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A mostrar mensagens de agosto, 2025

PROFETAS DE ESPERANÇA, AO ESTILO DE COMBONI

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  Em 2025 vivemos um ano jubilar, um tempo especial de reconciliação, de renovação pessoal e comunitária. Para viver este tempo em plenitude, o Papa Francisco proclamou a esperança como mensagem central deste Jubileu desafiando a Igreja e o mundo a serem peregrinos de esperança. A partir da constatação de que «a esperança não engana» ( Romanos  5,5), o pontífice ao proclamar o Jubileu escrevia: «Todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como desejo e expectativa do bem. Muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que olham, com ceticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse proporcionar felicidade. Que o Jubileu, seja para todos, ocasião para reanimar a esperança! A Palavra de Deus ajuda-nos a encontrar as razões para isso».   A Esperança não engana A esperança nasce do amor do Pai e funda-se no amor, feito pão partido para a vida do mundo, o amor do Coração de Jesus trespassado na cruz. Este amor divino, manifestado por Cristo, o ...

ENCONTROS SAGRADOS

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O meu crucifixo, pendurado ao pescoço, atrai imediatamente os seus olhares curiosos. São crianças beduínas, palestinianas, muçulmanas. Algumas olham para o crucifixo, apontam para ele com seriedade e sussurram:  —  Haram ! Pecado!  Mas outras aproximam-se com os olhos bem abertos: — Quem é ele? — Jesus, o Messias! — respondo com um sorriso. —  Enti mesihiah ? És cristã? Um deles repete pensativo:  — O Messias... Ah, é por isso que chamam-vos  mesihiyin,  cristãos. Então, um deles pergunta-me: — Rezas? Respondo com outra pergunta: — E tu rezas? Com voz firme e olhar sereno, começa a recitar a sura  al-Fatiha  do Alcorão. Depois, olha para mim com ternura e diz: — Agora é a tua vez. Recito o Pai-nosso em árabe.  Uma menina aproxima-se, em silêncio, e acena com a cabeça a cada palavra. Cria-se um momento de suspenso, quase sagrado. Quando digo «Ámen», ela também sussurra: — Ámen! A oração de Jesus atravessa os corações. Não precisa de expli...

MISSÃO: DESAPRENDER PARA APRENDER

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O serviço missionário, especialmente num contexto linguístico-cultural novo, começa com um processo de (des)aprendizagem para abrir caminho para o mundo novo da cultura hospedeira onde o enviado deve inserir-se. Neste processo inicial de desconstrução, Cristo Jesus, o missionário do Pai, é o paradigma. Um hino cristológico da Igreja nascente proclama que «Ele, que é de condição divina, não Se valeu da Sua igualdade com Deus, mas despojou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo, tornando-se idêntico aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se a Si mesmo, obedecendo até à morte, e morte de cruz» ( Filipenses  2, 6-8). No início de cada envio missionário está este processo de despojamento humilde da experiência humana e cristã referentes para acolher uma nova maneira de ser pessoa e de crer, através da língua e da cultura, do viver. Confesso que é desafiante para um adulto aceitar voltar a ser criança e reaprender a vida quase do zero. Porém, sem esse «salto» não é possível...