-canhão de uma hora, 59 minutos e 40 segundos. O recorde, contudo, não foi homologado, porque a prova não seguira as regras de andamento e da toma de fluidos...