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A mostrar mensagens de setembro, 2024

COMBONIANOS EM BEIRUTE ESTÃO BEM

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Os membros da comunidade comboniana em Beirute, a capital do Líbano, encontram-se bem. A notícia foi dada pelo Provincial do Egito-Sudão a que pertence a comunidade libanesa. A comunidade é composta por um formador e quatro estudantes de teologia que se preparam para o serviço missionário no mundo árabe. O P. Diego Dalle Carnobare (no centro da foto com o formador e os estudantes) visitou a comunidade na semana passada.  «Desta vez não estou a enviar um “boletim de guerra” do Sudão (onde a guerra continua apesar de os meios de comunicação a terem esquecido), mas do Líbano onde vim a semana passada para visitar os nossos escolásticos e o seu formador», o provincial escreveu numa mensagem. «Os ataques estão a ser feitos nos lugares estratégicos de Hesb. O Líbano é um país pequeno, mas está dividido em áreas. Para aqueles que não vivem na área xiita a vida parece decorrer normalmente. Nós estamos no norte de Beirute numa área cristã e estamos distantes das explosões das bombas e das c...

MESKEL: CELEBRAR A CRUZ

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Ortodoxos e Católicos na Etiópia celebram a Exaltação da Santa Cruz a 27 de setembro e, para a Igreja Católica, a comemoração litúrgica é solenidade nacional. A celebração chama-se simplemente  Meskel  (cruz em amárico) ou  Fanno  (em oromo). As celebrações começam na tarde da véspera com a preparação de uma meda de lenha arranjada à volta de uma cruz comprida feita com duas varas. Depois de benzida, a lenha é incendiada e enquanto arde as pessoas cantam e dançam à sua volta. Quando a cruz cai, os entendidos observam a sua posição que é prenúncio – bom ou mau – para o ano que começou há apenas 17 dias. Depois, moços formam pequenos grupos e, de paus na mão, vão para as estradas parar viaturas e cantar na esperança de algum dinheiro em troca. No passado recebiam pão, mas hoje o dinheiro é mais prático para quem dá e para quem recebe. No ano novo a cantoria e o peditório foram feitos por meninas que, em vez de paus, empunham flores. No dia 27, celebra-se o rito da Exal...

OS DESAFIOS DA POLIGAMIA

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O  Relatório de Síntese  da primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre «Uma Igreja Sinodal em Missão» deixou uma tarefa específica ao Simpósio   das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM na sigla em inglês), encorajando-o «a promover um discernimento teológico e pastoral sobre o tema da poligamia e sobre o acompanhamento das pessoas que vivem em uniões poligâmicas, que se aproximam da fé.» O portal aciafrica.org, da Associação para a Informação Católica em África, que acompanha de perto o dia-a-dia da Igreja Católica no continente, reportou duas respostas à tarefa. Em dezembro, a IMBISA, organização que engloba as conferências episcopais de nove países da África Austral, pediu aos teólogos para iluminarem as práticas da iniciação e da poligamia. A resposta da SECAM veio em abril com o estabelecimento de uma comissão (de teólogos, na maioria) para refletir sobre o a proposta do Sínodo. As deliberações seriam apresentadas na...

DE VOLTA À PRISÃO

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A assistência religiosa no Estabelecimento Correcional de Adola, no sul da Etiópia, faz parte do serviço pastoral da missão comboniana de Qillenso desde 2009. Aliás, a capela prisional foi o terceiro local de culto aberto à volta da cidade-mãe dos gujis. Os inícios foram humildes. Os católicos começaram por se reunir para a missa dominical na capela luterana. Depois, montaram uma tenda. A capela propriamente dita, feita de madeira, barro e zinco, veio depois. Hoje, uma equipa de duas Missionárias da Caridade, o professor reformado José Sholango e um dos padres da paróquia de Qillenso, visita a prisão cada terça-feira para rezar o evangelho do domingo anterior com alguns reclusos. O esquema da celebração é simples: um cântico de entrada, acompanhado pelo tambor e pela  kerara , uma espécie de guitarra local, e de uma oração de introdução, feita por um dos presos. Depois, o evangelho é proclamado em guji – a língua local – e em amárico – a língua franca na Etiópia. A Palavra é explic...

A VIDA DE UM AEROPORTO

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Um aeroporto é local aonde chegam e de onde partem os aviões. Ou seja, é um lugar onde as pessoas  chegam e partem, usando o avião. Ao aeroporto chega-se para partir. O tempo de espera varia, mas está-se sempre de passagem. Sabe-se de onde vimos e para onde vamos.  Além disso, cada passageiro tem um bilhete e um cartão de  embarque com todas as informações necessárias – identidade, origem e o meu destino do voo. Normalmente espera-se o mínimo possível e é-se feliz quando se pode partir a horas.   O aeroporto da vida A nossa vida podia ser comparada ao que se passa no aeroporto. Há semelhanças, mas muitas e  importantes diferenças. Semelhanças – a vida é um lugar de passagem, chega-se para partir. A identidade profunda de tudo o que nasce nesta terra é o prazo de validade. Ninguém vive para sempre.  Nasce-se para morrer, esta é a infalível  lei da vida. Todos os seres vivos têm um cartão de embarque – “vieste do pó e para o pó voltarás!“ Para os humanos...