Mensagens

INCÊNDIOS: CATARSE NACIONAL

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O concerto solidário JUNTOS POR TODOS que encheu a Meo Arena de Lisboa e foi transmitido pelos três canais em simultâneo foi um grande momento de catarse nacional. Sofremos, zangamo-nos, choramos com as populações que sofreram na pele a catástrofe que atingiu Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira da Pera, Sertã e Pampilhosa da Serra. O balanço é tremendo: 64 mortos, mais de 200 feridos, 63 casas e 29 indústrias  afetadas, 53 mil hectares de floresta ardidos. O concerto solidário de 25 artistas que encheu a Meo Arena com 14 mil pessoas foi o grande momento de catarse nacional para fazer as pazes com a tragédia. O espectáculo juntou 1.153 000,00 de euros em favor das populações afetadas pelo grande incêncio. Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas que gere o fundo, prometeu gastar bem gasto cada cêntimo da solidariedade dos telespetadores. Agora, que fizemos as pazes com a tragédia, importa apurar responsabilidades e sobretudo planear o futur...

«DEUS AMOU TANTO»

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«Deus amou tanto o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.» (Jo 3, 16) Caríssimos confrades, Saudações e orações. Boa Festa do Sagrado Coração de Jesus. Deus nosso Pai mandou o seu único Filho, como sinal do seu amor pela humanidade necessitada e sofredora e consolou-nos a todos nós através do envio do Espírito Santo, dom do seu filho Jesus Cristo, nosso Senhor Crucificado e Ressuscitado. Nós acreditamos que cada discípulo e discípula, sejam chamados e enviados a anunciar, testemunhar e servir este amor de Deus. Nós todos agradecemos ao Senhor porque fez de São Daniel Comboni e de nós, os seus filhos, Missionários Combonianos, mensageiros, testemunhas e servos do seu amor. Tudo o que o nosso pai Fundador, São Daniel Comboni, compreendeu do grande amor de Deus, levava-o ao Sagrado Coração de Jes...

«SOLIDÁRIOS COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS»

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Bispos de Portugal apelam à solidariedade para com as vítimas dos incêndios que queimaram e mataram no centro do país. Mensagem da Conferência Episcopal Portuguesa Reunidos em Fátima, nas Jornadas Pastorais e em Assembleia Plenária extraordinária, nós, os Bispos portugueses, acompanhamos com dor, preocupação solidária e oração a dramática situação dos incêndios que provocaram numerosas vítimas e que estão a causar enorme devastação no país. Partilhamos, antes de mais, a dor dos que choram os seus familiares e amigos que perderam a vida, pedindo a Deus que os acolha junto de Si. Manifestamos igualmente o nosso reconhecimento e apoio aos bombeiros, às organizações de socorro e aos numerosos voluntários, nacionais e estrangeiros, que envidam todos os esforços para salvar vidas, minorar danos e evitar a perda de pessoas e de bens, mesmo à custa de canseiras e riscos pessoais. Na sequência do que afirmámos na Nota Pastoral de 27 de abril de 2017 «Cuidar...

Darfur: OPERÁRIO SALVA MISSIONÁRIOS DE SEQUESTRO

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P. Feliz com Sr. Tong Desde que cheguei a Nyala, Darfur, ja vai para 11 anos, há uma palavra que nós missionários ouvimos frequentemente de tanta gente que nos quer bem. Refiro-me especificamente ao alerta e bom conselho a respeito de sequestros e raptos de veículos e de pessoas, especialmente de estrangeiros. Esta é, de facto, uma triste realidade que não parou de existir desde o inicio da guerra/conflito armado do Darfur, em 2003. De entre os sequestrados ao longo destes últimos anos contam-se também alguns conhecidos e amigos pessoais, incluindo o pároco da comunidade copta-ortodoxa de Nyala que foi raptado a 14 abril de 2016 e ficou em cativeiro durante 42 dias. Infelizmente, esta maléfica e diabólica atividade continua atual nestas paragens. Na sexta-feira passada, 9 de junho, de manhãzinha, a horas em que as ruas estão praticamente desertas por ser o mês de Ramadão, o sinistro veio bater à porta da missão católica. Mas, graças ao Deus Altíssimo, não levou a melhor. Eram trê...

