TELEMÓVEIS


© JVieira

Juba está a passar por uma autêntica revolução no campo das telecomunicações com antenas a aparecerem em todas as áreas da cidade.
Quando cá cheguei, há quase dois anos, havia três redes de telemóveis: Gemtel, Sudani e Mobitel.
Gemtel pertence ao ministério das telecomunicações e era a que trabalhava melhor. Tinha – e tem – dois senãos: opera com o código internacional do Uganda e é muito cara. Além disso, os cartões SIM estavam sempre esgotados e eram vendidos no mercado negro por 100 dólares.
Sudani pertence ao Governo e além de fornecer um serviço medíocre, não disponibilizava cartões SIM sem o respectivo telemóvel.
Finalmente, a privada Mobitel tinha um serviço incipiente: uma SMS levava dias a chegar ao destinatário.
Agora tudo mudou! Uma nova rede apareceu em cena: MTN, a maior empresa africana do ramo. As outras companhias sentiram o beliscão e começaram a motar torres para antenas dos serviços móveis para cobrir Juba e arredores.
Entretanto, Mobitel foi comprada por uma companhia dos Emiratos Árabes e também fornece internet sem fios. Os seus serviços melhoraram consideravelmente.
Os cartões da Gentel, embora sejam os mais caros do mercado, já se encontram com facilidade e Sudani começou a vender cartões sem obrigar à compra de telefones dedicados.
E a grande novidade são uns telemóveis chineses que operam com cartões de duas redes diferentes em simultâneo. São uns matacões mas funcionam bem.

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