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A mostrar mensagens de julho, 2007

50 anos

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Queridos Pais, Há 50 anos iniciastes uma caminhada a dois. Juntou-vos o amor. Com a bênção de Deus, fomos cinco e agora somos 11. Obrigado pelo vosso testemunho: por nos passardes o sentido da vida e da responsabilidade; por nos ensinardes que a paciência e o sacrifício dão frutos. Obrigado pelos 50 anos de amor. Um beijão cheio de ternura e um dia muito feliz para vocês.

Impostos

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© Kike

Há viagens assim

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© JVieira Tinha que vir a Portugal. Tanto podia voar de Juba através de Nairobi como de Adis-Abeba. Por ser mais directo e por causa dos afectos escolhi o itinerário Juba – Adis-Abeba – Roma – Lisboa. As surpresas começaram logo em Juba. Passei pelos trâmites habituais de qualquer check-in. Na pista dois membros da tripulação da Ethipian (re)faziam uma inspecção detalhada de cada passageiro à sombra da asa do Fokker 50. Alguns passageiros protestavam pela demora. Outros, com o patriotismo ferido, barafustavam contra os etíopes por não confiarem na segurança do aeroporto. Havia quem dissesse que ali era território sudanês, que os etíopes não tinham o direito de fazer uma busca tão detalhada de cada passageiro. Expliquei-lhes que a placa do aeroporto é considerada território internacional. A funconária etíope gradeceu a minha dica e o processo continuou com mais ou menos vozes discordantes. Embarcámos e a viagem começou meia hora mais tarde mas o avião aterrou dentro do horário em Adis-A...

Darfur

CONFERÊNCIA LÍBIA RELANÇA OPTIMISMO A conferência internacional sobre o roteiro de paz para o martirizado Darfur que decorreu este fim-de-semana na capital líbia, terminou com uma nota de optimismo. «Estamos muito felizes porque este encontro terminou com uma mensagem, forte de paz e o início de negociações. Penso que agora vemos a luz no fundo do túnel», disse Jan Eliasson, enviado especial da ONU para o Darfur que partilhou a presidência do evento com Salim Ahmed Salim, o seu homólogo da União Africana (UA). Said Djinnit, Comissário da UA para a Paz e Segurança, disse que os movimentos rebeldes do Darfur mostram vez mais a vontade de reatar o diálogo com Cartum e que o mês de Setembro deve ser crucial, MISNA noticia. A declaração final da conferência de Tripoli revela que de 3 a 5 de Agosto os enviados especiais da ONU e da UA vão-se encontrar em Arusha, Tanzânia, com os líderes rebeldes que se recusaram a assinar o Tratado de Paz para o Darfur, de Maio do ano passado. Jan Eliasson e...

Jogos de Guerra

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© Kike em « ADITAL »

Sandra

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Sandra Amado nasceu no Estado do Paraná, no Sul do Brasil. Aos 15 anos mudou-se com a família para a Rondónia à procura de vida melhor. Tinha 19 anos quando conheceu as Missionárias Combonianas. Dois anos depois iniciou o processo de formação no instituto. Depois de fazer os votos foi aprender inglês para Glasgow. A Eritreia foi a sua paragem seguinte. Estudou tigrinha, a língua nacional, dedicou-se à pastoral e ensinou moral e ética numa escola. Passou pelos Estados Unidos para terminar a sua formação. Agora está em Juba e dá aulas de inglês aos alunos da Escola Secundária São Daniel Comboni. Além de pintar e de fazer uns bolos muito gostosos. E de eu ter com quem falar português!

