POR CAUSA DO REINO
A Etiópia vive há muito um problema grave de distribuição de combustíveis que a guerra contra o Irão veio agudizar. Os vendedores punham no mercado negro uma boa parte do produto para obterem lucros maiores. O Governo pôs alguns na prisão, mas foi uma operação cosmética. Agora, com a falta de gasóleo – temos dois veículos parados na cidade à espera de abastecimento – recorremos aos transportes públicos, sobretudo aos tuque-tuques, para as deslocações. O mercado negro está bem abastecido de gasolina, mas o litro pode chegar ao equivalente a quatro euros. Uma exorbitância! O tuque-tuque – que localmente chamam de Bajaj, a marca de um dos fabricantes indianos – é o táxi comum nas cidades, mas também faz grades distâncias e trabalha por contrato. Um meio de transporte alternativo, embora muito frio, sem portas nem janelas. A polícia proibiu o uso de cortinas, porque desconfiava que os veículos eram usados para abastecer os rebeldes oromos que operam nas terras baixas e quentes. Os veí...