CARTA AOS CONFRADES DA REPÚBLICA CENTRO AFRICANA

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Os participantes no Simpósio dos 150 anos do Instituto dos Missionários Combonianos em Roma escreveram uma carta de apoio e de encorajamento aos Combonianos, Combonianas e Leigos Combonianos que trabalham com o povo centrafricano martirizado.  «Este Instituto torna-se como que um pequeno cenáculo de Apóstolos para a África, um ponto luminoso que envia em direção do centro da Nigrícia tanto raios quanto os seus Missionários zelosos e virtuoso que saem do seu seio;  estes raios que brilham e, simultaneamente, aquecem, manifestam necessariamente a natureza do Centro de que provêm» (São Daniel Comboni) Muito estimado P.e Médard e confrades da República Centro Africana, reunidos aqui em Roma como Família Missionária Comboniana para o Simpósio dos 150 anos do nosso Instituto, o nosso pensamento e o nosso coração querem unir-se a vós. O Simpósio é um momento de profunda comunhão com todos os confrades e irmãs que em diferentes missões continuam esta obra que o nosso fu...

COM GRATIDÃO E ESPERANÇA

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Mensagem conclusiva do simpósio aos confrades Nós, missionários combonianos, provenientes das diversas circunscrições e acompanhados por membros da Família Comboniana, reunimo-nos em Roma para celebrar o aniversário dos 150 anos do nosso instituto. Para todos nós celebrar significa antes de mais fazer memória das nossas origens e da história que o Senhor está a traçar connosco e com os povos que encontramos no nosso caminho. Recordar não é um exercício de arqueologia, mas um processo vivo de agradecimento ao Senhor e entrega confiante do nosso futuro nas suas mãos. Recordar é partir de novo, renovados. Herança: da gratidão à fidelidade O nascimento do nosso instituto não aconteceu à mesa, mas foi fruto de um longo processo de vida e missão. Foi um parto doloroso e atormentado num momento de mudança epocal. Nascemos na pobreza, sem apoios eclesiásticos, políticos e económicos particulares. Este evento quase único na história do movimento missionário do século xix deu-nos uma gr...

MEMORAR

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Nós somos povo pascal! Filhos da ressurreição, somos convocados a fazer memória da Páscoa do Senhor, das passagens da Trindade Santa nas nossas vidas, na nossa história transformando-as em vidas e história de salvação. «Fazei isto em memória de mim», confiou Jesus aos discípulos da primeira Eucaristia, aos discípulos de todas as Eucaristias. Somos povo da memória. Fazer memória é, primeiro, escancarar a mente e o coração ao Espírito Santo num Pentecostes quotidiano. Sem o Paráclito não há memória! Jesus disse aos discípulos: «O Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há de recordar-vos tudo » ( João 14, 26). O P.e David Glenday comenta assim esta passagem inspiradora: «Para os discípulos, para nós, recordar é em primeiro lugar não um esforço ou projeto de nós próprios, mas um dom, uma graça, um trabalho do Espírito.» Memoramos as maravilhas que o Senhor operou pelos Missionários Combonianos, para os Missionários Combonianos, através dos Mission...

O DALAI LAMA E O ARCEBISPO: ALEGRIA

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Dizem-se almas gémeas, irmãos espirituais, mas aparentemente não poderiam ser mais diferentes: Tenzin Gyatso é o 14º Dalai Lama , monge budista e líder do povo do Tibete no exílio. Desmond Tutu é sul-africano, cristão, arcebispo anglicano do Cabo, na África do Sul. Dois prémios nobel da paz, dois seres humanos especiais que acreditam na bondade inerente de cada pessoa e na esperança e compaixão como elementos fundamentais para o nosso relacionamento, para a nossa felicidade. Fazem da humanidade partilhada o ponto de partida para o seu diálogo intenso, feito de palavras, de gargalhadas e de gestos durante uma semana, sobre a alegria, a sua natureza verdadeira, obstáculos e pilares. Os diálogos decorreram em Dharamsala, no exílio indiano do Dalai Lama. A ocasião que os juntou foi a celebração dos 80 anos do líder espiritual dos tibetanos. Trocaram ideias, carinhos, brincadeiras, grandes risadas, exploraram juntos as respetivas tradições religiosas. O Dalai Lama é um monge budista e nã...

