#TheScarfProject
Tenho usado um véu ou um lenço na cabeça durante grande parte da minha vida. Na minha congregação, as Missionárias Combonianas, não é obrigatório, mas eu escolhi usá-lo livremente. Na Itália, terra de muitas das nossas irmãs mais velhas, o véu adquiriu para mim um significado profundo: um sinal de continuidade, respeito e pertença. Nos Estados Unidos — enquanto estudava, vivia no campus, servia as comunidades migrantes na fronteira, trabalhava na pastoral paroquial, fazia animação missionária e coordenava a Associação de Irmãs Latinas — eu usava-o com intenção, consciente do que ele revelava sobre a minha identidade e a minha missão. Fiz os meus votos perpétuos no Egito, um país de maioria muçulmana, onde o véu se tornou quase parte de mim. Às vezes, trocava-o por um simples lenço para me mover discretamente pelas ruas, mesquitas e mercados. No entanto, cada vez que o voltava a colocar, reencontrava-me: uma serena certeza de lar, proteção e sentido. No Sudão, ainda jovem e à frente do ...