Darfur

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© Lusa VIDAS REAIS Samia Ramadan , 5 anos. Chora e pergunta todos os dias pelos irmãos que foram mortos pelos janjauid em Buram. Zinat Abdu , 3 anos, diz que a casa onde vive agora é muito pobre comparada com aquela em que vivia em Bulbul e que no campo de refugiados de Kalma não tem ovelhas nem cabras para guardar e brincar… nem leite. Abd el Wahab e a Raqui , 7 ou 8 anos, trabalham com e como os adultos à entrada do campo refugiados de Kalma a fazer tijolos: «Quero trabalhar aqui, fazer e vender muitos tijolos para fazer uma casa para mim e meus avós.» Os seus pais e resto da família foram mortos pelos janjauid. Ramadan estava prestes a casar com Leila quando vieram os janjauid… Destruíram, queimaram e levaram-lhe a querida noiva que nunca mais chegou a ver. Depois de dois anos Leila ainda estará viva? Talvez escrava? Abdu e Hachim bateram à porta da missão de Nyala era quase meia-noite. Afoitei-me e fui abrir. «Pedimos protecção por esta noite», dizem. Quase que falam ao mesm...

Darfur

DIPLOMACIA DO GATO E DO RATO A Secretária de Estado Norte-Americana disse ontem que é tempo de acabar com a diplomacia do gato e do rato do Sudão sobre o Darfur. «Temos que nos manter resolutos para acabar com o sofrimento e a violência no Darfur. Já morreram pessoas de mais, demasiadas mulheres foram violadas, demasiadas crianças foram separadas das suas famílias», Condoleezza Rice disse aos participantes de uma reunião conjunta da Organização dos Estados Americanos e da União Africana em Washington DC. «Não podemos deixar o Governo do Sudão continuar este jogo da diplomacia do gato e do rato, prometendo e depois negando. É nossa responsabilidade como nações de princípios, como democracias de princípios, obrigar o Sudão a prestar contas», a Dr.ª Rice advertiu. Entretanto, Grã-bretanha, França e Gana prepararam o esboço de uma resolução sobre a força híbrida de paz da ONU e da União Africana para o Darfur. A força vai chamar-se UNAMID e terá cerca de 26 mil elementos entre militares, ...

Parabéns

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© JVieira Parabéns, Anabela! A vida é um dom maravilhoso. Vive-a!

Lei antipiada

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Este mundo está um lugar cada vez mais perigoso. Parece que dizer uma piada já só vai ser permitido entre as paredes de nossa casa – e é se elas estiverem devidamente insonorizadas, não vá o vizinho de baixo ou o de cima ou o do lado sentir-se ofendido. Imaginem a gente a contar a última do Benfica, e logo o Ernesto, do 5.º esquerdo a bater-nos à porta prometendo queixa na Polícia, porque é sócio do "glorioso", daqueles que até tiveram direito a kit quando se inscreveram, e não admite que se brinque com coisas sérias. Ou então a gente a contar o último trambolhão que deu para dentro de uma das muitas crateras que infestam os passeios da cidade, chamando nomes ao senhor presidente da câmara (presente e passado) e logo a D. Adelaide do 3.º, que tem uma cunhada que é prima de um afilhado da sogra de um motorista da CML, a avisar-nos que já enviou queixa para quem de direito e que em breve estaremos a ser chamados para declarações, a que se seguirá um processo disciplinar tendo e...

9 de Julho

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9 de Julho representa uma espécie de ponte do Rubicão no Acordo Compreensivo de Paz (CPA) assinado entre o Governo Sudanês e o Exército de Libertação do Povo Sudanês (SPLA) a 9 de Janeiro de 2005. O CPA impõe que a 9 de Julho de 2007 o V Censo Geral do Sudão esteja completo e o Exército Sudanês tenha retirado dos territórios abaixo da linha de divisão de 1 de Janeiro de 1956 entre o Norte e o Sul do Sudão e as forças do SPLA acima dessa linha. O 9 de Janeiro passou, o Censo foi adiado para Janeiro - insha Allah - e as Forças Armadas Sudanesas recusam-se a abandonar os campos de petróleo do Sul do Sudão. O porta-voz das Forças Armadas Sudanesas, Osman al-Aghbash, declarou ao jornal dos militares que 3000 tropas vão permanecer nas áreas de extração de crude depois do 9 de Julho. Por seu turno, o SPLA continua nas Montanhas Núbias e no Estado de Blue Nile, a norte da linha de fronteira. Dr. Samson Kuaje, Ministro da Informação do Governo do Sul do Sudão, explicou que o movimento de tropas...

