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A mostrar mensagens de abril, 2014

«MADE IN ETHIOPIA»

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A Etiópia é o novo paraíso das multinacionais que tiram partido da mão-de-obra barata e da abundância de recursos naturais, terras e potenciais consumidores. A Etiópia passou por profundas transformações estruturais nas últimas décadas e começa a ver os frutos. O Governo refez a rede viária, expandiu o alcatrão, está a construir duas grandes barragens e promoveu a construção de zonas industriais através de um Plano de Crescimento e Transformação com capitais e tecnologia chineses. A economia cresceu 9,3 por cento durante os últimos quatro anos e este ano deve rondar os 8 por cento. Os novos polos industriais estão a atrair multinacionais inebriadas com a mão-de-obra e recursos naturais baratos e abundantes – o país conta com mais de 80 milhões de habitantes, o segundo mais populoso da África depois da Nigéria. Gao Hucheng, ministro do Comércio chinês, deu voz, em Dezembro, durante a primeira Expo África-China de Produtos, Tecnologia e Serviços, em Adis-Abeba, a esse apetite: «Escol...

MISSÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO

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«As grandes obras de Deus só nascem ao pé do Calvário» (Escritos 2325) Faltam poucos dias para a celebração da Páscoa, mistério por excelência, que nos faz entrar na morte que marca a nossa humanidade e na vida sem limites, dom de Deus, que na ressurreição do Senhor Jesus nos faz viver no tempo da esperança e da fé. Como podemos viver este mistério de modo que seja fonte de vida neste tempo de contrastes, tempo em que a aridez das nossas fragilidades se confronta com o convite a viver a alegria do Evangelho redescobrindo a presença sempre nova do Senhor que, do fundo do túmulo vazio, nos recorda que está vivo entre nós? Vida e morte, passado e futuro, dor e alegria, trevas e luz, guerra e paz, ódio e amor. Além destes, quantos binómios mais marcam a nossa existência, o nosso peregrinar humano pelos caminhos divinos que nos conduzem à eternidade que não conseguiremos definir e muito menos pronunciar, com as palavras pobres do nosso atuar quotidiano? Submergidos na corrida frenética do...

ALEGRIA DE SERVIR

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A Ir. Elizabete Almendra conta na apresentação que o «Alegria de Servir» nasceu como um exercício para praticar aulas de computação! Abençoado exercício! A Ir. Dorinda Lopes da Cunha conduz-nos através da sua actividade missionária de duas décadas do Cordofão, no Sudão Central, até à Equatória de Oeste, no então Sul do Sudão, passando pelo Rio das Gazelas do Norte – Bahr el Ghazal em árabe. A Ir. Dorinda conta a sua vivência de dois períodos de missão antes e durante a guerra civil nas áreas controladas pelo governo, pelos guerrilheiros do SPLA e num campo de deslocados. Situações muito diversas, mas encaradas sempre com o mesmo sorriso e a mesma vontade de servir apesar da falta de comodidades básicas e de segurança. Situações de fronteira, com serpentes e escorpiões à mistura! A missionária comboniana de São Miguel de Vila Boa, Sátão, fala da missão como «alegria cristã fazendo amigas e amigos em Cristo, de raça, religião e culturas diferentes.» E, invocando os anos de chumbo e de...

CARTUM RENOVA VISTOS

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O governo sudanês começou a renovar os vistos de mais de 30 missionários depois de quase dois anos de espera e incertezas. Há quase dois anos que a notícia começou a ser uma má surpresa. Hoje em dia, alguns chamam-lhe bomba que ameaça explodir a qualquer momento. Trata-se da questão da renovação dos vistos de residência dos missionários estrangeiros no Sudão. Cada vez que um dos passaportes do pessoal missionário dá entrada no Departamento de Assuntos Religiosos em Cartum para estender ou renovar a residência no Sudão, abre-se uma porta para a incerteza e a obscuridade do dia de amanhã, com risco de expulsão do país. E mais: cada dia que passa, o interessado é penalizado monetariamente em 40 libras sudanesas, sendo-lhes imposto um tempo indefinido de espera sem conhecer o desenlace final do enredo. O referido assunto da renovação dos vistos de residência não tem sido a única dificuldade por que actualmente estão a passar os missionários. Neste contexto, já há quatro anos que o país...

