– Eu também quero! – Ainda és muito pequena... Mas a menina beduína insistiu… tal como a vida insiste. E conseguiu. Observava as mulheres da sua aldeia a bordar, no deserto, entre Jerusalém e Jericó. O bordado palestiniano é um património rico, e nos seus olhos crescia um anseio: mais tecido, mais linha, mais espaço para sonhar. Começou com pequenos retalhos, mas o seu desejo não cabia neles. Queria pano para fazer uma bolsinha completa, com fecho, com forma, com sentido. E fê-la! Ponto a ponto, com paciência. – A minha mãe ajudou-me com o fecho!, confessa. E pergunta, à procura de aprovação: – Está bonita, não está? Nas suas mãos, aquele pequeno objeto torna-se uma conquista: o seu primeiro ganho! À sua volta, o conflito. Mas as mulheres beduínas bordam com ânsia, aprendem a fazer acabamentos, apoiam-se umas nas outras. Cada ponto traz dignidade, traz pão, traz esperança para a mesa. Rosa aprende com a mãe, e, nesse gesto antigo e vivo, a vida continua a dizer-se: ensinar, ...
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«Foram dias felizes, amassados com lágrimas e suor e sazonadas com alegrias e deslumbramentos», diz o José Vieira no seu livro. Este "conflito de sentimentos", catapulta-nos para o que de mais profundo existe na capacidade humana e, necessariamente, nos mistérios da fé.
Não admira, por isso que o José vieira afirme: «A missão, como a vivi, foi um privilegio, sobretudo uma experiência de fraternidade à volta de Jesus que me marcou, modificou e reconfigurou profundamente».
Certamente os povos «guji» e «guedeo» teriam sido, indelevelmente, "marcados" por tamanha dedicação à causa de outrem.
Por mim, deixo aqui o meu sincero obrigado pelo conhecimento e a alteração quanto à forma de reflectir o Mundo, que o seu livro me proporcionou.
Abraço
Paulo