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A mostrar mensagens de março, 2024

ETIÓPIA: HARO WATO OFERECE PRIMEIRO SACERDOTE

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A missão católica de Haro Wato, do Vicariato Apostólico de Hawassa, no Sul da Etiópia, ofereceu o seu primeiro sacerdote ao Instituto Comboniano. O diácono Abebayehu Tefera Atara foi ordenado sacerdote a 16 de março de 2024. Dom Seyoum Fransua, vigário apostólico de Hosanna, presidiu à Eucaristia e conferiu a ordenação em língua guji. Uma grande multidão enfrentou o sol ardente e juntou-se no campo de futebol da missão ou à sombra das árvores adjacentes para testemunhar a primeira ordenação sacerdotal na paróquia. A celebração durou mais de três horas. Duas dezenas de sacerdotes do clero local, dos Missionários Combonianos e de outros institutos missionários participaram na celebração juntamente com algumas irmãs Missionárias Combonianas, das Servas da Igreja (congregação local de Hawassa) e das FMM. O coro paroquial abrilhantou a celebração. O diácono Abebayehu escolheu como Evangelho da sua ordenação a tríplice confissão de amor de Pedro ( João 21, 15-19). Durante a homilia, D. Seyo...

PIQUENIQUE NO DESERTO EM FLOR

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«Que rica comida!», dissemos às professoras do jardim infantil. As escolas pré-primárias estão no deserto, mas todos os anos organizamos um piquenique com as crianças que as frequentam. Às vezes as mães também participam. Encontramo-nos numa das aldeias beduínas mais distantes, rodeada de paisagens formosas, penedos, areia e flores de todas as cores e fragrâncias. «Sim, nós preparamos a comida, mas foram as meninas que fizeram as compras!», responderam. No topo de uma colinita, sob os raios do sol, as professoras entenderam as toalhas sobre a areia e puseram a comida, bebida e guloseimas para as crianças. Um banquete requintado no meio do deserto. Fitámo-las com surpresa e alegria. As meninas a quem se referiram são as jovens que iniciaram o curso de bordados há apenas alguns meses. No início, lutaram muito. «Não volto à aula!»; «Não sou capaz!»; «Não posso...», repetiram uma e outra vez. Entretanto, à força de insistirmos e de conversarmos com elas, um dia surpreenderam-nos. Bordaram ...

GUJIS: PASSAGEM DO PODER

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  O povo guji – mais de dois milhões de pessoas que vivem no sul da Etiópia e pertencem à grande etnia oromo – tem um sistema de governo muito democrático a que chama de  Gada .  A sociedade masculina está estratificada numa dúzia de graus correspondentes a faixas etárias de oito anos cada, agrupadas em quatro classes, representando as quatro fases da Lua.  Cada homem guji nasce num determinado grau  gada  e a sua atribuição tem também a ver com a idade do pai: o filho tem de estar sempre quatro graus atrás do progenitor. Cada oito anos os homens nascidos num determinado grau passam para o grau seguinte. Os gujis chamam  marsá balli  (transmissão ou passagem do poder) a este evento.  Para a passagem do poder, o povo guji reúne-se numa grande assembleia chamada  Gumi  em Arda Jila – uma colina sagrada junto à cidade de Me’e Bokko, a meia dúzia de quilómetros da missão de Qillenso.  Celebraram a sua cultura e elegem os  abba...