ARCO-ÍRIS DESBOTADO

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A «nação arco-íris» perde cor. A África do Sul fez uma transição notável do regime segregacionista da minoria branca para a democracia multirracial e multipartidária guiada pela figura maior que foi Nelson Mandela sob a bandeira da Nação Arco-Íris. Com as eleições de 1994, ganhas pelo ANC de Mandela, nascia um tempo fértil de esperança para a maioria dos sul-africanos. A Constituição de 1996 parecia pôr termo ao tempo da segregação e da pobreza institucionalizadas para as populações negras. A Comissão de Verdade e Reconciliação, conduzida pelo arcebispo Desmond Tutu, sentou frente a frente vítimas e agressores e cancelou o espectro da vingança e do banho de sangue nacional. O arcebispo anglicano cunhou o termo «Nação Arco-Íris» para celebrar a diversidade cultural do país. Hoje, a esperança da madrugada da liberdade deu lugar à exasperação da canícula do meio-dia. A sociedade sul-africana é das mais violentas do globo. Racismo e xenofobia contra estrangeiros africanos e violênc...

PRÉMIO AURORA PARA MÉDICO-MISSIONÁRIO

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O Prémio Aurora despertar a humanidade foi atribuído a Tom Catena, 53 anos, um médico-missionário voluntário norte-americano que trabalha nos Montes Nuba do sul do Sudão. «O Dr. Catena corporiza o espírito do Prémio Aurora, e nós estendemos a nossa gratidão mais profunda a ele e às pessoas e organizações em todo o mundo que o apoiam e inspiram para continuar o seu nobre trabalho apesar das imensas condições desafiantes», disse Ruben Vardanyan, cofundador da Iniciativa Humanitária Aurora e da Universidade Mundo Unido. E acrescentou: «Estamos honrados por partilhar a sua história com o mundo para iluminar a boa vontade que existe no mundo para que ajudar outros faça parte da nossa cultura global». A história do Doctor Tom como é conhecido localmente é, de facto, uma história de dedicação ímpar que merece ser contada. Chegou como voluntário ao Hospital Católico Mãe da Misericórdia, em Guidel (Montes Nuba), no Sudão, há uma década e por lá ficou apesar da guerra civil que ronda a área ...

PAPA ADIA VIAGEM AO SUDÃO DO SUL

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O Papa adiou uma visita ecuménica ao Sudão do Sul prevista para o Outono. Greg Burke, porta-voz do Vaticano, disse hoje que a viagem não se fará em 2017. A insegurança em que o país vive torna a viagem papal demasiado perigosa. Os líderes cristãos do Sudão do Sul convidaram em outubro passado o Papa Francisco e o Arcebispo anglicano Justin Welby de Cantuária para visitarem juntos o país dilacerado por uma guerra civil letal que destrói o país desde dezembro de 2013. Centenas de milhares de pessoas morreram em combates sangrentos que visam sobretudo a população civil. A ONU fala de crimes de guerra e contra a humanidade perpetrados por ambas as partes do conflito. Metade da população enfrenta a fome. Quase dois milhões foram deslocados pelos combates e um milhão procurou refúgio nos países vizinhoa. Na semana passada, o arcebispo católico de Juba, Dom Paulino Lukudu Loro, anunciou que esperava a visita ecuménica a 15 de outubro. O anúncio do adiamento da visita do Papa Francisco e do...

NOSSA SENHORA DO SAGRADO CORAÇÃO

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A família comboniana celebra a Memória da Bem-aventurada Virgem Maria «Nossa Senhora do Sagrado Coração» no último sábado de maio. São Daniel Comboni tinha uma grande devoção por Nossa Senhora e invocava-a sobretudo como Nossa Senhora do Sagrado Coração, «novo e glorioso título» como escreve no Ato de consagração de novembro de 1875. A expressão aparece pelo menos 25 vezes em Escritos , o grosso volume que reúne grande parte da correspondência do fundador. Nós, família comboniana, herdamos esta dimensão do carisma e celebramo-la no último sábado de maio para estar com Maria através do coração mariano de São Daniel Comboni. Nesta reflexão uso sobretudo três textos: Consagração da Nigrícia a Nossa Senhora de La Salette , na França (a 26 de julho de 1868), Carta pastoral para proclamar a consagração do Vicariato a Nossa Senhora do Sagrado Coração (de 28 de outubro de 1875) e Ato de consagração a Nossa Senhora do Sagrado Coração (de novembro de 1875). 1. Ladainha comboniana Os Escr...

