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A mostrar mensagens de maio, 2024

«EU AJUDO-A!»

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«Ajudem-na, por favor, porque ela não fala árabe!» – disse às crianças beduínas num dos centros que visitamos no deserto da Judeia. Antonella, a voluntária italiana, estava comigo enquanto a Ir. Lulu visitava outro centro. – Banana, apple, umbrella, car, ball, onion, plane, bus, train...  (Banana, maçã, guarda-chuva, carro, bola, cebola, avião, autocarro, comboio) – os pequenos beduínos começaram a dizer tantas palavras em inglês, que aprenderam nas aulas. Os olhos banharam-se-me em lágrimas. Até os mais caladitos pareciam que se queriam ouvir a falar em inglês. – Eu ajudo-a. Sei inglês! – disse uma menina. Em coro todos os outros continuavam a repetir o repertório de palavras inglesas que foram aprendendo no jardim infantil. E levaram, contentes, Antonella para uma das casinhas de zinco e madeira que usamos para as lições. Entretanto, eu fiquei com as mães e as jovens que, satisfeitas, imitam crianças não só com palavras, mas também com frases inteiras em inglês. Com jogos, à forç...

COMBONIANOS ACOLHEM 23 NOVOS MISSIONÁRIOS

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Os três neo-professos etíopes O Instituto Comboniano acolheu 23 jovens africanos de língua inglesa que nele fizeram a sua primeira profissão religiosa. O evento teve lugar em Namugongo, no Uganda, a 11 de maio de 2024. Os neo-professos são naturais do Sudão (um), Zâmbia (um), Etiópia (três), Sudão do Sul (quatro), Quénia (quatro), Maláui (cinco) e Uganda (cinco). A profissão dos votos de castidade, pobreza e obediência por um ano segundo a  Regra de Vida  dos Missionários Combonianos conclui o período de dois anos do noviciado e marca a sua pertença ao Instituto. Dom Giuseppe Filippi, bispo comboniano emérito de Kotido, no Uganda, presidiu à Eucaristia solene das primeiras profissões. Cinco superiores provinciais encontravam-se entre as irmã, irmãos e padres da Família Comboniana que participaram na cerimónia. Irmãs e padres locais e muitos leigos também marcaram presença na celebração. As paróquias onde os 23 noviços fizeram a experiência pastoral enviaram delegações à c...

MUDANÇA NA COZINHA

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Desde 15 de maio que a comunidade de Qillenso tem uma nova cozinheira.   Guyyate Makarsa, que cozinhava para nós há 34 meses, antes da Páscoa quis falar comigo. – Depois da Páscoa, queria começar uma nova fase da minha vida! – explicou. – Quero ir para Adola aprender a arte de cabeleireira para ter alguma autonomia quando me casar. Ela começou a cozinhar para nós em 2022 depois de duas senhoras de terras mais baixas terem desistido de trabalhar em Qillenso por causa da humidade. Uma era mãe e o bebé não parava de chorar. A outra tinha dores de dentes contínuas. Nessa altura, Guyye – como a chamamos – estava no 12º ano e tinha duas horas de aulas por dia, das 16h00 às 18h00. O pai disse-lhe para vir cozinhar para nós uma vez que tinha aprendido alguma coisa com uma amiga. Fez o exame de admissão à universidade duas vezes, mas não conseguiu nota para frequentar a universidade pública. Uma irmã mais nova está a estudar Farmácia numa universidade privada e o pai não tem maneira de mant...

PÁSCOA EM MAIO

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A maioria dos cristãos celebrou a Páscoa da Ressurreição do Senhor a 31 de março. A comunhão ortodoxa fê-la a 5 de maio. Calendários diferentes ditam datas diferentes. A regra para a celebração da Páscoa é simples e foi estabelecida há 1700 anos pelo Concílio de Niceia, em 325: a ressurreição do Senhor celebra-se no domingo depois da lua cheia do equinócio da Primavera. Contudo, este ano enquanto católicos e outros cristãos celebraram a Páscoa a 31 de março, ortodoxos fizeram-no a 5 de maio. Porquê? Enquanto católicos e protestantes celebram a Páscoa segundo a data do calendário gregoriano que se impôs como contador universal, a comunhão ortodoxa segue o vetusto calendário juliano, em vigor desde há quase meio século antes de Cristo ter nascido, que foi substituído pelo gregoriano em  1582 para acertar as contas do ano solar . Os dois calendários têm uma diferença de 13 dias no início do mês. Por isso, a data da Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril segundo as contas do cale...

MÃE PEREGRINA

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  A pastoral urbana oferece possibilidades distintas da pastoral rural. No campo, porque as famílias vivem dispersas e não há eletricidade, as atividades são diurnas e estão centradas na igreja paroquial e nas capelas. Na cidade, as celebrações fazem-se na igreja e nas casas dos fiéis. Há dois anos, consagrámos todas as famílias católicas da cidade de Adola, uma a uma, ao Sagrado Coração de Jesus. As Missionárias da Caridade – as Irmãs de Santa Teresa de Calcutá – encaixilharam imagens do Coração de Jesus e do Coração de Maria e os padres traduzimos as orações da consagração para a língua guji.  Cada semana visitávamos uma família, rezávamos o terço, fazíamos juntos a oração de consagração, entregávamos a oração para a continuarem a rezar, colocávamos as imagens dos Sagrados Corações na parede da sala e benzíamos a casa e os arrumos. A celebração, em que participavam católicos vizinhos, terminava com uma pequena refeição. As famílias mais pobres preparavam café ou chá com um p...