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A mostrar mensagens de 2014

MISSIONÁRIOS CONSAGRADOS

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Os votos de uma freira de clausura ou de um frade de uma ordem mendicante são iguais aos votos de um comboniano mas também são diferentes! Somos consagrados através dos votos de castidade, pobreza e obediência para o serviço missionário no mundo . A consagração é a forma de sermos missionários. Esta é uma reflexão que somos chamados a aprofundar durante o Ano da Vida Religiosa! Podemos entender os votos pela negativa como interditos, áreas proibidas, fora dos limites: sou casto, não exerço a minha genitalidade; sou pobre, não gasto dinheiro comigo; sou obediente, não faço a minha vontade. Esta é uma maneira de entender a consagração e que geralmente gera negatividade, pessoas azedas e legalistas com quem é difícil viver e conviver. A Regra de Vida ao dizer que a consagração religiosa está ao serviço da evangelização, faz missionários os votos de castidade, pobreza e obediência, porque eles nos abrem ao serviço da missão. O P. Francisco Pierli tratou deste tema em profundidade no ...

ESPELHO OU ESPONJA?

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Havia um homem que tinha dois filhos e uma vinha! E disse aos filhos para irem trabalhar para a vinha.  Um disse que não ia, mas foi; o outro disse que ia mas não pôs lá os pés! Jesus inventou esta estória que Mateus conta no capítulo 21, versículos 28 a 32, para dizer aos líderes judeus, os que disseram sim mas não foram, que os colectores de taxas e as prostitutas – os que disseram não, mas se arrependeram e foram para a vinha – é que fizeram a vontade do Pai da vinha. Porque acolheram o convite de João Batista à conversão. Esta estorinha diz que o primeiro trabalho na vinha do Senhor – de que todos somos humildes trabalhadores  – é a conversão. Ou, como escreve o Papa Francisco em A alegria do evangelho , «a Igreja não evangeliza, se não se deixar continuamente evangelizar» (Nº 174). Como evangelizamos? Como o espelho ou como a esponja? Explico: o espelho reflecte a luz do sol sem se deixar tocar por ela nem a tocar. A esponja embebe-se de água para depois a liberta...

JÁ NÃO ESCRAVOS, MAS IRMÃOS

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MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVIII DIA MUNDIAL DA PAZ (1º DE JANEIRO DE 2015) 1. No início dum novo ano, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus para a humanidade, desejo dirigir, a cada homem e mulher, bem como a todos os povos e nações do mundo, aos chefes de Estado e de Governo e aos responsáveis das várias religiões, os meus ardentes votos de paz, que acompanho com a minha oração a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais. Rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum de colaborar com Deus e com todas as pessoas de boa vontade para a promoção da concórdia e da paz no mundo, saibamos resistir à tentação de nos comportarmos de forma não digna da nossa humanidade. Já, na minha mensagem para o 1º de Janeiro passado, fazia notar que «o anseio duma vida plena (…) contém um...

ATRASO DE VIDA

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Mercado de Juba - Sudão do Sul A África continua na cauda do desenvolvimento humano apesar de ter uma das economias mais activas e crescentes do globo. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou, em Julho, o Relatório do Desenvolvimento Humano 2014. O documento, cujos dados se reportam a Novembro de 2013, inclui o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que classifica 187 países tendo em conta a longevidade, educação e rendimento nacional bruto por pessoa em quatro categorias: muito elevado (49), elevado (53), médio (42) e baixo (43). Noruega, Austrália, Suíça, Holanda e Estados Unidos estão no topo do índice do IDH e o Níger, a República Democrática do Congo (ex-Zaire), República Centro-Africana, Chade e Serra Leoa são os mais atrasados. Portugal partilha a posição 41 com o Chile. Os 52 países africanos – com excepção do Sudão do Sul e a Somália, excluídos por falta de dados – ficaram entre os países de desenvolvimento humano baixo (35), médio (12...

POLÍCIA MEXICANA ENCONTRA CORPO DE PADRE UGANDÊS

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A polícia mexicana encontrou os restos mortais de um missionário ugandês desaparecido há mais de seis meses em Guerrero, no sudoeste do país. Os restos mortais do padre John Ssenyondo foram encontrados numa vala comum com mais uma dúzia de corpos. O padre foi identificado pelo registo dentário, disse o P. Victor Aguilar, vigário-geral da diocese de Chilpancingo-Chilapa, no estado de Guerrero. O P. Ssenyondo foi sequestrado por desconhecidos a 30 de Abril depois de celebrar a missa em Santa Cruz, numa comunidade indígena que paroquiava há três anos. O P. Aguilar disse que desconhecia o motivo do sequestro. «A violência no estado é generalizada», explicou. Fonte anónima disse que o pároco tinha recusado o baptismo ao filho de um casal em união de facto que fazia parte do crime organizado. A casa do sacerdote ugandês tinha sido assaltada antes e noutra ocasião levaram-lhe o veículo e os haveres pessoais. O P. Ssenyondo trabalhava no México há cinco anos. Tinha 55 a...