Fátima: NUTRIR A CONVERSÃO MISSIONÁRIA

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Os bispos portugueses escreveram na Carta Pastoral no Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima que «em sintonia com a piedade do nosso povo e sob a iluminação do Espírito Santo, nós, os bispos, sentimos a responsabilidade de aprofundar o significado deste acontecimento, de destacar a sua atualidade para a nossa vida cristã e de explicitar as suas potencialidades para nutrir a nossa conversão espiritual, pastoral e missionária» (nº 2). 1. O ACONTECIMENTO DE FÁTIMA As aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos foram preparadas com três aparições do Anjo de Portugal e da Paz em 1916: na primavera na Loca do Cabeço; no verão junto ao Poço do Arneiro numa propriedade dos pais da Lúcia e em outubro de novo na Loca do Cabeço. Lúcia recorda que o anjo lhes disse na segunda aparição: «Orai, orai muito. Os corações santíssimos de Jesus e de Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia». O anjo ensinou-lhes duas as orações: «Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-...

«MÃE, OS BÁRBAROS ESTÃO À NOSSA PORTA…»

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Participantes no Simpósio de Limone 2017  @ APinto Um grito ressoado muitas vezes através dos séculos na nossa Europa. Chegavam em vagas de terras distantes e selvagens. Chegavam saqueando, apropriando-se de bens e direitos conquistados com esforço e suor noutros tempos e por outras gerações. Falavam línguas desconhecidas, dialectos, vestiam de maneira diferente, rodeados de costumes e odores estrangeiros. Alguns regressavam depois aos lugares de proveniência, graças a Deus, mas outros tinham o atrevimento de querer ficar e viver nas nossas terras, entre nós, connosco, aproveitando-se de nós. Inconcebível! Se voltassem para as suas casas e nos deixassem em paz, de uma vez por todas! Defender-nos-emos deles com todos os meios, não queremos perder ou arriscar o nosso mundo, os nossos bens, a nossa cultura, a nossa igreja, o nosso estilo de vida. Nos dias passados em Limone reflectindo sobre Migração e missão: uma nova Europa: de migrantes a cidadãos, apercebemo-nos de que, no...

INOVAR

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Os tempos que habitamos são tempos novos: obrigam-nos a conjugar o verbo inovar em vários modos! A começar pelo comunicar. A grande maioria dos consagrados pertencemos ao analógico, somos artesãos, trabalhamos com as mãos, damos tempo ao tempo. Para comunicar usamos a gramática, a voz, as cartas, o telefone… A nova geração é nativa no digital: vive ligada à internet, dia e noite. Não escreve cartas, mas envia emails, sms, imojis, meias palavras, vídeos e fotos. Não usa o carteiro, mas as redes sociais; quer informações e emoções no momento, não tem paciência para grandes leituras, para tempos longos… A internet e as redes sociais são os novos meios e espaços de comunicação, areópagos com códigos e instrumentos de linguagem próprios. Se queremos partilhar a alegria e a beleza da consagração e o sonho dos nossos carismas temos que frequentar esses espaços, aprender a usar os seus meios de comunicação desde os telefones inteligentes às linguagens do som e da imagem, familiarizamo-nos ...

MÃE ÁFRICA

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A poeta angolana Alda Lara (1930-1962) concebeu Mãe Negra, um trecho tenso e intenso excelentemente musicado por Paulo de Carvalho. Fui beber a inspiração a esse poema telúrico, esse pranto profundo que fala de estrada, noite, mãos apertadas, cruzadas no regaço, lágrimas grossas em faces cansadas, voz no vento, saudade, buganvílias e cajueiros. Mãe negra, mãe África! A África é a mátria da humanidade, o seio imenso que acolheu o processo de hominização, o salto de qualidade do género humano que depois partiu para os quatro cantos da Terra. Somos todos África, transportamo-la na herança genética, suspiramos por voltar ao berço de onde viemos. Dizem que quem beber a água do Nilo cedo ou tarde vai ter de regressar. Os Italianos descrevem esta saudade ancestral como «mal d’Africa», a doença de África. Há uma imagem que se repete em cada mulher-mãe africana: a carregar um bebé às costas e outro no ventre, vergada sob o peso da sobrevivência sobre a terra vermelha a cavar o magro sustent...

