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A mostrar mensagens de agosto, 2007

Portugal 1 – Espanha 0

Dois agricultores, um português e um espanhol, conversam sobre as respectivas propriedades: - Qual é o tamanho da sua herdade? - pergunta o espanhol. - Para os padrões portugueses, o meu monte tem um tamanho razoável: trezentos hectares. E a sua? - Olha, eu saio de casa de manhã, entro no jipe e ao meio-dia ainda não percorri metade da minha propriedade. - Eu sei o que isso é - diz o português. Eu·também já tive um jipe espanhol. São uma porcaria! Só dão chatices! Obrigado, Compadre!

CHINESES

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© JVieira Os Chineses estão a apostar forte em Juba. Os balões vermelhos para já marcam um restaurante e dois hotéis em construção. Mas a cidade foi visitada por uma delegação chinesa e é de esperar mais investimentos. Para já, Juba pode deliciar-se com a cozinha chinesa no Wonderful Chinese Restaurant. O estabelecimento foi aberto durante a minha estada em Portugal. O Juba Beijing Hotel está a ser construído com material pré-fabricado totalmente importado directamente da China em terreno cedido pelo Governo. O hotel, situado numa das melhores zonas de Juba, entre o aeroporto e os ministérios, tem um período de validade de cinco anos. O Juba Beijing abre com 60 quartos com duas camas, casa de banho e chuveiro cada. Mas vai ter 180. Uma noite vai custar entre 200 e 250 dólares. Pode parecer caro, mas um hóspede paga por uma noite numa tenda em Juba entre 90 e 200 dólares. Juba continua a ser o faroest para empresários que querem fazer dinheiro rápido em investimentos sem grandes riscos....

Alentejo

Uma pesquisadora do IFADAP bate a uma porta num montezinho perdido no interior do Alentejo e pergunta ao agricultor... - Esta terra dá trigo? - Nassenhora - responde o alentejano. - Dá batata? - Tamém não! - Dá feijao? - Nunca deu um! - Arroz? - De manera nenhuma! - Milho? - Tá a gozar comigo?! - Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada? - Ah! Se plantar já é diferente... Obrigado, Zezita, por esta joia!

Darfur

FORÇAS SUDANESAS ATACAM CAMPO DE REFUGIADOS Forças sudanesas cercaram e atacaram ontem de manhã o campo de refugiados de Kalma. Fontes militares disseram que a acção se destinava a desalojar rebeldes acusados de ataques a postos da polícia. «Às seis da manhã o Governo do Sudão despachou 2000 soldados para cercar o campo, soldados, polícia e serviços secretos das fronteiras», Abu Sharrad, porta-voz do campo de Kalma disse à Reuters. Sharrad afirmou que as forças governamentais abriram fogo contra o campo mas não sabia se houve mortos ou feridos. Uma fonte do exército acusou os rebeldes que atacaram postos da polícia nos campos de Kalma e de al-Salam de se esconderem no campo de refugiados. Kalma, junto à cidade de Nyala, no Sul do Darfur, alberga quase 100 mil deslocados pela guerra. Entretanto, o Departamento dos Direitos Humanos da ONU acusou milícias aliadas ao Governo da prática de crimes de guerra. As milícias praticaram violações em massa e raptaram 50 mulheres durante um ataque à...

Por Darfur

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© LUSA O DRAMA HUMANO ESQUECIDO Em apenas quatro anos, morreram no Darfur, vítimas da guerra, da fome ou da doença pelo menos 200 mil pessoas na sua larga maioria civis indefesos. Calcula-se que pelo menos 2,3 milhões de pessoas tenham sido obrigadas a deixar as suas casas. Mais de 4 milhões dependem exclusivamente da ajuda humanitária. Os ataques às populações sucedem-se em redor dos próprios campos de deslocados. Os agentes da ajuda humanitária são também alvos frequentes das milícias, que procuram paralisar a sua actuação, agravando ainda mais a situação de extrema debilidade de milhões de pessoas refugiadas. Entretanto o conflito ultrapassou as fronteiras do Sudão, com mais de 200 mil darfurianos a fugirem para o Chade e para a República Centro-Africana, aonde continuam a ser perseguidos pelas milícias Janjauid. A SITUAÇÃO ACTUAL A decisão da ONU do envio de uma força híbrida de paz em conjunção com a União Africana (UNAMID) para a região, do dia 31 de Julho, muito embora tardia, v...

De volta

Estou de volta a Juba depois de uma viagem bem mais tranquila que a da ida! Só um pequeno contratempo: tinha 30 quilos na mala e a TAP obrigou-me a pagar dez quilos de excesso. Unhas de fome! Juba continua no mesmo sítio, mas regista algumas mudanças. Uma empresa japonesa está a alcatroar a rua que liga o porto do Nilo Branco ao mercado de Konyokonyo. Ao todo são 680 metros, o primeiro troço a ser asfaltado desde o início da guerra! Mas há mais 60 quilómetros à espera de um revestimento betuminoso. Os veículos e respectivos passageiros agradecem. A chuva continua a cair certinha. É mau para os arruamentos mas boa para a agricultura. O nosso horto está um espectáculo: o milho já tem espigas, há feijão, amendoim, tomates, «kiavos»… O padre José Luís, comboniano mexicano, está de parabéns! As ruas de Juba continuam na mesma: alisam-nas e depois a chuva encarrega-se de as estragar de novo! De resto, os trabalhos de recuperação da Casa Comboni continuam a bom ritmo e a rádio Bakhita alargou...