Darfur

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© Lusa AGENTES HUMANITÁRIOS SOB VIOLÊNCIA CRESCENTE Os agentes humanitários operam no Darfur sob condições de violência crescente e em Junho a situação piorou dramaticamente, indica o relatório sobre segurança de uma agência caritativa presente na província ocidental do Sudão. Durante o mês passado, foram registados 30 incidentes classificados de sérios e bandidos armados e milícias lançam ataques violentos diários contra organizações não governamentais, escreve o diário londrino « The Independent ». No ano passado a média era de 10 ataques por mês. O relatório denuncia que duas pessoas foram mortas e cinco feridas durante os ataques, 28 agentes humanitários sequestrados e 35 viaturas roubadas, baleadas ou sequestradas. Em 2006, o Governo de Cartum assinou o Acordo de Paz para o Darfur com uma facção rebelde. O acordo, contudo, não parou a violência. Pelo contrário, o conflito piorou. No último ano mais de meio milhão de Darfurianos procurou refúgio em campos de deslocados internos. Os...

Deslocados

O seminário de Alokulu, no norte do Uganda, funciona num campo de deslocados pela rebelião de 20 anos do Exército de Resistência do Senhor (LRA). A casa de formação alberga 126 seminaristas. Muitos candidatos foram rejeitados por falta de espaço. O padre Cosmas Alule é o reitor da instituição. Conta que muita gente o pressiona para mudar o seminário do campo de refugiados para um local «mais conveniente e seguro.» O reitor crê que é bom tanto para os seminaristas como para os deslocados estarem juntos. Por isso, quer manter o seminário onde está. «Não vamos abandonar os que sofrem; queremos ser solidários com o povo», o padre Alule explicou. «Os futuros padres devem partilhar a vida da gente comum e dar testemunho de Cristo na situação presente». O seminário de Alokulu fica na arquidiocese de Gulu, mas recebe seminaristas de todo o Uganda.

Mil encantos

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© JVieira

Darfur

NAÇÕES UNIDAS E UNIÃO AFRICANA ORGANIZAM CONFERÊNCIA As Nações Unidas (ONU) e a União Africana (UA) estão a organizar uma conferência internacional para avaliar o novo plano de paz para o Darfur que devia levar a uma nova fase de negociações com todas as forças envolvidas no conflito. Radhia Achouri, porta-voz da Missão das Nações Unidas no Sudão (UNMIS) revelou antes de ontem em Cartum que a conferência decorre em Tripoli, Líbia, a 15 e 16 de Julho sob a presidência conjunta da ONU e UA. Treze países foram convidados para a conferência: Chade, Egipto, Eritreia, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, França, Rússia e Grã-bretanha), Canadá, Holanda, Noruega, Líbia e, claro, o Sudão. A União Europeia e a Liga Árabe também foram convidadas. Entretanto, a ONU e a UA destacaram a Eritreia e o Governo autónomo do Sul do Sudão como possíveis mediadores para as futuras negociações de paz no Darfur entre os rebeldes e Cartum. Em Maio do ano passado ...

