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A mostrar mensagens de dezembro, 2018

MISSÃO É RELAÇÃO

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Os bispos portugueses, seguindo uma deixa do Papa Francisco, puseram em primeiro lugar na vivência do Ano Missionário a relação pessoal com Jesus, que é a fonte de todas as relações que tecem e ligam o nosso ser missionários combonianos, hoje. Escrevem na nota pastoral Todos, tudo e sempre em missão que o «encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Igreja: Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária» é a primeira das quatro dimensões para prepararmos e vivermos o Ano Missionário. Daí surgiu o compromisso provincial de «favorecer nas nossas comunidades e nos grupos o encontro com Jesus ( Lectio Divina , partilha da Palavra)» como foi expresso na primeira proposta operativa para a animação missionária este ano. O encontro pessoal, a relação com Jesus, com os outros e com todas as criaturas é uma dimensão fundamental do nosso ser missionário. A Intercapitular sublinhou que vivemos um deficit de humanidade e que a formação permanente nos deve humanizar. Notou também qu...

ESPERO UM MENINO!

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Anuncio-vos uma feliz surpresa: ESPERO UM MENINO! Nós, irmãos e sacerdotes combonianos, não temos crianças. Porém conhecemos e amamos tantas, no nosso fascinante e longo peregrinar missionário em terras de África, de América, de Ásia e Europa.  Além disso, experimentamos com frequência a alegria de ver as crianças dos nossos amigos e familiares, os netos e sobrinhos; a alegria de ver grupos de crianças que, de vez em quando, vêm fazer-nos uma visita e cantar para nós, em particulares ocasiões de festa; a alegria de ver, de vez em quando, a Sofia, a menina da Clara, a nossa animadora cultural, com os seus belos olhos, negros e profundos; ou de encontrar a Verónica, uma doce e gentil menina que acompanha, cada sábado, a sua avó na organização da tômbola... Todas estas crianças, porém, são filhos «dos outros!» Agora, porém, venho anunciar-vos algo incrível: estou à espera de um menino mesmo meu! Sim, entendestes bem! Bem, não só meu. Porque a mãe conhecemo-la bem, mas o pai é só ...

MÃE SANTA

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A FADISTA MARIZA teve um filho prematuro às 18 semanas de gestação. Chama-se Martim e, durante o primeiro ano de vida, teve que lutar muito para sobreviver. Passou muito tempo na incubadora, esteve ligado às máquinas para respirar e crescer. «Ele faz um ano e no dia a seguir pego na minha mãe e vou para Fátima com ele ao colo e digo: “Minha Nossa Senhora, eu sou mãe, tu és mãe. Ele é teu como meu. Cuida dele que eu vou cuidar o que conseguir.” E o Martim é da Nossa Senhora, não é meu. Está aí» – a cantora contou numa entrevista. Emocionou-me profundamente este testemunho, este diálogo entre mulheres-mães, o génio feminino, esta consagração do Martim a Nossa Senhora. Uma mãe que confia o filho à outra: «Cuida dele!» O Papa Francisco recordou-nos três vezes na missa da canonização dos Pastorinhos, a 13 de maio de 2017, que temos Mãe! E desafiou-nos: «Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus.» A Imaculada Conceição é a nossa mãe, porque Jesus no-la deu no C...

NATAL NO CONGO

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Com os meus votos de um Santo e Feliz Natal, quero antes de mais agradecer-vos a vossa proximidade através da oração. Eu continuo a trabalhar no Postulantado (Seminário) em Kisangani, República Democrática do Congo, onde colaboro na formação de jovens que se preparam para serem missionários Combonianos. Somos três formadores, eu mais dois padres congoleses. Os jovens em formação são 40. Durante o tempo do Postulantado recebem uma formação humana e cristã para ajudá-los a discernir a sua vocação e fazem três anos de filosofia.  Neste momento é difícil descrever a situação do Congo. O Doutor Denis Mokwenge, genicologista-obstetra congolês, no seu discurso no dia 10 de dezembro, no momento em que lhe foi entregue o Prémio Nobel da Paz 2018 em Oslo, apresenta-nos a situação dramática do Congo nestes últimos anos: crianças, jovens, mulheres violadas, massacres,etc. Diante do horrível e indescritível drama a sua atitude é antes de mais de silêncio e oração: «Meu Deus, diz-nos que...

VI ASSEMBLEIA INTERNACIONAL LMC

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Está a decorrer de 11 a 17 de Dezembro, na Casa Generalícia dos Missionários Combonianos, em Roma, a VI Assembleia Internacional dos Leigos Missionários Combonianos (LMC), evento que se realiza cada seis anos. No total, são 51 participantes. Além dos representantes dos LMC e dos combonianos que os acompanham nos seus respectivos países, vindos de 20 países de África, Europa e América, participam também a irmã Ida Colombo, do conselho geral das Missionárias Combonianas e a Maria Pia Dal Zovo, do conselho central das Seculares Missionárias Combonianas. A Assembleia iniciou-se com as palavras de boas-vindas proferidas pelo Alberto de la Portilla, coordenador do Comité Central dos LMC, e pelo P. Pietro Ciuciulla, em nome do Conselho Geral comboniano. A manhã do primeiro dia, 11 de Dezembro, foi dedicada à oração, à reflexão e à partilha, guiados pelos Gonzalo Violero García e Maria Carmen Polanco Delgado, LMC da Espanha. Da parte da tarde, os participantes estiveram reunidos por co...

