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A mostrar mensagens de fevereiro, 2017

CARTA AOS SUL-SUDANESES

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«DOU-VOS A MINHA PAZ» (João 14, 27) Queridas irmãs e irmãos no Sudão do Sul, Saudamos-vos no nome de Jesus. São Daniel Comboni tinha um grande amor por vós, «o primeiro amor» da sua juventude. Nós, os líderes dos Missionários Combonianos no mundo inteiro, temos o mesmo amor a bater nos nossos corações. Sofremos convosco nestes tempos indizíveis de miséria e morte, e seguimos a vossa situação com grande preocupação. O sonho venturoso do Dia da Independência foi estilhaçado pela guerra que rebentou em Juba e, como um fogo na floresta, alastrou-se lentamente a todo o país. O sangue de milhares de civis e militares mortos grita pela paz; os feridos e as mulheres violadas precisam de tratamento, conforto e justiça. Rezamos sinceramente para que a paz regresse ao Sudão do Sul! Rezamos pelos vossos líderes políticos: que eles vão além dos interesses pessoais ou de grupo, e entrem num diálogo nacional profundo de perdão, reconciliação e reparação! Rezamos pelos vossos líderes religiosos:...

PAPA QUER VISITAR SUDÃO DO SUL

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O Papa quer visitar o Sudão do Sul antes do fim do ano para chamar a atenção para a crise que o país vive e estar próximo do povo que sofre os horrores da guerra civil desde dezembro de 2013. A notícia foi tornada pública pelos líderes católicos do país numa mensagem pastoral no final de um encontro de três dia que terminou na quinta-feira em Juba. «Com grande alegria, queremos informar-vos que o Santo Padre Papa Francisco espera visitar o Sudão do Sul ainda este ano», os líderes das sete dioceses do Sudão do Sul anunciaram. «O Santo Padre está profundamente preocupado com os sofrimentos do povo do Sudão do Sul». A mensagem diz que os sul-sudaneses estão sempre presentes nas orações do Papa. «A sua vinda aqui seria um símbolo concreto da sua preocupação paternal e da sua solidariedade com os vossos sofrimentos», sublinham os clérigos. A visita do Papa também vai atrair a atenção do mundo para a situação crítica do país. Os líderes católicos propõem um programa de ora...

TRÊS OLHARES PARA UM JUBILEU

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Na Carta por ocasião do 150.º aniversário do Instituto Comboniano o Conselho Geral (CG) propõe-nos três olhares: Um olhar sobre o passado: recordando os primeiros passos; Um olhar realista sobre o presente: chamados a testemunhar o Reino de Deus; Um olhar de esperança para o futuro. Três formas do verbo olhar que nos dão uma panorâmica geral do Instituto que nasceu qual um grão de mostarda, cresceu e hoje abriga nos seus ramos (Mt 13, 31-32) pessoas mais que pássaros. 1. Recordando os primeiros passos: um olhar sobre o passado 1. Comboni foi pai à força : o Plano para a Regeneração da África previa o concerto das forças eclesiais em favor da África Central. Só os Camilianos e as Irmãs francesas de São José da Aparição e alguns leigos aderiram a essa sinergia. O Cardeal Barnabó foi taxativo: «Meu caro Comboni, de duas uma: ou me garantes por escrito que vais viver por mais 35 anos, ou me estabeleces solidamente esse colégio de Verona, de modo que dê bons missionários ...

CELEBRAR GRATIDÃO

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Celebrar o 150.º aniversário da fundação do Instituto por S. Daniel Comboni é muito pessoal. É a celebração de uma graça muito diversificada que me acompanhou desde os meus primeiros anos, e que eu fui aprendendo a apreciar e entender profundamente ao longo dos acontecimentos e diferentes fases da minha caminhada missionária. Para mim, esta celebração é gratidão, em especial a minha gratidão para com S. Daniel Comboni, pelas maneiras como o Instituto conformou profundamente e enriqueceu a minha vida. Gostaria de partilhar somente três entre muitas razões para esta minha gratidão. Experiência de Deus e fé No seu Plano para a Regeneração da África , Daniel Comboni deixa bem claro que vive a sua missão, incluindo todas as iniciativas que a missão o leva a assumir, como um compartilhar da única missão de Deus. Refletindo e rezando a sua primeira e profundamente difícil experiência de missão na África Central, descobre que lá, circundado pela perda e desastre aparente, ele acabou...

MANUAL DE JUSTIÇA E PAZ

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O Departamento de Justiça e Paz dos Missionários Combonianos no Sudão do Sul publicou um Manual de Justiça e Paz em cinco línguas. A obra, preparada pelo comboniano brasileiro P. Raimundo Nonato Rocha dos Santos, foi publicada em bari, dinca, nuer, árabe e inglês. O subtítulo descreve o manual como uma ferramenta para os comités paroquiais de justiça e paz. O P. Raimundo, coordenador provincial do sector, explica que o manual «é uma instrumento para formação, reflexão e ação.» Descreve a obra como «uma tentativa para fornecer algumas linhas de ação e de treino para indivíduos, comunidades e comités que estão ou querem envolver-se no ministério de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC)».  O manual pode ser útil para seminaristas, pessoas em casas de formação e outras instituições de ensino e é gratuito.

SUDÃO DO SUL: ÚLTIMAS NOVIDADES

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Deslocados pela guerra em Rimenze (Yambio) Esse ano começou bem, em relativa paz. Porém, infelizmente nos últimos dez dias, tem havido conflitos armados em algumas regiões. Na semana passada houve confrontos entre as forças do exército e a oposição armada em Malakal, uma das regiões mais afetadas pela guerra. Há informações de que mais de 25 civis foram mortos e o número pode ser bem maior. Não se sabe quantos militares perderam a vida. Muita gente teve que fugir e o acesso para as ajudas humanitárias ficou mais difícil ainda. Houve conflitos também nos arredores de Wau e tem havido saques nas residências dessa cidade. Durante o dia muita gente vai para suas casas, mas passa a noite acampada nas bases da ONU ou no pátio da catedral. São milhares nestas condições. Continuam conflitos também na região de Equatória (Yei, Yambio e Kajo-Keji), próximo à fronteira com Uganda e o Congo. A população dessa área continua a deixar o país e se refugiar nos países vizinhos. Muita ge...

MÁSCARAS

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© Fernando Sousa As máscaras são um assunto sério! Relacionamos máscaras com adereços de Carnaval (para corsos e bailes da quadra) ou disfarce de bandidos, ladrões e forças especiais de segurança. Na África, as máscaras representam uma realidade cultural, social e religiosa tão vasta e variada como o continente. Museu de arte africana que se preze tem de incluir, obrigatoriamente, uma mostra de máscaras. Os entendidos derivam a palavra «máscara» de dois étimos: masca (palavra latina que significa fantasma) ou maskharah (termo árabe que quer dizer palhaço ou homem disfarçado). Mas o seu significado simbólico na África é muito mais vasto e está relacionado com rituais e cerimónias. Os Africanos fazem e usam máscaras desde o Paleolítico, há mais de dez mil anos, para assinalarem nascimentos, ritos de iniciação, casamentos e funerais; sementeiras e colheitas; para preparar a guerra e a paz; para pedirem chuva e sorte para a caça; para invocarem a ajuda das divindades, dos ante...