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A mostrar mensagens de outubro, 2006

Será que será

Versão de Daniela Mercury

O Último Pacto em Lx

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Obrigado, Ju!

Vida

UM ESPECTÁCULO IMPERDÍVEL Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha medo de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova oportunidade a si mesmo. Descubra um oásis no seu deserto. Os vencidos vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os vencidos paralisam face a perdas e fracassos. Os vencedores começam tudo de novo. Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo; a prisão da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente. A sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela do que as estrelas: é a obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a si, no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível. Por isso eu desejo que...

Sorri

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Sabedorias

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QUASE Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom-dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza...

Lágrimas de força

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MUNDO FAST É sintomático do tempo em que vivemos estarmos constantemente ocupados, geralmente envolvidos em duas ou três actividades simultâneas. Achamos que é sinal de muita inteligência, muita eficácia e até de modernidade. Demonstramos assim que somos capazes de fazer bem várias coisas ao mesmo tempo, o que, na realidade, é uma utopia: não fazemos bem nem uma nem outra e acabamos por não retirar tudo o que podíamos se nos concentrássemos numa só coisa de cada vez. No entanto, continuamos a estar a meio-gás em tudo aquilo em que participamos, seja no domínio pessoal, seja no profissional. E depois, naquele tempo dito nosso, insistimos em jantar com um tabuleiro em frente à televisão, a ler um jornal ou a trabalhar no computador. Durante o noticiário, enquanto vemos uma reportagem, vamos vendo no rodapé do ecrã as manchetes dos próximos temas. Como se precisássemos de vários estímulos para nos prender a atenção, como se um bom estímulo já não nos bastasse. Até já dormimos embalados po...

Refracções

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ÍCARO O meu coração cresceu asas Com penas de desejo, Enceradas em fantasias Para voar mais além das minhas seguranças Como um papagaio, Sonho frágil, de papel, Planando por espaços não viajados. E o sol de amarelo, O Amor ardente, Derreteu as fantasias E mergulhou o meu coração No ventre da vida, O caminho da amizade Que faz de solidões Companheiros de viagem.

Mil palavras

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Matosinhos: surfistas ao entardecer © J. Vieira

Vivências

PERSPECTIVA OPTIMISTA «A terra está cheia da bondade do Senhor». Esta frase do Salmo 33 (versículo 5) ultimamente tem ocupado a minha mente e o meu coração. Uma espécie de mantra que vou repetindo para recordar a mim próprio a nossa condição última. É uma afirmação de optimismo tranquilo e lúcido sobre um mundo aparentemente caótico e marcado pelo terrorismo, pelos desastres ecológicos, pelo egoísmo, pelas injustiças, pela ditadura da grande finança, pela cultura da morte. Acreditar que a bondade - ou benignidade - do Senhor enche a terra é também crer que eu próprio estou cheio de Deus - porque também sou terra - apesar das minhas sombras, da minha experiência de pecado. Um olhar terno e sereno sobre mim mesmo, porque sou um pecador redimido pela bondade do Senhor tornada real no amor único e fiel de Jesus.

Caricatura

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Madonna adopta criança no Malawi por Tom em Trouw , Amesterdão

Além-Mar | Novembro

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A AMPUTAÇÃO DA VIDA A Mutilação Genital Feminina é o grande tema da Além-Mar de Novembro. A excisão é uma tradição sobretudo africana. É transversal ao Islão, Cristianismo e Religiões Tradicionais Africanas, mas também está presente na Ásia e em Portugal. A cada minuto que passa, quatro raparigas são sujeitas à mutilação genital. O objectivo é controlar a sexualidade da mulher. Custos: doenças, mortes, crianças que não chegam a nascer. Resultado: o prazer transmutado em sofrimento. Outros temas tratados: Clandestinos: Antes a morte que tal sorte . Das praias da África Ocidental saíram centenas de frágeis barcos de madeira com africanos clandestinos. Fomos ouvir as estórias de quem já tentou chegar às Canárias nas «pirogas da fortuna» e se propõe voltar a enfrentar os perigos do mar. Mesmo que o preço a pagar seja a própria vida: antes poder sonhar que ficar. Acolhimento em Portugal: A imigração exemplar . O Centro de Acolhimento da Bobadela, em Loures, alberga em condições exemplares ...