ABRAÇO DE DEUS

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© JVieira «CHAMADOS A LEVAR A TODOS O ABRAÇO DE DEUS» Nota Pastoral da CEP sobre o Ano da Vida Consagrada 1. Anúncio feliz do Ano da Vida Consagrada No final de um encontro com os Superiores Gerais dos Institutos Religiosos no dia 29 de novembro de 2013 em Roma, o Papa Francisco anunciou que o ano de 2015 seria dedicado à Vida Consagrada. Esta proposta para toda a Igreja insere-se também no contexto da celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, designadamente por ocasião do cinquentenário do Decreto « Perfectae Caritatis » sobre a conveniente renovação da Vida Religiosa. Dois meses mais tarde, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA), traçou os principais objetivos e algumas iniciativas já previstas para celebrarmos com qualidade o Ano da Vida Consagrada. «Fazer memória agradecida do passado» é o primeiro objetivo desta celebração. Os 50 anos que separam do Concílio são momento de graça para a Vida Consagrada, que p...

CIMETERIUM NOSTRUM

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Os Romanos chamavam mare nostrum – o nosso mar – ao Mediterrâneo. A bacia mediterrânica tornou-se o cimeterium nostrum – o nosso cemitério – para milhares de africanos e médio-orientais que morreram na rota do sonho europeu. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) publicou em finais de Setembro o relatório «Viagens fatais – Rastreando vidas perdidas durante as migrações».  O documento revela que entre Janeiro e Setembro deste ano 3072 pessoas morreram no Mediterrâneo, quase cinco vezes mais que em 2013. Vinham das costas da Líbia, Egipto e Argélia, em embarcações sobrelotadas e inadequadas. Mais de 40 por cento eram africanos subsarianos e do Corno de África (Somália, Etiópia, Jibuti e Eritreia). Outros 30 por cento eram do Médio Oriente, sobretudo da Síria, e do Norte de África. The Migrantes Files documentou que, nos últimos catorze anos, mais de 22 mil pessoas encontraram a morte ao tentar chegar ilegalmente à Europa através dos desertos e do mar. Entre...

AMOR-CHAVE

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Os centros de interpretação são uma ferramenta recente para explicar lugares históricos que o evangelho deste domingo me recordou. Conta Mateus (22: 34-40) que um doutor da lei propôs um debate a Jesus sobre qual era o maior mandamento da lei. Os dez mandamentos que Deus deu a Moisés em duas pedras no Monte Sinai, no tempo de Jesus tinham sido fragmentados em 613 leis: 365 proibições (tantas como os dia do ano) e 248 obrigações (tantas como os ossos do corpo – pensava-se). Um judeu piedoso contemporâneo de Jesus vivia num sobressalto constante: com isto estou a cumprir ou a contradizer a lei? Não é fácil recordar de cor 613 prescrições. Daí a pergunta do legista: Qual das 613 leis é a mais importante? Jesus responde juntando uma frase do Livro do Deuteronónio (6:5) - «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente», parte da Shemá, a oração que os hebreus recitam duas vezes por dia, - com outra frase do Levítico (19:18): «Amarás ao teu ...

DOXOLOGIA

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No verão de 1980 passei um mês no Hospital  de São João de Deus em Montemor-o-Novo. A estada no centro ortopédico infantil foi parte do noviciado, o tempo de formação para a vida missionária comboniana. No hospital havia um capelão, um padre já idoso, que costumava perguntar aos pequenos acamados: -Meu menino, o que é o Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo? Os miúdos respondiam com olhares arregalados. -É uma doxologia, meu menino! – repetia o capelão, sorridente, a esfregar as mãos. Foi assim que eu aprendi que o Glória ao Pai se chamava doxologia. Esta palavra vem do grego e quer dizer palavra de louvor, glorificação. Muitos anos mais tarde, a 6 de Outubro de 2003, o Cardeal Gabriel Zubeir de Cartum presidiu a uma missa de acção de graças na Basílica de São Pedro, no Vaticano. No dia anterior, Daniel Comboni , o primeiro bispo de Cartum e fundador dos Combonianos, tinha sido canonizado pelo Papa (agora São) João Paulo II. O Cardeal Zubeir confidenciou durante a ho...

RIO DE ALEGRIA

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Nilo Branco ©JVieira O Papa escreveu a mensagem para o Dia Mundial das Missões 2014 – que se celebra no domingo, 19 de outubro – sob o signo da alegria. De facto, ele repete a palavra 27 vezes, ecoando a exortação de Paulo: «Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!» (Filipenses 4:4). O vocábulo amor aparece dez vezes. Alegria e amor são os ingredientes com que se faz a missão. Francisco define o Dia Mundial das Missões como uma «celebração de graça e alegria» através de «orações e gestos concretos de solidariedade» para com as igrejas jovens. A evangelização é um rio de alegria em que os baptizados são convidados a navegar e a alimentar através de uma peregrinação interior ao «primeiro amor» para perseverar com o Senhor e fazer a sua vontade, partilhando a fé, a esperança e a caridade evangélica. Tomando como ícone a narrativa lucana do regresso jovial dos 72 da primeira experiência missionária (Lucas 10:17-23), o Papa recorda que Jesus disse aos discípulos p...

