Fotos Judy McCallum Há uns trinta anos, as hienas costumavam atravessar à noite o terreno da missão de Qillenso. Hoje, com a vedação e a desflorestação, deixaram de aparecer. Mas continuo a não gostar delas. São malfeitas, cabeçudas, com os membros da frente mais compridos que os de trás, de cores sujas, donas de um uivo qual risada sinistra, vivendo da noite e de animais mortos. Porém, também são úteis. Em Harar, a cidade mais islâmica da Etiópia no Leste do país e a quarta cidade santa do Islão — que dizem albergar 99 mesquitas dentro das suas velhas muralhas em honra dos 99 nomes de Alá — a hiena-malhada, o tipo maior e mais comum da família das hienas, vive uma relação pacífica de meio milénio com os moradores que abriram pequenas passagens para de noite os animais poderem entrar e limpar as ruas dos lixos descartados durante o dia. Mais, as pessoas acreditam que as hienas também consomem os jinn , os espíritos malévolos na tradição islâmica, limpando o ar da cidade....
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