Darfur - Sudão

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© Lusa GENOCÍDIO PURO O Darfur é uma vastíssima região árida no Oeste do Sudão. Por razões que não são claras para quem está de fora, o Governo de Cartum trava uma guerra sangrenta contra o seu povo. Um conflito estranho. Nas últimas décadas, Cartum gastou milhões de dólares e sacrificou centenas de milhares de vidas na luta contra o Sul. Muitos classificaram a guerra civil como um choque de religiões: Islão contra Cristianismo. Na realidade, a guerra não foi religiosa, mas pelo controlo dos enormes recursos do Sul. Os confrontos no Darfur têm um cariz diferente. Neste caso, são muçulmanos e as milícias Janjaweed – apoiadas pelo Governo de Cartum – atacam-nos enquanto rezam nas mesquitas. Mas até as imagens de vítimas inocentes misturando o seu sangue com as palavras do Alcorão que rezavam não comovem a população islâmica. Os Janjaweed atacam com toda a impunidade, recebem armas e informações do Governo e não têm pejo em matar não combatentes como mulheres e crianças. Esta guerra tem...

Ecologia

CONTA DA TERRA NO VERMELHO Desde o dia 9 de Outubro que a conta ecológica da Terra entrou em saldo negativo. Por outras palavras, a partir desse dia e até ao fim de 2006, estamos a usar mais recursos naturais do que aqueles que podem ser renovados num ano civil. A conclusão é avançada pela organização não-governamental New Economics Foundation (NEF), que, tomando como base cálculos de outra organização não governamental, a Global Footprint Network, passou a determinar o dia exacto em que o salário ecológico anual da Terra termina. Segundo estes mesmos cálculos, cada português precisava, em 2002, de 4,2 hectares de recursos do planeta. Mas o país só tinha capacidade para suprir 1,7 hectares por pessoa, pelo que havia então, por habitante, um débito de 2,5 hectares. O cálculo exacto do dia do ano em que a Terra passa a estar em débito ecológico é uma derivação da «pegada ecológica», que estima qual a área do planeta que cada pessoa precisa para suportar o seu estilo de vida. Outro concei...

Religião e Media

EQUÍVOCOS E POSSIBILIDADES António Marujo, jornalista do Público , foi distinguido com o Prémio John Templeton para o Jornalista Europeu de Assuntos Religiosos do Ano 2005. Ontem, no âmbito do prémio, fez uma conferência sobre «Religião e Media: Equívocos e Possibilidades». Nela faz uma análise a partir de duas premissas: «1) o jornalismo português revela muita ignorância e preconceito em relação ao fenómeno religioso; 2) as instituições religiosas continuam a encarar os media com desconfiança e a não entender o fundamental da linguagem jornalística nem os desafios colocados pelos últimos avanços tecnológicos.» António Marujo faz uma análise rigorosa do modo como os grandes meios de comunicação social (não ou mal) tratam o religioso e denuncia a falta de coragem dos profissionais da comunicação para tocarem nas «vacas sagradas» contemporâneas: a economia e os seus agentes. Um texto que merece uma leitura atenta e integral, aqui .

Diário da República

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Transparências

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© J. Vieira MAR OCEANO Mar em flor Salgado pela dor Seio da vida Abismo de energia Minha calmaria

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LUGARES DO (O)CULTO Fascinam-me certos lugares de culto entregues ao abandono. Igrejas em ruínas, por exemplo. Uma vez, na Ilha de Moçambique, entrei numa igreja que me pareceu abandonada e encontrei uma velha senhora a varrer o chão. A igreja tinha apenas alguns bancos meio estropiados e, a um dos cantos, uma imagem, em plástico, da Virgem Maria. Porém, estava limpíssima. As paredes exultavam de branco. A senhora olhou-me sem surpresa: - Vem rezar? Disse-lhe a verdade. Não rezo há muito tempo. Uma manhã acordei e descobri que perdera a fé. Nunca mais rezei. Ela pousou a vassoura e sentou-se num dos bancos. Fez um gesto com a mão, convidando-me a ocupar um outro, com apenas três pernas, diante dela: - Você é feliz? Pensei um pouco. Não se vive dentro da felicidade. A felicidade é um jardim que quase sempre atravessamos distraídos. Mais tarde ele vem-nos à memória e isso traz-nos um sorriso nos lábios. A lembrança de um jardim não é um jardim, mas cheira bem. Respondi-lhe com outra perg...

