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A mostrar mensagens de janeiro, 2008

DIRECTORA

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© JVieira Cecilia Sierra Salcido é a directora da Rádio Bakhita. Esta missionária comboniana nasceu no México há 40 anos e passou os últimos oito no Norte e no Sul do Sudão. A Ir. Cecília, Cecy para os amigos, fez uma licenciatura em comunicação e jornalismo nos Estados Unidos e dirigiu os gabinetes de informação da arquidiocese de Cartum e da diocese de Wau. Emtretanto, mudou-se para Juba e lançou-se com entusiasmo e dedicação no projecto da Rádio Bakhita. Primeiro, envolveu-se na selecção e formação do pessoal. Depois, há um ano que dirige a estação verificando se está ao nível dos desafios. «O Sul do Sudão está numa fase de transição e a situação é deveras sensível», explica. E acrescenta: «Como directora desta estação na capital do Sul do Sudão, uma das funções que desempenho com diligência é a supervisão dos tópicos e conteúdos dos programas. Sei que a firmeza e a sabedoria são elementos essenciais para enfrentar a situação complexa da região.» A Ir. Cecília reconhece que os desaf...

MEDO MAIOR

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© JVieira O nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. O nosso medo mais profundo é que nós somos poderosos sem limite. É a nossa luz, não a nossa escuridão que mais nos assusta. Perguntamos a nós próprios: Quem sou eu para ser brilhante, esplendoroso, talentoso, fabuloso? De facto, quem é que não o dever ser? És uma criança de Deus. Fazer-te pequeno não serve o mundo. Não há nada de esclarecido em fazer-te pequeno para que as outras pessoas não se sintam inseguras à tua volta. Nós devemos brilhar como as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Não está só em alguns de nós, está em todos. E quando deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente permitimos a outras pessoas fazerem o mesmo. Ao sermos libertados do nosso próprio medo, a nossa presença automaticamente liberta outros. Marianne Williamson em «Return To Love: Reflections on the Principles of A Course in Miracles»

PORTUGUÊS

Em Londres há um velho barbeiro, tipo conservador. Um dia, um florista vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar o barbeiro diz: - Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade. O florista ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar a loja o barbeiro encontrou uma dúzia de flores e um cartão que dizia "Obrigado". Um dia, um polícia vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar o barbeiro diz: - Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade. O polícia ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao chegar a loja o barbeiro encontrou uma dúzia de «doughnuts» e um cartão que dizia "Obrigado". Um dia, um português vai lá cortar o cabelo. Depois do corte, quando vai pagar o barbeiro diz: - Lamento, mas não posso aceitar o seu dinheiro. O que fiz foi um serviço à comunidade. O português ficou satisfeito e foi-se embora. Na manhã seguinte, ao...

ASFALTO

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© Martina Santschi Os primeiros dois quilómetros de asfalto em Juba abriram no sábado ao tráfego, um acontecimento relevante para uma cidade com 60 quilómetros de arruamentos estilo picada! Metade da May Avenue, que liga a Assembleia Legislativa do Sul do Sudão à rotunda para o aeroporto, foi alcatroada. Na outra metade as obras decorrem a bom ritmo. As obras – que se prolongam há mais de dois meses e deviam estar prontas no Natal – têm deixado os condutores de Juba à beira de um ataque de nervos. Todos os dias têm que inventar percursos paralelos, porque a progressão dos trabalhos vai fechando alguns cruzamentos. O tráfico é obrigado a circular pelas vias secundárias, cheias de buracos e por entre palhotas pondo em perigo os peões e a mecânica das viaturas. May Avenue e a avenida do Aeroporto formam a espinha dorsal da rede viária de Juba. Ah! Nestes dias tem chovido e algumas secções asfaltadas transformam-se em pequenas piscinas. A drenagem é um problema sério para os engenheiros ne...

QUÉNIA

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«Vizinhos, não se preocupem. É só uma pequena desavença interna» by Gado Ninguém previa que as eleições presidenciais e parlamentares do Quénia dessem no que deram: a vitória de Mwai Kibaki e a subsequente onda de violência que varreu o país de lés a lés. Os quenianos foram às urnas a 27 de Dezembro de 2007. Dois dias depois, a Comissão Eleitoral do Quénia, suspendeu a contagem. Nessa altura, Raila Odinga, o candidato da oposição, tinha uma vantagem confortável sobre o presidente cessante Mwai Kibaki. Quando a dita comissão anunciou os resultados finais, a 30 de Dezembro, Kibaki foi proclamado vencedor com cerca de 231 mil votos a mais que Odinga. Kibaki recebeu 4.584.721 votos e Odinga 4.352.993. Observadores internacionais, especialmente da União Europeia, puseram em causa o sistema de contagem dos votos e a validade dos resultados. Entretanto, o Quénia foi posto a ferro e fogo e numa semana quase 700 pessoas foram mortas, milhares feridas e 300 mil deslocadas. As mediações têm sido...

TRÊS ANOS DE PAZ

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© JVieira O Acordo Global de Paz – CPA na sigla em inglês, assinado pelo Governo de Cartum e o SPLA, o Exército de Libertação do Povo do Sudão, faz hoje três anos. Três anos de paz para o Sul do Sudão depois de 21 anos de guerra civil com um balanço arrepiante: dois milhões de mortos e quatro milhões de deslocados, quase metade da população sulista. O CPA, assinado em Naivasha – Quénia, a 9 de Janeiro de 2005, pôs termo à segunda guerra civil no sul e inaugurou um novo modelo político no Sudão: um país com dois sistemas. O Norte, árabe e maioritariamente muçulmano, é governado pela Charia. O Sul, negro e cristão ou tradicional, é laico, governado por um governo semi-autónomo, com parlamento próprio, e segue a Lei Comum inglesa. A paz, assinada há três anos, é contudo ainda muito frágil porque os protocolos mais quentes do CPA continuam à espera de implementação. A fronteira que separava o norte do sul do Sudão a 1 de Janeiro de 1956, data da independência, ainda não foi demarcada por ...

AMIGOS

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© JVieira Talvez os sexos sejam mais parecidos do que pensamos … e então a grande renovação do nosso mundo consiste nisto: que o homem e a mulher, libertados de sentimentos falsos e aversões, possam unir-se como amigos, vizinhos, mais do que amantes – como irmãos e irmãs. Rainer Maria Rilke

ANO NOVO

A celebração da passagem de ano foi mais do mesmo. Como na noite de Natal, a Cecilia e eu preparámos um «PowerPoint» para liderar a oração de acção de graças que fizemos. Canções, poemas, textos bíblicos, orações, silêncio, partilha. O título: 2007 um tempo para recordar, 2008 um tempo para começar de novo. A oração demorou uma hora e meia. Depois da oração fizemos a ceia da passagem de ano. Estávamos as duas comunidades, um padre vizinho, um hóspede e uma militar americana nossa amiga. A refeição foi simples: umas empadas, bolo, torrões de amendoim e de sésamo, bolachas, cerveja, refrigerantes. A americana trouxe duas garrafas de champanhe da sua terra para a meia-noite. Depois dos abraços de Feliz Ano Novo partilhamos o desejo que cada um fez ao cair das doze badaladas – mais ou menos porque cada relógio estava acertado pelo próprio fuso horário!!! O meu desejo é óbvio: que em 2008 a redacção da Rede Católica de Rádios do Sudão se estabeleça e solidifique para não ter de estar sempre...

2008 ABENÇOADO

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© JVieira O SENHOR te abençoe e te guarde; O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. (Números 6: 24-26)