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A mostrar mensagens de outubro, 2008

PAUL

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© JVieira Paul Wagbia é um irmão comboniano que esteve a trabalhar na Rádio Bakhita durante os últimos três meses. Esta manhã partiu para Mapuordit, diocese de Rumbek, em Lakes State, onde vai ensinar religião e moral na escola secundária daquela missão comboniana. O Ir. Paul tem 32 anos e fez a primeira profissão em Maio no noviciado de Namugongo, Uganda. Depois de umas curtas férias veio para Juba para trabalhar na rádio Bakhita. Além de apresentar as notícias, produzia alguns programas religiosos e a celebração da Palavra de domingo. Também estava encarregado de seguir a cozinha. Adorei trabalhar com o Paul. É um jovem com um futuro promissor: aprende depressa, é dedicado e alegre, generoso e com um coração enorme. Depois, ele pertence à etnia Zande, um povo que «encontrei» durante as investigações de etnologia que fiz para o curso de missionologia que frequentei em Londres enquanto estudava teologia. Foi interessante viver com um Zande de carne e osso! Custou-lhe a trocar a rádio p...

IN HEAVEN

A man arrives at the gates of heaven. St. Peter asks, "Religion?" The man says, "Muslim." St. Peter looks down his list, and says, "Go to room 24, but be very quiet as you pass room 8." Another man arrives at the gates of heaven. "Religion?" "Episcopal, Sir." "Go to room 18, but be very quiet as you pass room 8." A third man arrives at the gates. "Religion?" "Buddhist." "Go to room 11, but be very quiet as you pass room 8." The man says, "I can understand there being different rooms for different religions, but why must I be quiet when I pass room 8?" St. Peter tells him, "Well the Catholics are in room 8, and they think they're the only ones here. Unknown author

FOME

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© JVieira Quase mil milhões de pessoas passam fome devido à crise global de alimentos e o problema tem que ser resolvido à luz dos direitos humanos, afirmou um especialista das Nações Unidas. Olivier De Schutter, Relator Especial sobre o direito à alimentação, disse que apesar de os preços dos alimentos terem baixado «a crise continua connosco» e o número dos famintos continua a aumentar. De Schutter adiantou que normalmente os órgãos internacionais advogam o aumento da produção de alimentos mas esquecem os direitos humanos. O relator explicou que o problema real da fome não está relacionado com a falta de comida, mas com o facto de que muitos não terem meios para a comprar. De Schutter salientou que a fome é um problema político relacionado com governação pobre.

PÓLIO

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© Ayom Wol O governo do Sul do Sudão lançou ontem uma mega campanha de vacinação contra a poliomielite depois de ter descoberto seis novos casos este ano na região. O governo regional tem o apoio da UNICEF para imunizar 2.8 milhões de crianças com menos de cinco anos. O presidente do Governo do Sul do Sudão, Salva Kiir Mayardit, participou na campanha, vacinando pessoalmente um grupo de bebés de Juba. Os pimpolhos não se assustaram com o velhote de barbas imponentes e chapéu preto, a sua imagem de marca. O Sul do Sudão era considerado livre da poliomielite durante os últimos três anos. As autoridades sanitárias dizem que os novos casos vieram da Etiópia, mas Juba é muito longe de Adis Abeba e a capital do sul registou um caso novo há três meses. A poliomielite é uma infecção viral muito contagiosa, por vezes mortal, que pode provocar fraqueza muscular permanente, paralisia e outros sintomas. O poliovírus transmite-se ao engolir substâncias, como água, contaminadas por fezes infectadas....

ST MARY’S JUBA LINK

Há dez semanas que dois médicos do Hospital de St. Mary, na Ilha de Wight, Inglaterra, estão a trabalhar na formação de quadros médicos e de enfermagem do Hospital Escolar de Juba. David Attwood e James Ayrton fazem parte da Organização Não Governamental St. Mary’s Juba Link e têm-se dedicado à profissionalização do pessoal de saúde do hospital, partindo dos conceitos simples de triagem, medição de febre e tensão arterial, normas de higiene. Os dois doutores integraram-se muito bem e são incansáveis no serviço que prestam ao hospital e ao seu pessoal. Vivem connosco na Casa Comboni e terminam o trabalho em Dezembro a tempo de celebrarem o Natal com a família. O Dr. David conta regressar dentro de um ano com a médica que será a sua esposa a partir de Junho. Em 2005, o então primeiro ministro britânico, Tony Blair, encomendou a Lord Nigel Crisp um relatório sobre como o Serviço Nacional de Saúde poderia beneficiar os países menos desenvolvidos. O Relatório Crisp propôs o envio de equipas...