Transparências

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ESCUTA Vozes, vozes. Escuta, coração como outrora somente os santos escutavam: até que o gigantesco apelo levantava-os do chão; mas eles continuavam ajoelhados, inabaláveis, sem desviarem a atenção: eles assim escutavam. Não que tu pudesses suportar a voz de Deus, de modo algum. Mas escuta o sopro, a incessante mensagem que nasce do silêncio. Daqueles jovens mortos sobe agora um murmúrio em direcção a ti. Onde quer que penetraste, nas igrejas De Roma ou de Nápoles, o seu destino não falou a ti, tranquilamente? Ou uma augusta inscrição não se impôs a ti Como recentemente a lousa em Santa Maria Formosa. Que eles querem de mim? Lentamente devo dissipar A aparência de injustiça que às vezes dificulta um pouco O puro movimento de seus espíritos. Rainer Maria Rilke em « PRIMEIRA ELEGIA »

Cabe mais um

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Fitas

VIVE LA REINE Marie Antoinette (Maria Antonieta) tinha apenas 15 anos quando se casou com Luís XVI, de França. Foi obrigada a trocar a vida despreocupa de adolescente real na corte de Viena pela opulência, conspiração e escândalo de Versailles. Só e perdida num mundo perigoso, pião no tabuleiro onde se jogavam os interesses austro-franceses, a jovem rainha rebela-se contra o isolamento a que foi votada e tornou-se na monarca mais mal amada da França. «Se não têm pão, que comam bolos» dizem que disse quando a população francesa passava fome para pagar a Guerra de Independência dos Estados Unidos contra a Inglaterra. Maria Antonieta foi rainha aos 19 anos e executada aos 38, em 1793, durante a Revolução Francesa. Sofia Coppola conta, em « Marie Antoinette », a história de uma mulher através da perspectiva de outra mulher, uma leitura feminista de uma «delfina» moderna alguns séculos à frente do seu tempo. Um filme pop, intenso e interessante com um guarda-roupa da época fabuloso e uma ...

Impressões

VIRAR DE PÁGINA Estava previsto que no próximo Verão eu devia regressar à Etiópia, depois de seis anos na redacção das revistas que os Combonianos editam em Portugal. Entretanto, fui convidado a aceitar um novo desafio: integrar a equipa de combonianas e combonianos que há cerca de um ano estão a preparar a montagem de uma Rede Católica de Rádios nas sete dioceses do Sul do Sudão. É um projecto aliciante a que não consegui dizer não. Os institutos combonianos aproveitaram a vaga de liberdade decorrente dos acordos de paz de Janeiro de 2003 entre o Governo de Cartum e o Movimento/Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLM/A) para montar as rádios, «um meio de comunicação da Igreja que constrói a paz através da reconciliação e cura dos traumas, promove o crescimento espiritual e oferece boa informação e educação cívica, contribuindo para o desenvolvimento humano integral e o respeito pelos direitos humanos». O Sudão é um país imenso dividido em dois: o Norte, árabe e muçulmano, e o Su...

História indiana

A COR DA PELE DE BIRBAL O rei Akbar gostava de se rodear de pessoas cultas, mas até na corte havia quem tivesse as mais disparatadas opiniões. Havia quem defendesse que uma religião era melhor que outra, quem afirmasse que só as pessoas com a pele mais clara eram realmente belas e que todas as demais, pelo contrário, eram feias. Akbar achava todas estas pessoas muito chatas. Birbal, o sábio, pensava que eram estúpidas. Havia muita gente que lhe tinha inveja porque ele era inteligente e o rei preferia os seus conselhos e as suas opiniões. Alguns diziam até: «Aquele Birbal tem uma língua melíflua. Ele sabe muito bem adular o rei.» Outros diziam: «Vai tentar envenenar Akbar para se tornar rei ele mesmo.» Um dia, um dos cortesãos, para deixar ficar mal Birbal, perguntou ao monarca: - Como é possível que Birbal tenha uma pele tão escura enquanto a nossa é muito mais clara? Na corte, toda a gente se surpreendeu com esta observação maliciosa e com a falta de educação que implicava. Sobretudo ...

Ninguém e alguém

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Obrigado, Cristina

Nudismo

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Clica na imagem para a ampliar Obrigado, Germano

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UMA CULTURA DA MORTE A atracção pela morte é um dos sinais da decadência. Portugal deveria estar, neste momento., a discutir o quê? Seguramente, o modo de combater o envelhecimento da população. Um país velho é um país mais doente. Um país mais pessimista. Um país menos alegre. Um país menos produtivo. Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham. Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater. E a tentar resolver. Como? Obviamente, promovendo os nascimentos. Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas. Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários. Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas. Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo. Um sinal de saúde. Em lugar disto, porém, discute-se o aborto. Discutem-se os casamentos de homossexuais (...