QUE POSSO FAZER?

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Na festa da Ascensão de Jesus ao Céu, em Maio de 1959, como acontece todos os anos litúrgicos B, lê-se o Evangelho de São Marcos 16,15-20: «Jesus disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado». Naquele dia, estas palavras tocaram-me profundamente. Nesse tempo havia no mundo uns dois mil e quinhentos milhões de pessoas não batizadas. Pensei de mim para comigo: «Que posso eu fazer para anunciar o Evangelho a essa multidão e para que essas pessoas creiam e sejam batizadas?» Consciente ou inconscientemente, senti uma força interior que me empurrava a dizer: «Quero ser missionário». Dito e feito. Nesse mesmo ano, no dia 8 de setembro, festa da natividade de Nossa Senhora, dei entrada ao seminário comboniano de Viseu. Doze anos mais tarde, na Quinta-feira Santa, dia 8 de abril de 1971 fui ordenado padre. Passaram-se cinco anos e em abril de 1976 cheguei ao Congo, para anunciar o Evangelho a u...

Celebrar o Natal ENTRE ACOLHIMENTO E CONTEMPLAÇÃO

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Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador... encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura (Lucas 2, 11-12). Caros confrades, Estamos a aproximar-nos da celebração do grande mistério da Encarnação, surpreendidos e deslumbrados pela luz que vem do presépio. Um mistério que temos que ter sempre presente na nossa vida missionária como fonte de inspiração no processo de inserção em novos contextos e desafios missionários. Começando com Jesus, Missionário do Pai, os missionários sempre tiveram que passar por um processo de encarnação que implica fazer-se pequeno e despir-se de tudo o que possa ser impedimento para acolher novas realidades (Filipenses 2, 6). Lemos num antigo diário da missão de Omdurman: «Cheguei ontem a Omdurman. Nesta manhã de domingo, muito cedo, acordo com o cântico do muezim a convidar à oração. Mais tarde, tocam os sinos da igreja copta para convidar os fiéis para a celebração do domingo. Levanto-me porque devo acompanhar um missionário ve...

CELEBRAÇÃO E NOVOS DESAFIOS

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No dia 10 de dezembro de 2018 celebramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa é também uma boa ocasião para recordarmos os 30 anos da Constituição Federal, a mais democrática que o Brasil já escreveu, promulgada no dia 5 de outubro de 1988 e conhecida como «Constituição Cidadã».  Esses documentos em favor da vida, da dignidade e liberdade, assim como de outros direitos fundamentais de todas as pessoas, foram construídos à custa de muitas lutas, vidas tiradas, famílias dilaceradas e sonhos interrompidos. Graças a esses documentos e à organização dos movimentos sociais frente aos compromissos assumidos pelo Estado brasileiro, a dignidade de milhões de pessoas foi elevada, direitos e deveres foram promovidos, sofrimentos impedidos e os fundamentos de uma sociedade mais democrática, justa e igualitária foram construídos. Temos muitas conquistas a celebrar e muitos desafios a serem enfrentados. Além das práticas comuns de abuso e violações de direitos, vemos...

ALMOÇOS GRÁTIS?

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O «amigo chinês» ajuda, mas também cobra. As redes sociais na Zâmbia estiveram ao rubro em Setembro com um alerta da Africa confidential . A prestigiada publicação londrina dizia que os Chineses iam tomar conta do aeroporto internacional Kenneth Kaunda, em Lusaca, da companhia nacional de electricidade e da radiotelevisão estatal por o Governo não estar a servir a dívida com Pequim. Esses activos foram dados como garantia de empréstimos que ultrapassam 6,3 mil milhões de dólares numa dúzia de anos. O Governo zambiano desmentiu prontamente a notícia, mas a publicação reafirmou que a Zâmbia corre o risco de perder símbolos importantes da soberania nacional para o controlo chinês por incumprimento. A Frente Patriótica, o partido da oposição, acusou o executivo de estar a vender o país. A notícia da Africa confidential repõe na praça pública a questão do endividamento dos governos africanos com Pequim. O Governo chinês continua a oferecer crédito sem limites e as dívidas têm de ser pag...

NATAL SEM O MENINO

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É uma mãe jovem, muito criativa e comunicativa. Combinou fazer uma acção antes do Natal com as educadoras na sala da pré-primária que a filhota frequenta. Decidiu explorar o Calendário do Advento com os pequeninos: queria falar-lhes da preparação do Natal com palavras, canções e desenhos além de um chocolate. Preparou as janelinhas para os dias de aulas antes do Natal: cada uma tinha uma palavra, um símbolo, uma melodia… Deu trabalho, mas estava contente com o produto final! Tudo a postos, telefonou à educadora a explicar: «Vou explorar com os meninos o significado do Natal, Menino Jesus, Reis Magos, a Estrela com um Calendário do Advento! Cada dia vão abrir uma janelinha.» Espantada, ouviu do outro lado do telemóvel: «Ó mamã, lamento mas não pode falar dessas coisas: é proibido pela direcção do colégio. Pode falar do pai-natal, das renas, dos duendes… Mas de Advento, do Menino-Jesus, dos Reis Magos, não… Explore a palavra generosidade para expressar os sentimentos do Natal!» E a ma...