PAPA-ÁFRICA

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O Papa surpreendeu ontem o mundo ao anunciar a sua primeira visita apostólica a África. Bento XVI disse durante a homilia de encerramento do Sínodo sobre a Bíblia que em Março conta ir aos Camarões e a Angola. Bento XVI explicou que a visita aos Camarões é parte da preparação para o Sínodo Africano que decorre no Vaticano em Outubro de 2009. Em Março representantes das conferências episcopais de África vão encontrar-se nos Camarões para planear o segundo sínodo especial sobre a África. A visita a Angola acontece no contexto das celebrações dos 500 anos de Evangelização da ex-colónia portuguesa. Bento XVI visitou o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Espanha, Alemanha e França durante os três anos do seu pontificado.

MIL PALAVRAS

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Dinka de Mapuordit © JVieira

MISSÃO-AMOR

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© JVieira Anunciar Cristo e a sua mensagem salvífica constitui um dever premente para todos. "Ai de mim afirmava São Paulo se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 9, 16). No caminho de Damasco, ele tinha experimentado e compreendido que a redenção e a missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer os caminhos do Império Romano como arauto, apóstolo, anunciador e mestre do Evangelho, do qual se proclamava "embaixador aprisionado" (Ef 6, 20). A caridade divina tornou-o "tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo" (1 Cor 9, 22). Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica Deus caritas est , 12). Porta...

OLÁ

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Sou a Lara Filipa e já tenho dois meses e meio! A minha mãe diz que sou muito traquina, mas acho que não.

CRISE

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CAOS

Desde domingo à noite que a rádio Bakhita esteve num verdadeiro caos. A culpa foi do computador que comanda a emissão. O disco rígido avariou e não podíamos usar nem o programa normal nem a alternativa que temos para as emergências. Ficámos dois dias no ar com música e algumas – poucas – intervenções dos locutores de serviço porque não estavam muito à vontade só com a mesa de mistura e o reprodutor de CDs à disposição. Esta manhã para ajudar à festa o gerador recusou-se a trabalhar até às 11h00 quando conseguimos detectar a razão da «greve de zelo» do dito cujo: o gasóleo aqui é muito sujo e o carburante tinha dificuldade em passar pelo respectivo filtro. Agora a situação está quase normalizada. O problema do computador foi corrigido – o técnico cobrou-nos 150 euros depois de seis horas de trabalho. E temos que voltar a carregar centenas de canções que entretanto se perderam. Mas com calma e paciência tudo se consegue – como diz a formiga. E com a ajuda preciosa de um amigo italiano qu...

CARTA ABERTA

Querido Daniel Comboni, meu irmão, meu pai e meu fundador: São 10h14. Mais ou menos a esta hora há 127 anos falecias em Cartum, a capital deste país enorme, a tua terra santa. Tinhas só 50 anos. As canseiras, as desilusões e as febres acabaram com a tua fibra robusta. Morreste na África que amaste como o primeiro amor da tua juventude. Deste-te incondicionalmente a estes povos que amaste como pai. Hoje o Bispo de Wau, Rodolfo Deng, celebrou a missa na nossa capela. Fez memória de ti como o fundador desta igreja. Falou da tua doação incondicional e do exemplo dos missionários que marcaram a sua infância e juventude. Hoje voltei a reler as tuas duas últimas cartas: descrevias a morte de (mais) um dos teus colaboradores e na outra a tua preocupação com a tua amiga Virgínia. Fiel aos teus missionários e à amizade até ao fim. Nas duas cartas terminas com uma referência à cruz. «Que aconteça tudo o quer Deus quiser. Deus nunca abandona quem nele confia. Ele é o protector da inocência e o vin...