Refracções

F E L I C I D A D E Um sonho minúsculo Tingido de arco-íris Cheio de ar rarificado Que cresceu e se expandiu E escapou através dos meus dedos Num remoinho de fumo Para subir e escalar Os sete céus Em direcção ao Sol Cuja energia O vai desintegrar Em milhares de fragmentos Espalhados como sementes De flores ressequidas Levadas pelo vento Para germinar Um dia...

Humor Tuga

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Petição

CONTRA A EXECUÇÃO DE SETE IRANIANAS Parisa, Iran, Khayrieh, Shamameh, Kobra, Soghra e Fatemeh são sete iranianas condenadas à morte por lapidação. No Irão, o adultério é tratado como um delito punido com a pena de morte por lapidação. Esta prática legal viola o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, que garante o direito à vida e proíbe a tortura. Parisa, Iran, Khayrieh, Shamameh, Kobra, Soghra e Fatemeh foram condenadas injustamente à pena mais cruel, desumana e degradante, a pena de morte. Todavia estamos a tempo de parar a sua execução. Não fiques em silêncio. Levanta a tua voz para tentar salvá-las. Assina aqui a petição da Amnistia Internacional em seu favor.

Ninguém é perfeito

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Manifesto

DIA INTERNACIONAL PARA A ERRADICAÇÃO DA POBREZA Este manifesto surge no âmbito dos compromissos assumidos pela União Europeia, em 2000, nas Cimeiras de Lisboa e Nice, e aproveita a onda mobilizadora da campanha mundial Global Call for Action Against Poverty, que em Portugal tem o nome de PobrezaZero , para afirmar que o relegar para o passado da pobreza no mundo, passa necessariamente pela sua erradicação em Portugal. A pobreza, em Portugal, é um problema social grave e o seu não reconhecimento tem-se revelado, ultimamente, um dos maiores entraves à sua erradicação. Mas o facto é que 1 em cada 5 portugueses vive no limiar da pobreza (21% da população total) 12.4% da população activa (5531.6) ganha o salário mínimo nacional (374,7€)* 7,2 % da população activa está desempregada; em 2003, mais de 5000 trabalhadores tiveram o seu trabalho reduzido ou suspenso;* 26,3% dos reformados recebe menos de 200€/mês de reforma* 147 332 recebem o Rendimento Social de Inclusão (151,84€)* 79,4% da popu...

Sorri!

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A ESTÁTUA DO RATO Um certo dia, um homem entrou numa loja de antiguidades e deparou-se com uma belíssima estátua de um rato em tamanho natural. Banzado com a beleza da obra de arte dirigiu-se ao balcão e perguntou o preço ao vendedor: - Quanto custa? - A peça custa 50 euros e a história do rato custa 1.000 euros. - O quê? Você está louco? Vou levar só a obra de arte. Feliz e contente o homem saiu da loja com a sua estátua debaixo do braço. À medida que ia andando percebeu mortificado que saíam inúmeros ratos das lixeiras e bocas das sarjetas na rua que começaram a segui-lo. Correndo desesperado o homem foi até ao cais do porto e atirou a peça com toda a força para o meio do mar. Incrédulo, viu toda aquela horda de ratazanas a mergulharem atrás da mesma e morrerem afogadas. Ainda sem forças, o homem voltou para ao antiquário e o vendedor disse-lhe: - Veio comprar a história, não foi? - Não! Eu quero saber é se você tem uma estátua do Sócrates... Obrigado, Miguel!

Sabedorias

O QUADRO Um homem havia pintado um lindo quadro... No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo... Afinal, o pintor além de um grande artista, era também muito famoso. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, enfim, uma multidão. Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve caloroso aplauso... Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa... Jesus parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Porém, um curioso observador achou uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura. E intrigado, foi perguntar ao artista: - Sua porta não tem fechadura! Como se fará para abri-la? - É assim mesmo! - respondeu-lhe o artista. - Esta é a porta do coração humano... Só se abre pelo lado de dentro. Muitas vezes, Jesus esta batendo à porta do nosso coração. Pare um pouquinho... Preste atenção, ouça...