MENSAGEM PARA OS 30 ANOS DO "CENÁCULOS DE ORAÇÃO MISSIONÁRIA" POR OCASIÃO DO SEU X ENCONTRO NACIONAL

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Muito estimada Doutora LILIANE VÉLIA MENDONCA, Coordenadora Nacional Caríssimos irmãos e irmãs dos "Cenáculos de Oração Missionária" Saudações em Jesus Cristo Ressuscitado. Soube com alegria que este movimento de oração missionária celebra, em 2017, os seus 30 anos de vida. Já passaram 30 anos desde aquele Domingo da Quaresma de 1987, em que às Colaboradoras e Colaboradores Missionários foi dirigido o convite de constituírem pequenos grupos de vizinhos. Estes haviam de conhecer melhor as situações do mundo e a Palavra de Deus, adquirir os sentimentos do Coração de Jesus por aquelas pessoas e países para, assim, colaborarem na evangelização e com os Missionários através da oração missionária em comum. O convite foi bem acolhido. As Colaboradoras de Lombomeão (Vagos - Aveiro) fundaram logo os primeiros seis "pequenos grupos de oração missionária". Desde então, muitos outros Cenáculos têm nascido e continuam a formar-se em Portugal e noutros Países. Cumprem a sua mis...

MENSAGEM DO SUPERIOR GERAL PARA OS 70 ANOS DOS COMBONIANOS EM PORTUGAL

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Aleluia! Louvai a Deus em seu Santuário, louvai-o no seu majestoso firmamento! Louvai-o por seus grandes feitos, louvai-o por sua infinita grandeza! Louvai-o ao som de trombetas, louvai-o com harpas e cítaras! Louvai-o com tamborins e danças. Louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas! Louvai-o com o clangor dos címbalos, louvai-o, altissonantes trombetas! Que todos os seres vivos louvem ao Eterno! Louvado seja o Senhor! Aleluia! (Salmo 150) Sua Excelência Reverendíssima, Dom llídio Pinto Leandro, Bispo de Viseu, Reverendo P. José da Silva Vieira, Superior Provincial dos Missionários Combonianos, em Portugal, Prezados confrades combonianos, Estimadas Irmãs Missionárias Combonianas e Missionárias Seculares Combonianas, Estimados Leigos Missionários Combonianos, Estimados sacerdotes, religiosos e religiosas, benfeitores e amigos, familiares dos nossos confrades combonianos, e a todos os aqui presentes, Vos saudamos com afeto fraterno no nome do Senhor Jesus...

MEMÓRIAS DOS BONS «PERAS»

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Decorria o ano de 1950 quando conheci os Missionários Combonianos do Coração de Jesus, que tinham vindo de Itália e haviam escolhido a diocese de Viseu, para sede da sua Ordem, três anos antes, em 23 de Abril 1947. Os meus primeiros contatos com eles, aos meus 11 anos, tiveram lugar em Repeses nas Eucaristias Dominicais. O então meu Pároco, P.e Amadeu Lopes Gonçalves, entregara-lhes a capelania de Repeses a troco das aulas de português que dava no Seminário das Missões. O bom sacristão, o Sr. José «Loirinho», estava já idoso; e eu, desde cedo comecei a ajudar à Missa aos bons «peras» (nome que era dado aos Combonianos dado usarem ou farta barba ou «cavanhaque»). Eram ricas aquelas celebrações, onde as homilias num português meio italianizado, como, por exemplo, «una arranha»(=aranha) tejia una teiia»… Foi nessa altura que conheci os padres Ferrero, Peano, La Salandra, Calderola,Malaspina, Naldi, Sório… Com eles, nas Eucaristias dominicais, os cristãos passaram a ouvir um jovem a le...