PERCA-DO-NILO

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© JVieira Em Juba, em matéria de pescado, ou compramos produto ugandês criado em piscinas ou o que os pescadores tiram do Nilo Branco. Na nossa casa vamos pelo segundo, porque apesar de tudo, «o que é nacional é que é bom» e por isso preferimos o peixe do nosso rio. A perca é o peixe mais apreciado – e o mais caro também. Trata-se de um carnívoro feioso que vive de peixes mais pequenos. A perca do Nilo , « Lates niloticus », é um dos maiores peixes de água doce e aqui pode chegar a pesar 30 quilos de carne branca translúcida e firme, óptima para grelhar. Dá uns filetes muito bons O Nilo Branco também dá peixe-gato (bicharoco grandalhão senhor de uns imponentes bigodes – ontem comprei um por 50 dólares), tilápia e outros peixes.

DREAMS

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There is a story about a fisherman, who lived along the bank of a river. Walking home with his eyes half-closed one evening after a hard day’s toil, he was dreaming of what he will do if he would be rich. Suddenly his foot struck against a leather pouch filled with what seemed to him small stones. Absent-mindedly he picked up the pouch and began throwing the pebbles in the water. “When I am rich,” he said to himself, “I’ll build myself a palace.” And he threw a stone. He threw another, and thought, “I’ll have servants and rich food.” This went on until only one stone was left. As he held it in his hand, a ray of light caught it and made it sparkle. He realized then that it was a valuable gem, that he had been throwing away the real riches in his hand while he dreamed idly of unreal riches in the future. Unknown author

CALÇAS

As forças da ordem do Sul do Sudão definitivamente têm um grande problema com mulheres que vestem calças. No domingo, a polícia montou uma rusga em Juba e deteve mais de trinta raparigas por … usarem calças. As jovens eram metidas em camiões como de gado se tratasse – uma testemunha afirmou. Uma das vítimas disse à repórter da rádio Bakhita que foi espancada pela polícia na altura da detenção e depois na prisão, e teve que pagar 100 dólares de fiança. A jornalista da Reuters em Juba foi a uma esquadra perguntar porque estavam a prender raparigas e ela própria ficou detida durante duas horas e provou a brutalidade dos agentes da (des)ordem. A ministra do Género – Gender em inglês, o meu português está a piorar muito bem! – convocou na segunda-feira os jornalistas para exigir a paragem imediata das prisões arbitrárias. Que as liberdades e direitos fundamentais estavam a ser violados. Que a maneira como a polícia tratou as detidas era uma forma de tortura. Que o Sul do Sudão já não é gove...

NOVIDADES

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© JVieira Desde 15 de Setembro que a redacção da Cadeia Católica de Rádios Sudanesa tem uma nova jornalista. Chama-se Marvis Byezza, é do Ruanda, tem 22 anos e é licenciada em Direito. Marvis substituiu Paul Jimbo, um queniano que trabalhava na reacção desde Fevereiro, mas abandonou o trabalho por problemas disciplinares. Tendia a atrasar-se e da última vez que apanhou um raspanete pegou nas coisas e foi-se embora. Entretanto, a 29 de Setembro a Universidade Católica do Sudão começou a operar em Juba, um sonho que já vinha desde os anos 80, adiado pela guerra civil. A Católica começou com cerca de 50 alunos no ano propedêutico que têm aulas de inglês, informática, matemática, contabilidade, ética, análise social, lógica e metodologia de estudo. O coordenador do projecto, P. Michael Schultheis, um jesuíta americano que trabalhou na instalação da Católica em Moçambique e Gana, conta começar a licenciatura de economia e gestão no próximo ano lectivo. Outras licenciaturas previstas para Ju...

TELEMÓVEIS

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© JVieira Juba está a passar por uma autêntica revolução no campo das telecomunicações com antenas a aparecerem em todas as áreas da cidade. Quando cá cheguei, há quase dois anos, havia três redes de telemóveis: Gemtel, Sudani e Mobitel. Gemtel pertence ao ministério das telecomunicações e era a que trabalhava melhor. Tinha – e tem – dois senãos: opera com o código internacional do Uganda e é muito cara. Além disso, os cartões SIM estavam sempre esgotados e eram vendidos no mercado negro por 100 dólares. Sudani pertence ao Governo e além de fornecer um serviço medíocre, não disponibilizava cartões SIM sem o respectivo telemóvel. Finalmente, a privada Mobitel tinha um serviço incipiente: uma SMS levava dias a chegar ao destinatário. Agora tudo mudou! Uma nova rede apareceu em cena: MTN, a maior empresa africana do ramo. As outras companhias sentiram o beliscão e começaram a motar torres para antenas dos serviços móveis para cobrir Juba e arredores. Entretanto, Mobitel foi comprada por u...