Transe

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A ESCURIDÃO DO INFERNO « Transe » conta a história de Sónia, vinte e poucos anos, de São Petersburgo (Rússia), que troca o amigo e a família pelo sonho de uma vida melhor no Oeste. Começa por trabalhar numa garagem de automóveis na Alemanha, até que é apanhada nas garras das máfias russas que a obrigam a prostituir-se primeiro em Itália e depois em Portugal. Inicia assim a descida aos infernos dos escravos de hoje. Teresa Villaverde retrata esta viagem pelos infernos com imagens violentas, escuras, desfocadas. E explica: «"O inferno é um cão a ladrar lá fora", escreveu Santa Teresa de Ávila. Estamos no início do século XXI e o cão ladra em toda a parte. Não nos livrámos da tortura, da escravatura, do genocídio. A personagem central deste filme vê esse inferno de frente e de muito perto. Penso que não chega a entrar, porque é preciso fazer parte do inferno para estar lá dentro. Ela não faz parte, mas não há saída. Jorge Semprún escreveu a propósito da sua experiência num campo...

Economia

A CRISE (NÃO) ACABOU Ontem fui para a cama descansado. O ministro da Economia tinha proclamado em Aveiro que «a crise acabou!» Uma óptima notícia para começar o fim-de-semana na maior. Mas, ao acordar, ouvi Manuel Pinho a declarar na TSF que decretar o fim da crise era «algo de infantil», que afinal só queria deixar uma palavra de esperança. Então, senhor ministro, em que ficamos?

Refracções

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© j. vieira LIGHT Clothed in light We rested Transfigured. No word, No wind, No clouds. Just silence, Ecstasy By the spell of love, Faces bright Shining the mystery The human melted into the divine, The untold oneness.

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LEITURAS CRUZADAS O prazer de ler e de escrever não é um acto solitário, é uma forma de entrar em relação com o outro, de partilhar uma paixão. Comunicar é uma necessidade vital que todos possuímos. Nesse sentido, não tendo nós, na grande maioria, o talento da escrita ou o dom da palavra, oferecer, sugerir um livro especial a um familiar ou a um amigo é uma outra forma de nos exprimirmos. E se do outro lado essa expressão tiver acolhimento, eco e ressonância, é provável que se gere uma cumplicidade fecunda que muitas vezes nem se explica, apenas se vive. Cláudia Freitas, em XIS

Sabedorias

ARRISCAR Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Expor os sentimentos é correr o risco de mostrar o verdadeiro eu. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Defender os seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar Tentar é correr o risco de fracassar. Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não faz nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas pelas suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre! Atribuído a Séneca (orador romano que viveu entre 55 a.C. e 39 d.C.)

Blogosfera

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GUINÉ-BISSAU Visitei a Guiné-Bissau em 2002, mas colou-se à minha memória como a sua humidade à minha pele. Um país que se vai desenvolvendo aos soluços, de crise emc rise, como as camionetas estafadas a tentar negociar as suas picadas de terra batida ou os restos de alcatrão das estradas esventradas. Visito o país frequentemente através do blogue AFRICANIDADES , do meu amigo e camarada, o jornalista Jorge Neto. Um olhar atento, profundo e artístico sobre a Guiné-Bissau, as suas gentes e o seu contexto geográfico. A não perder.

Par ou impar

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Por Kike, em ADITAL

Nobel da Paz 2006

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O BANQUEIRO DOS POBRES Muhammad Yunus, do Bangladesh, e o Banco Grameen, que fundou, foram hoje distinguidos com o Prémio Nobel da Paz pelo trabalho no desenvolvimento de oportunidades económicas e sociais entre os mais pobres. Muhammad Yunus nasce em 1940 em Chittagog, no Bangladesh. Tem 13 irmãos. Licencia-se em Economia. Entretanto, faz um doutoramento nos Estados Unidos. Regressa ao Bangladesh depois de este se tornar independente do Paquistão. Fica chocado. Grande parte da população morre de fome. Milhões de pessoas vivem sem meios para vencer a pobreza. Os bancos não emprestam dinheiro a quem não lho pode devolver. Yunus vive intranquilo. Começa por identificar as pessoas que têm dívidas nas redondezas da universidade onde dá aulas. Depois, empresta-lhes dinheiro do próprio bolso. Não põe condições nem prazos ao valor da dívida. Com uma particularidade. Yunus empresta o dinheiro sobretudo a mulheres. Como ele diz: «Quando uma mulher colhe rendimentos da sua actividade, são os seu...

Disfarce

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Será para confundir os fundamentalistas islâmicos? Clique sobre a foto para a ampliar

Puzzle

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Uma loira telefona ao namorado: - Tá? Olha, eu comprei um PUZZLE, mas não o consigo fazer! Tou mesmo confusa! As peças parecem todas iguais! Não sei... - Espera, tem calma! Qual é o desenho? - É um galo vermelho... - Eu já vou aí ter e fazemos isso juntos, tá morzinho? E o rapaz lá vai. Quando chega ao apartamento da namorada, pergunta: - Então, onde está o puzzle? - Está aqui! (Silêncio) (Silêncio) (O silêncio mantém-se) - Okay... Fazemos assim: metes os cornflakes todos na caixa outra vez e não falamos mais nisto, tá? Obrigado, Zezita

Leonor

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© J. Vieira Leonor, foi um prazer passear-te pelo Parque da Cidade, meu amor. Sou um padrinho babado e com muita razão. És um morzito fofinho! E eu gosto muito de ti.

