COMBONIANO ENTRE SANTOS E MÁRTIRES DA AMAZÓNIA
O Instrumento de trabalho para a Assembleia Especial para a Região Amazónica do Sínodo dos Bispos incluiu um missionário comboniano entre os santos e os mártires da Igreja na Amazónia.
O nº 113, intitulado «Um rosto inculturado e missionário», diz textualmente: «A diversidade cultural exige uma encarnação mais real para assumir diferentes modos de vida e culturas. “Na ordem pastoral é sempre válido o princípio da encarnação formulado por Santo Irineu: «O que não foi assumido, não foi redimido»”.[49] Os impulsos e inspirações importantes para esta almejada inculturação se encontram no magistério da Igreja e no itinerário eclesial latino-americano, de suas Conferências Episcopais (Medellín, 1968; Puebla, 1979; Santo Domingo, 1992; e Aparecida, 2007), de suas comunidades, de seus santos e de seus mártires.[50] Uma realidade importante deste processo foi o surgimento de uma teologia latino-americana, em particular da Teologia Índia.»
A nota nº 50 explica: «Entre outros, podemos citar: Rodolfo Lunkenbein, SDB, e Simão Bororo (1976), Marçal de Souza Tupã-i (1983, Guarani), Ezequiel Ramin (1985, Comboniano), Irmã Cleusa Carolina Rody (1985, missionária Agostiniana Recoleta), Josimo Morais Tavares (1986, sacerdote diocesano), Vicente Cañas, SJ (1987), Mons. Alejandro Labaka e Irmã Inés Arango (1987, ambos capuchinhos), Chico Mendes (1988, ecologista), Galdino Jesus dos Santos (1997, Pataxó Hã-Hã-Hãe), Ademir Federici (2001), Irmã Dorothy Mae Stang (2005, Irmã de Nossa Senhora de Namur).»
A Editorial Além-Mar está a publicar uma biografia do P. Ramin, que foi assassinado no Cacoal em 1985 por defender o direito dos agricultores à terra.
O Sínodo Especial vai realizar-se no Vaticano de 6 a 27 de outubro sobre o tema Amazónia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral.

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