Estradas

O Director-Geral do Ministério dos Transportes e Estradas foi o convidado do programa Juba Sunrise desta manhã. Jacob Marial Maker foi literalmente bombardeado com telefonemas dos ouvistes a protestar sobre o estado das ruas da cidade, os trabalhos de reparação mal feitos e descontinuados, a inexistência de drenagem correcta, a reparação da ponte de Juba prometida em Março e ainda não cumprida. O programa foi um sucesso. Tivemos que desligar o telefone algumas vezes para o Director Geral poder responder às questões do auditório de Bakhita Radio. As ruas de Juba são um problema difícil de resolver. Vinte e um anos de guerra e a falta de manutenção transformaram as artérias da capital numa autêntica picada africana. O Governo prometeu alcatroar os 60 quilómetros das vias de Juba. Um quilómetro de betuminoso custa um milhão de dólares. A recuperação e asfaltamento das ruas da cidade custa 65 milhões. Muito dinheiro. Espera-se que o novo ministro empossado há dois dias traga novo vigor ao ...

Publicidade

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© JVieira As ruas de Juba foram recentemente engalanadas com placas gigantes de publicidade. Sabões e leite em pó são as vedetas do novo formato publicitário induzidas por sorrisos lindos de jovens simpáticas. Tudo bastante básico, pode-se argumentar. Mas o poder de compra dos jubanos é limitado e o dinheiro mal chega para o essencial. Juba tem a fama - e o proveito - de ser uma ds cidades mais caras do mundo. Quase tudo é importado. A capital do sul do Sudão já contava com muita informação urbana em dimensões mais modestas: identificação de edifício e de serviços públicos, anúncios relacionados com a prevenção de malária e da sida, publicidade a hotéis, companhias aéreas, etc. As placas gigantes dão-lhe um ar mais urbano e moderno!

Remodelação

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Tenente-General Salva Kiir © JVieira Salva Kiir, presidente do Governo semi-autónomo do Sul do Sudão (GoSS em inglês) substituiu seis dos seus ministros na noite de 2 de Julho numa remodelação há muito esperada e desejada. As substituições mais importantes registaram-se nas pastas da Habitação, Terra e Utilidades Públicas e dos Transportes e Estradas. O primeiro ministério era acumulado pelo vice-presidente Dr. Riek Machar Teny-Dourghon, que assim vê o seu poder bastante diminuído. O Dr. Machar é também o negociador chefe das conversações de paz entre o Exército de Resistência do Senhor (LRA) e o governo ugandês. Rebecca Nyandeng De Mabior, a viúva do fundador do SPLA, há muito que era contestada pela fraca prestação à frente do ministério dos Transportes e Estradas. Sobretudo em Juba, onde as ruas se encontram em péssimo estado. Mamã Rebecca é agora Conselheira Presidencial para Questões do Género e dos Direitos Humanos. O ministério das Finanças e Planeamento económico passa a ter mi...

Refracções

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© JVieira INQUIETUDE Porto seguro eu fui Mar profundo para muitos Tempestades acalmei Recolhi todos os frutos Saudades para matar Satisfatórios encontros Inquietudes a granel Traições e desencontros Flecha sem alvo sou Desejo que não se apaga Implacável inquietude Ninguém que me satisfaça Elvis

Mil palavras

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. Juba: margens do Nilo Branco ao amanhecer © JVieira

Uganda

O ACORDO DOS ERRES As delegações do Governo Ugandês e do LRA (Exército de Resistência do Senhor em inglês) assinaram na noite de sexta-feira no Hotel Juba Raha o Acordo de Responsabilidade e Reconciliação. O documento levou dois meses a ser negociado. Trata dos princípios de responsabilização pelas atrocidades cometidas pelas partes durante os 21 anos de guerra civil no Norte do Uganda em tribunais tradicionais e nacionais e dos mecanismos de reconciliação e de reparação às vítimas do conflito. O conflito deslocou um milhão e meio de pessoas no norte do Uganda e no Sul do Sudão e fez 12 mil mortos. 25 mil crianças foram raptadas para servirem de soldados ou escravas sexuais, muitos mutilados e inúmeras aldeias saqueadas e queimadas. O Capitão Varijiba Hoko, porta-voz da delegação ugandesa, disse que a assinatura do terceiro documento da agenda das negociações de paz é um acontecimento importante no processo de paz. As duas delegações têm agora um mês para propor meios práticos para imp...