Impressões

COMIDA RÁPIDA Vivemos a correr, como baratas tontas: corremos da cama para o pequeno-almoço; da casa para a escola ou para o trabalho; de actividade em actividade. E ficamos com pouco tempo para nós mesmos, até para comer. A comida rápida é uma resposta para as vidas aceleradas de hoje: alimentos preparados em grandes quantidades e mantidos quentes para serem consumidos imediatamente. O hambúrguer representa o ponto de partida para a indústria. Foi confeccionado pela primeira vez em Topeka, a capital do estado norte-americano de Kansas, em 1921, por uma empresa chamada White Castle. A McDomald’s, a cadeia mais famosa de hambúrgueres, abriu o primeiro restaurante em 1955. Os hambúrgueres são ainda os reis da comida rápida, mas têm que competir com as pizas, fritos (galinha, peixe e batatas), sandes e outros produtos. Normalmente estes alimentos são condimentados com montes de «ketchup», molhos doces, salgados e cremosos e acompanhados de refrigerantes (coca ou limonada) e outras bebidas...

Europeu 2008

PORTUGAL COMPROMETE A selecção das Quinas perdeu esta noite por 2-1 frente à Polónia em Chorzow. Os atletas portugueses levaram uma «banhada» de futebol e dificultaram a qualificação para o Europeu de 2008. O «mister» Scolari terá de repensar a selecção. Formar o núcleo duro da equipa à volta dos jogadores do Benfica mais os emigrantes não augura um futuro brilhante. Mas o «brazuca» lá sabe o que quer. Os jogadores portugueses estiveram desinspirados e perdidos. Será do equipamento preto? Foi uma noite negra!

Mundo

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Deus criou o mundo para ser a nossa casa comum. Vê como! «Picado de Jovens e Missão »

Uma delííícia

O PADRE E O RABINO No banquete de inauguração de um centro comercial, colocaram um padre sentado ao lado de um rabino. O padre querendo brincar com o rabino, encheu o prato com pedaços de um suculento leitão que depois oferece ao «colega». O rabino recusou a oferta, explicando: - Muito obrigado. Não sabe que a minha religião não permite a carne de porco? - Não me diga! Que religião mais esquisita! O leitão é uma delííícia! - exclamou o padre. Na hora da despedida, o rabino aproximou-se do padre e disse-lhe: - Dê os meus cumprimentos à sua mulher! O padre, horrorizado, respondeu: - Minha mulher? Não sabe que a minha religião não permite o casamento dos sacerdotes? - Não me diga! Que religião mais esquisita! Ter mulher é uma delííícia! - exclamou o rabino.

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O MISTÉRIO DAS RELAÇÕES Bem vivido, o amor tem um imenso poder curativo. Na realidade, ajuda-nos a colmatar muitas das nossas dificuldades, garantem os psicólogos. Mas não sem condições. E uma das mais decisivas, e por mais contraditório que nos pareça, é aquela que nos obriga a desistir de que o outro nos salve do nosso sofrimento e das nossas carências. Ou seja, o amor só passa a ser curativo e mutuamente benéfico, quando identificamos os nossos problemas e as nossas falhas, e nos responsabilizamos inteiramente por nós próprios. Só assim estaremos livres para amar o outro e aceitar o seu amor. Da mesma forma, outra das condições essenciais, é nunca responsabilizar o parceiro afectivo pela nossa infelicidade, exigindo que ele mude de acordo com as nossas expectativas. Ana Vieira de Castro em XIS

Efeméride

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SÃO DANIEL COMBONI A Igreja celebra hoje a memória de São Daniel Comboni, bispo e fundador. António Daniel Comboni nasceu em Limone sul Garda , no Norte de Itália, a 15 de Março de 1831. Foi para a cidade de Verona ainda criança para frequentar o colégio do padre Nicolau Mazza. Aos 18 anos sentiu-se chamado para ser missionário em África. O caminho da sua vocação ficou traçado de forma definitiva em 1864. Enquanto rezava junto ao túmulo de São Pedro, no Vaticano, teve a inspiração de escrever o «Plano para a Regeneração da África Central». Defendia que a África devia ser salva através dos próprios Africanos. Fiel ao grito de guerra «África ou morte», visitou muitos países europeus para sensibilizar as pessoas para a comunhão missionária; apresentou aos padres do Concílio Vaticano I o «Postulatum pro Nigris» (Petição pelos Negros) em 1870; fundou dois institutos missionários, um masculino e outro feminino ; e dirigiu o Vicariato da África Central, um território extenso do Norte ao Ce...