MISERICORDIAR

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Hoje foi-nos proposto declinar o verbo misericordiar como itinerário principal para a santidade. Acordei cedo com «pulgas» no coração e decidi começar o dia com uma boa caminhada de uma hora. Foi tão lindo sentir a vida a despertar, preguiçosa, e a energizar a minha vida: os melros a assobiar, a outra passarada a responder… O céu estava escuro e carregado e não me deixou ver o Sol nascer, mas eu senti-o a subir! O P. Fernando Domingues propôs-nos rezar a misericórdia com os capítulos 9 e 10 de Mateus. Fui à procura do étimo de misericórdia. Gostei da leitura proposta por Santo Agostinho: uma composição das palavras latinas miser+cor+dare: dar o coração aos míseros, aos pobres, aos últimos. «Encalhei» logo em Mateus 9:13: «Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício.» Mateus repete esta afirmação essencial de Jesus em 12:7. Nas Escrituras Judaicas há duas passagens similares: «porque é amor que eu quero…» (Oseias 6:6) e «a obediência é melhor que o s...

PÃO (RE)PARTIDO

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Hoje, rezámos a Eucaristia como espaço/caminho para a Santidade Comboniana a partir do texto da multiplicação dos pães e peixes (Mateus 14:13-21), passando pelo quebrar do vaso de perfume caro de alabastro (Mateus 26:6-14) e terminando na narrativa da penúltima ceia (Mateus 26:26-30). Sim, porque a última ceia é o banquete eterno do Reino que Jesus está a celebrar. A compaixão, o sofrer com (mais do que a pena ou a empatia) é o ponto de partida para os gestos eucarísticos de Jesus que têm sempre quatro momentos: 1) Jesus tomou o pão (e o cálice com vinho), 2) deu graças/abençoou-o, 3) partiu-o e 4) deu-o. Com estes gestos Jesus deu de comer a uma multidão e instituiu a Eucaristia. Os discípulos só tinham cinco pães e dois peixes, mas Jesus disse-lhes: «Trazei-os aqui!» (Mateus 14:18). Talvez este seja o versículo mais curto de toda a Bíblia – apenas três palavras – mas que encerra o segredo da abundância da comida para todos: a PARTILHA! O pouco com a bênção de Deus chega e sobra: 12...

COM MARIA

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O Evangelho segundo São Mateus não adianta muito sobre Maria. Diz que é dela que nasceu Jesus chamado Cristo (1:16), que estava noiva de José e engravidou pelo Espírito Santo (1:18); os Magos viram o Menino com Maria, sua mãe (2:10) e ela fugiu com Jesus e com José para o Egito (2:13-14) e regressaram para Nazaré depois da morte de Herodes (2:19-23). Maria foi com os familiares à procura de Jesus (12:46) presumivelmente a Cafarnaum, a sede do seu ministério e foi identificada pelos nazarenos como a mãe de Jesus (13:55).  Mateus não regista nem uma palavra de Maria: está sempre em pano de fundo, presença silenciosa, escondida. Mas também terreno fértil ao poder gerador do Espírito Santo. Caminhar com Maria as alamedas da santidade comboniana é aceitar e acolher a força criadora e fecunda do Espírito Santo, deixar que ele me fertilize para que Deus continue a salvar. O Papa Francisco escreve em Evangelii Gaudium – A Alegria do Evangelho que «sempre que olhamos para Maria, volta...

JOVENS COMPROMETIDOS

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Ketema, Placide e Lwanga com o P. Daniele Moschetti, provincial do Sudão do Sul Três jovens estudantes de teologia missionários combonianos professaram seus votos religiosos de Pobreza, Castidade e Obediência na Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus a 31 de março de 2014 em Juba, no Sudão do Sul, no fim do retiro provincial. Ketema Dagne, da Etiópia, fez os seus votos perpétuos e formalmente consagrou toda a sua vida para o serviço da evangelização. Ketema estudou teologia em Nairóbi, Quênia, e fez dois anos de serviço missionário na comunidade de Old Fangak, no Sudão do Sul. Vai voltar à Etiópia onde será ordenado diácono e mais tarde padre. Os outros dois estudantes são Lwanga Gilingere Limingere, do Sudão do Sul, e Placide Majambo, da RD Congo. Ambos renovaram os votos religiosos temporários e continuarão seu serviço missionário no Sudão do Sul onde também esperam professar os votos perpétuos no ano que vem. P. Raimundo Rocha, Missionário Combonian...