ROSTOS DA ESPERANÇA
Pela primeira vez, um grupo de mulheres beduínas palestinianas encontrou-se diante de tantos homens que não eram de sua família nem partilhavam a sua língua, a sua fé ou a sua terra. Tudo parecia separá-las… e, no entanto, algo invisível e profundo as uniu. Na humilde cabana de chapas e zinco — transformada em sala de encontro e coração da aldeia beduína de Abu Nawar —, prepararam-se com cuidado para o tão esperado momento. — São da Igreja! — dissemos-lhes. — Vêm como peregrinos da paz. E elas, com uma mistura de timidez e dignidade, abriram a sua casa e o seu coração para acolher mais de trinta bispos e outras pessoas das dioceses da Lombardia, na Itália, que chegaram a esta terra ferida e sagrada «em peregrinação de paz e esperança universal, para expressar solidariedade, proximidade e apoio às comunidades atravessadas por conflitos e tensões». Os aromas do café acabado de fazer e do chá de ervas misturavam-se com o ar quente do deserto. Jamila, a anfitriã, organizav...