Guerra no Iraque

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Uma canção

Dou-te uma canção ! Obrigado, Aylén.

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RELIGIÃO E VIOLÊNCIA Os noticiários da desgraça querem convencer-nos de que este mundo não tem concerto. Mas nem todas as pessoas perderam o gosto pela poesia, pela grande música, pela pintura, pelas artes, pelas interrogações metafísicas ou religiosas, pela busca de sentido para a aventura humana e de responsabilidade pelo futuro da Terra. Não se deixam perder na simples pragmática do quotidiano e dos negócios, no fascínio idolátrico das novas tecnologias e no exibicionismo de casas sumptuosas, de carros de luxo, etc., insensíveis à distância crescente e intolerável que as separa do mundo dos pobres e dos quais fazem tudo para se defender e nada para atacar as causas que o produz. Nem todos pensam que o remédio contra o terrorismo esteja na diabolização das outras culturas e religiões ou na imposição da nossa cultura e religião, dos nossos valores como se fossem o único património da humanidade. Se não acredito num progresso linear e reversível, também não julgo que estamos sempre con...

Sabedorias

O CORVO E O COELHINHO Um corvo estava sentado num ramo a descansar... Um coelhinho viu o corvo e perguntou-lhe: - Também me posso sentar aí e passar o dia sem fazer nada? O corvo respondeu: - Claro! Porque não? O coelhinho sentou-se debaixo da árvore a descansar. De repente apareceu uma raposa. Atirou-se para cima do coelhinho e comeu-o! Moral da história: quem quiser passar o dia sem fazer nada, deve assegurar-se de que está numa posição bem alta…

Darfur

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Clica na imagem para a ampliares Em Daily Nation - Nairobi (Quénia), «picado» de Mungu ni Upendo

Refracções

O SÍMBOLO DA PAZ Maria do Carmo sabia que o menino ia nascer um dia destes. Ou uma noite destas. O mais certo era ser uma noite destas: a avó estava sempre a dizer que toda a gente da família tinha nascido pela madrugada dentro. E a mãe recordava-lhe sempre que ela tinha decidido aparecer neste mundo na noite de Santo António, quando todos andavam a saltar as fogueiras em Alfama... Por pouco não tinha nascido nas Escadinhas de São Miguel, onde a mãe se tinha sentado, estafada, e com umas dores muito estranhas nas costas... Tão estranhas que, algumas horas depois, estava estendida numa maca no corredor da maternidade, e Maria do Carmo nascia momentos depois. — Quem sabe desenhar uma pomba? Maria do Carmo sabe que o menino vai dormir numa cestinha forrada de azul que já está no quarto dos pais à sua espera. O menino devia ser redondo, redondinho como a barriga da mãe, pensava Maria do Carmo. Maria do Carmo olhava todos os dias para a barriga da mãe, e cada vez ela estava mais redonda, re...
My Heart Will Go On

Abrir aspas

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O RISO O riso também pode ser uma couraça, uma trincheira, o riso também pode ser o disfarce da amargura. Camilo José Cela , em «A Cruz de Santo André»

Fuzileiros

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A vida dos «Fuzas» da Marinha é, de facto, dura e cheia de riscos, mas com algumas amenidades à mistura! Urra.

Diálogo inter-religioso

A LIÇÃO DE ASSIS A paz tem de ser construída nos corações. É lá que se desenvolvem os sentimentos que podem dar-lhe alento ou, pelo contrário, ameaçá-la, debilitá-la, sufocá-la. Há 20 anos, João Paulo II surpreendeu o mundo e a Igreja ao convidar os líderes religiosos mundiais a reunirem-se em Assis, Itália, para rezarem pela paz. Vivia-se em plena Guerra Fria e o Papa polaco quis afirmar que a paz não se construía a partir do equilíbrio periclitante dos arsenais atómicos, mas através do diálogo e do respeito mútuo. A Jornada Mundial Inter-Religiosa de Oração pela Paz decorreu a 27 de Outubro de 1986 e juntou cerca de 150 individualidades representantes de várias religiões e confissões cristãs. No discurso de boas-vindas, João Paulo II disse que «o congregar de tantos dirigentes religiosos a orar é em si um convite ao mundo para se dar conta de que existe uma outra dimensão da Paz». A cidade medieval que serviu de berço a Santa Clara e São Francisco transformou-se numa imensa catedral....

