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A mostrar mensagens de dezembro, 2016

A FORÇA DA NÃO-VIOLÊNCIA

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O papa repropõe a não-violência como método evangélico para uma «política para a paz» baseado no Sermão da Montanha. Uma proposta ousada e corajosa que nos devolve às origens do cristianismo e responde aos desafios de «uma terrível guerra mundial aos pedaços» em curso. «Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não-violência», destaca Francisco. A mensagem do papa para o 50º Dia Mundial da Paz de 2017 – que se celebra a 1 de janeiro – faz uma leitura holística da experiência de todos os dias e revela o fio subtil que nos «cose»: os conflitos que preenchem noticiários e telejornais são os mesmos que enchem o meu coração. Não há violências maiores e menores, nem violências de estimação. O coração humano é o campo de batalha onde a violência e a paz se defrontam, onde nasce o conflito. Daí que o papa proponha um roteiro cordial para o superar: admitir a violência que cada um carrega no coração e buscar a cura na misericórdia de Deus, através da ...

COMOVER

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São Daniel Comboni e o Papa Francisco conjugam o verbo comover para porem em palavras as experiências pessoais profundas do mistério do natal. O fundador descreveu aos pais numa longa carta o que sentiu ao visitar Belém em outubro de 1857: «Finalmente, à tardinha chegámos a Belém. Meu Deus! Mas onde quis nascer J. C.? Contudo eu quis nessa mesma tarde descer à afortunada gruta que viu nascer o Criador do mundo. Entrei, e embora o nascimento seja mais alegre que a morte, fiquei mais COMOVIDO que no Calvário ao pensar na complacência de um Deus que se humilhou até ao ponto de nascer num estábulo» ( Escritos 111). Por seu turno, o Papa Francisco anota na exortação pós-sinodal Amoris lætitia ( A alegria do amor ): «A encarnação do Verbo numa família humana, em Nazaré, COMOVE com a sua novidade a história do mundo» ( AL 65). A Infopédia da Porto Editora define comover como «afetar, causando uma adesão profunda». A raiz etimológica latina commovere indica mobilizar, mover ou mexer-s...

MENSAGEM DE NATAL

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Os meus olhos viram a Salvação (Lc 2, 30) Caros irmãos em Cristo, Recebei um abraço fraterno por ocasião da celebração do mistério da Encarnação de Nosso Senhor. O Natal oferece-nos um tempo propício para contemplar Deus na fragilidade e na esperança de que um mundo novo é possível. Somos chamados a descobrir os sinais da presença de Deus num mundo ofuscado pela violência sem sentido que destrói a humanidade e torna incerto o futuro. Neste último ano seguimos com preocupação a situação da Síria e de alguns países nos quais estamos presentes, Sudão do Sul, República Centro-africana, República Democrática do Congo, Etiópia, Eritreia, Moçambique, México, Colômbia… A presença dos nossos confrades nestas situações é sinal de que estamos convictos de que Deus está também ali, por muito limitada que possa ser a nossa actividade missionária. O Natal é também uma oportunidade para dar vigor à nossa vida fraterna, aprendendo a olhar o outro com os olhos do Pai, caminhando como famíli...

«UM RAMO SAIRÁ DO TRONCO DE JESSÉ, UM REBENTO BROTARÁ DE SUAS RAÍZES»

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Citando passagem do profeta Isaías 11, 1, o bispo comboninao dom Odelir Magri de Chapecó presta solidariedade às famílias e aos sobreviventes da tragédia com a Chapecoense. Irmãos e irmãs Povo de Deus da Diocese de Chapecó Familiares das vítimas e dos sobreviventes. Desde que chegou até nós a notícia deste dramático acidente envolvendo os jogadores da Chape, equipe técnica, Diretoria, profissionais dos meios de comunicação (jornal, TV, rádio); especialmente em Chapecó, temos experimentado e vivido dois tipos de sentimentos. Primeiro, lembrar que no dia 28 de novembro entramos na noite em um clima de alegria, de festa e de muita expectativa com a final da Copa Sul Americana que se aproximava. Já estava entalado na nossa garganta o desejo de poder começar a gritar: É CAMPEÃO. No dia 29, porém, acordamos ou fomos acordados com a derradeira informação de que o avião que transportava a Chape havia caído na Colômbia. E aos poucos com a confirmação da verdade e as proporções dram...