COMO JESUS, COMO COMBONI

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A Igreja «deu» à família comboniana a segunda parte do capítulo décimo do Evangelho segundo São João (versículos 11 a 16) para celebrarmos a solenidade de São Daniel Comboni, oferecendo o bom pastor do coração trespassado como o modelo de serviço missionário. Jesus apresenta-se nesta porção dos Evangelhos como o pastor belo, o bom pastor que dá a vida (João 10:11), que oferece a vida pelas ovelhas (João 10:15). Antes tinha proclamado o coração do seu ministério: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (João 10:10). Jesus cumpre a promessa de Deus ao seu povo através da profecia de Jeremias: «Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração» (Jeremias 3:15). Ele é o bom pastor do coração trespassado que nos envia para sermos sua presença no tempo e no espaço. Jesus é o belo pastor, o bom pastor, o grande pastor (Hebreus 13: 20), o supremo pastor (1 Pedro 5:4). Antes de mais, Jesus recupera a figura do pastor. No seu tempo, o ofício de guardador de rebanhos tinha perdido a mí...

MENTIRA BOA

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« A boa mentira » conta a odisseia horrenda de sete irmãos e uma irmã que a guerra civil forçou a abandonar a aldeia natal em Bahr el Ghazal, no Sudão do Sul.  Depois de mais de mil quilómetros a pé – dois morreram e um foi preso pelos soldados sudaneses – chegaram ao campo de refugiados de Kakuma , no norte do Quénia. O terceiro irmão faleceu de exaustão à chegada. Os quatro sobreviventes, três rapazes e uma rapariga, tiveram a sorte de serem remetidos para os Estados Unidos. A saga das oito crianças dincas foi repetida até à exaustão por mais de 20 mil rapazes e algumas raparigas com idades entre os sete e o 17 anos, dincas e nueres, no final dos anos 80. Primeiro, caminharam a pé para a Etiópia. Quando regime de Menguistu caiu, em 1991, foram corridos a tiro e dirigiram-se para Kakuma. Foram apodados de  lost boys , crianças perdidas, pelos trabalhadores humanitários. Muitos miúdos fugiram do inferno da segunda guerra civil que consumiu o Sudão do Sul entre 1983 e ...

INOVAÇÃO PASTORAL

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253 pessoas, incluindo cardeais, bispos, religiosos, peritos, casais e representantes de outras igrejas, estão a participar no Sínodo extraordinário sobre «os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização.» A assembleia começou a 5 de Outubro e vai até 19. O instrumento de trabalho para a assembleia explica que o sínodo vai tratar de três âmbitos: o evangelho da família a ser proposto nas circunstâncias actuais; a pastoral familiar a ser aprofundada face aos novos desafios; a relação generativa e educativa dos pais em relação aos filhos (nº 158). Há muitas expectativas para o sínodo já que a situação dos divorciados, recasados e juntos coloca desafios pastorais a que a Igreja tem sentido alguma dificuldade em responder. Há um ponto assente: Jesus era contra o divórcio. A evidência bíblica é conclusiva: «Não separe o homem aquilo que Deus uniu» (Marcos 10:9). No tempo de Jesus, o judaísmo permitia o divórcio: «Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mul...

AFRICANOS MISSIONÁRIOS

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Ir. Tiberh Zerezghi , Missionária Comboniana eritreia,  com crianças de Bahia, Brasil A África passou de terra de missão a Igreja missionária aberta a todo o mundo, incluindo Portugal. No Verão de 1969, Paulo VI esteve em Campala, a capital do Uganda, para participar no encerramento de um simpósio organizado pelos bispos africanos. Na homilia lançou um apelo decisivo ao continente: «Africanos, sede missionários de vós próprios!» A Igreja africana aceitou o desafio de ser missionária «em casa» e fora dela: africanas e africanos saíram em missão para outros continentes, incluindo para Portugal, onde ministram em comunidades religiosas e paróquias. Apesar de não haver estatísticas disponíveis para quantificar a missionariedade do Continente Negro, há alguns indicadores que nos permitem entrever essa realidade. Tomemos, a título de exemplo, a congregação dos Apóstolos de Jesus , a primeira congregação missionária africana. Foi fundada a 22 de Agosto de 1968 em Moroto, n...

MEDIA NA MISSÃO

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Paulo VI define os meios de comunicação social em Evangelii Nuntiandi como uma «versão moderna e eficaz do púlpito» (EN 45). João Paulo II, em Redemptoris Missio , chamou-lhe «o primeiro areópago dos tempos modernos» (RM 37C), um espaço para a evangelização e a evangelizar. O Papa Bento XVI, em Africae Munus , encorajou a Igreja Africana a «estar mais presente nos media, para fazer deles não apenas um instrumento de difusão do Evangelho mas também um meio útil de formação dos povos africanos para a reconciliação na verdade, para a promoção da justiça e da paz» (AM 145). O Papa Francisco escreveu na mensagem para o 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais que «os mass media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna.» A EXPERIÊNCIA COMBONIANA O uso dos meios de comunicação social no serviço missionário está no genoma comboni...