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OS DOIS REIS E OS DOIS LABIRINTOS Contam os homens dignos de fé (porém Alá sabe mais) que nos primeiros dias houve um rei das ilhas da Babilónia que reuniu os seus arquitectos e magos e lhes mandou construir um labirinto tão complexo e subtil que os varões mais prudentes não se aventuravam a entrar nele, e os que nele entravam se perdiam. Essa obra era um escândalo, pois a confusão e a maravilha são atitudes próprias de Deus e não dos homens. Com o correr do tempo, chegou à corte um rei dos Árabes, e o rei da Babilónia (para zombar da simplicidade do seu hóspede) fez com que ele penetrasse no labirinto, onde vagueou humilhado e confuso até ao fim da tarde. Implorou então o socorro divino e encontrou a saída. Os seus lábios não pronunciaram queixa alguma, mas disse ao rei da Babilónia que tinha na Arábia um labirinto melhor e que, se Deus quisesse, lho daria a conhecer algum dia. Depois regressou à Arábia, juntou os seus capitães e alcaides e arrasou os reinos da Babilónia com tão ventu...

«Além-Mar»

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UMA FONTE DE CONFLITOS A Além-Mar de Outubro dedica a capa ao proble ma da água. Considerada como um direito universal e fundamental do seu humano, a água pode ser usada também como arma contra os adversários em caso de conflito. Ou ser ela própria o pomo da discórdia entre povos. Estudos da ONU dizem que, dentro de cinco décadas, será um bem mais precioso do que o petróleo. E nem surpreende esta previsão. Porque a água é já hoje em dia um bem escasso, que muitos teimam ainda em esbanjar. Outros temas: Pastores nómadas. Com cada vez menos terras, água e gado, os pastores do Corno de África estão à beira de uma crise humana. Católicos em extinção. Goa está ironicamente a perder os seus católicos. Tão rapidamente que alguns consideram que a sua identidade está ameaçada. Desafios e novos caminhos. O primeiro Congresso Missionário Asiático propõe-se enunciar os desafios e traçar novos itinerários para a evangelização do continente. A revolução na missão. Elaborado no Concílio Vaticano...

Curiosidades

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CARACOL É PEIXE Afinal, para os franceses, o caracol é um peixe de água doce. É através desta classificação sui generis que as autoridades gaulesas «enquadram» a atribuição de subsídios para a criação destes moluscos gastrópodes – revela o Metro de hoje. Voilá!

Sabedorias

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O VALOR DO TEMPO Se queres conhecer o valor de um ano, pergunta a um estudante que foi reprovado nos exames finais; Para conheceres o valor de um mês, pergunta a uma mãe que deu à luz prematuramente; Para conheceres o valor de uma semana, interroga o editor de uma revista; Para conheceres o valor de uma hora conversa com um par de namorados; Para conheceres o valor de um minuto, pergunta a alguém que acaba de perder o comboio, o avião ou o autocarro; Para conheceres o valor de um segundo, consulta alguém que acaba de sobreviver a um acidente; Para conheceres o valor de um milésimo de segundo, pergunta a alguém que acaba de ganhar uma medalha nas Olimpíadas. O tempo não espera. Desfruta de cada um dos momentos que te são concedidos, porque são insubstituíveis. Reparte-o! Autor desconhecido

Brisa

ASSIM NÃO DÁ! Ir de Lisboa ao Porto pela A1 está a tornar-se cada vez mais complicado e moroso. A auto-estrada está em obras no nó do Carregado, entre os nós de Santarém e Torres Novas (alargamento da via), entre Torres Novas e Fátima (repavimentação) e entre o nó da Feira e as portagens (alargamento da via). Nestes troços não é permitido circular a mais de 80 quilómetros por hora e as condições de segurança deixam muito a desejar: piso irregular e degradado, estrangulamento das faixas de rodagem, drenagem deficiente das águas da chuva. Os acidentes sucedem-se e os utentes continuam a pagar a portagem como se estivessem a usar uma via desimpedida e em condições óptimas. Assim não dá. Haja decoro e respeito pelos utentes. A Brisa tem que ser uma empresa responsável, que respeita a integridade física dos seus clientes. E os troços em obras deviam de ser mais baratos. A quem de direito.