OLHAR IMACULADO

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O Papa Francisco termina a Carta Apostólica Misericordia et misera na conclusão do jubileu extraordinário da misericórdia com estas palavras: «Sobre nós permanecem pousados os olhos misericordiosos da Santa Mãe de Deus. Ela é a primeira que abre a procissão e nos acompanha no testemunho do amor. A Mãe da Misericórdia reúne a todos sob a protecção do seu manto, como a quis frequentemente representar a arte. Confiemos na sua ajuda materna e sigamos a indicação perene que nos dá de olhar para Jesus, rosto radiante da misericórdia de Deus» (MM 22). Um parágrafo cheio, redondo e profundo! Vivemos sob o olhar misericordioso da Imaculada Virgem Maria que abre a procissão, o itinerário santo do amor. O Cardeal-arcebispo John Njue de Nairobi repete que viemos de longe e vamos para longe. Eu sou mais específico: viemos de Deus e vamos para Deus. Este é o roteiro sagrado, a procissão que Maria abre e em que todos participamos. Nessa procissão vamos sob o manto protetor de Maria, o pálio...

NÓMADA(S)

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Carlos de Foucauld viveu Deus com os nómadas do Sara. A 1 de Dezembro faz 100 anos que Carlos de Foucauld, o Irmãozinho Carlos de Jesus, foi assassinado em Tamanrasset, no Sul do Sara argelino, ao que parece num momento de pânico de um dos bandidos que o sequestraram. Carlos nasce em 1858 no seio de uma família aristocrata e muito cristã em Estrasburgo, Leste de França. Órfão de pai e mãe aos seis anos, é criado pelo avô materno, que também perde mais tarde. Abandona a fé e vive uma vida dissoluta de boémio rico. Em 1876, entra no exército e vai para a Argélia. Entre 1883 e 1884, explora os desertos de Marrocos e da Argélia por conta própria, disfarçado de rabi pobre: percorre 3000 quilómetros em onze meses. Os muçulmanos e judeus impressionam-no com o acolhimento e a prática da fé, reavivando o fogo de Deus no seu coração. Regressa a França e torna-se explorador de Deus. É monge trapista entre 1890 e 1897 na França e na Síria. Depois muda-se para a Terra Santa: as Clarissas...

MENSAGEM DOS COMBONIANOS DA AMÉRICA E DA ÁSIA ÀS JUVENTUDES

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No final do encontro dos superiores novos e atuais das circunscrições combonianas da América e Ásia, que se realizou de 22 a 26 de Novembro, em São Paulo, no Brasil, os 13 missionários escreveram uma mensagem dirigida aos jovens dos dois continentes. Escrevemos a vocês, jovens. Vocês têm sede de vida plena e de valores autênticos. Seu desejo nos interpela, nos desafia a partilhar convosco as razões de nossa esperança. Acreditamos em sua força e vitalidade para cuidarmos juntos desse mundo, conforme o projeto de amor de Deus. Escrevemos desde as periferias do continente americano e da Ásia. As fronteiras são nossa casa. Como missionários, tentamos assumir o desafio de Papa Francisco: uma Igreja em saída, que caminha junto aos pobres e aos que não conhecem a alegria do Evangelho. Uma vida doada a Jesus e a seu povo é uma vida bela. Nas fronteiras do sofrimento humano, experimentamos o «gosto espiritual de estarmos próximos à vida das pessoas» (EG 268). Queremos ser testemu...