JE SUIS RIEN…
O jornal satírico Charlie Hebdo publicou uma caricatura do Profeta Maomé em lágrimas com o cartaz «Je suis Charlie» e a legenda «Tudo está perdoado». A capa apareceu uma semana depois do ataque de dois radicais islâmicos ao semanário parisiense que mataram uma dúzia de pessoas, incluindo oito jornalistas, a sete de Janeiro. A edição teve pelo menos sete milhões de cópias vendidas em todo o mundo de vai continuar a ser reproduzida. A caricatura de Maomé provocou uma onda de protestos no Sudão, Mauritânia, Nigéria, Argélia, Níger, Mali, Somália, Senegal, Paquistão, Jordânia, Faixa de Gaza, Iémen, Líbano, Chechénia, etc. Os protestos mais violentos tiveram lugar no Níger: dez pessoas foram mortas e pelo menos 45 igrejas incendiadas. Os números são da BBC . Um analista político explicou no Porto Canal como se chegou ao ataque: começou com Emanuel Kant e foi expondo como o laicismo francês tomou forma relegando o religioso para a esfera do privado e promovendo a sátira anti-r...