Em meados de Abril, o presidente Jacob Zuma da África do Sul (na foto com uma das esposas) casou-se pela sexta vez com aquela que é agora a sua quarta esposa – uma faleceu e outra divorciou-se. O acontecimento provocou uma polémica global sobre a prática da poligamia. Destaco duas preocupações: a poligamia favorece a transmissão da sida e o presidente poderia estar a usar o erário público para financiar uma tradição cultural zulu. Reconheço que tendia a encarar a questão da poligamia como uma forma de promiscuidade sexual até me encontrar a viver no seio de uma etnia que pratica a poligamia e descobrir que a questão era muito mais vasta. A prática da poligamia tem de ser enquadrada no grande culto africano da fertilidade, que aliás o papa elogia, quando escreve na sua exortação apostólica Africae Munus que «a África mantém a sua alegria de viver, de celebrar a vida que provém do Criador no acolhimento dos nascituros para aumentar a família e a comunidade humana». Vivendo com os Guj...