BORDAR EM PONTO DE ESPERANÇA
Chegou radiante, com a sua pequena almofada bordada e cosida à mão. Mostrou-ma com orgulho: – Não é linda? Diz-me que está bonita! Peguei na almofada bordada e examinei-a com atenção. Ao reparar na minha expressão de dúvida, acrescentou rapidamente: – Bem, eu estou a aprender... Mas diz-me que estou a ir bem. Ela é uma mulher beduína muito bonita. A sua filha acaba de casar com o filho da irmã. É um costume beduíno comum de casamento entre parentes próximos. – A almofadita está bem feita. Porém, não a podemos enviar para outro país com o enchimento que puseste! – expliquei-lhe. Ela não desanimou. Na aula seguinte, trouxe-a de volta, sem o enchimento. – Achas que a vão comprar? – pergunta com esperança no olhar. – Vamos ver! – respondi-lhe, confiante de que alguém vá apreciar o seu esforço. A almofadita é o seu primeiro trabalho no curso de bordado beduíno que iniciámos há três meses. É muito mais do que um objeto: é um símbolo de esperança no me...