A PESSOA, PRIMEIRO
Estamos num sábado, a instituição mais sagrada para os Judeus depois do exílio juntamente com a circuncisão. A violação do descanso do sábado podia ser punida com a morte. Jesus é o convidado de um fariseu para o almoço sabático. Está sob o olhar dos fariseus e doutores da lei. À sua frente está um homem que sofre de hidropisia, uma acumulação anormal de líquidos no corpo, uma espécie de edema. Jesus, ao ver o doente, pergunta: «É lícito ou não curar ao sábado?» Não é uma pergunta de retórica. É uma questão que abala os fundamentos de uma fé legalista. Um terramoto espiritual para os mestres teológicos de Israel. O silêncio dos censores não intimida Jesus. O doente não pede nada. Fica em silêncio. Jesus toma-o pela mão, cura-o e manda-o embora. Depois, observa: «Se em dia de sábado um filho ou um boi vosso cai num poço não esperais pelo sol-pôr para o salvar». Primeiro está a pessoa, depois vêm as instituições. Daniel Comboni era o bispo de Cartum. Quando chegou a grande cri...