O ser humano é naturalmente insaciável. Tudo lhe parece pouco, nunca diz basta, nunca se sente totalmente satisfeito. Esta insatisfação que lhe é consubstancial só pode ser acalmada por algo que sintetize o maior bem possível, que reúna em si tudo aquilo a que ele possa aspirar. Só o Amor tem a capacidade de o saciar de forma absoluta. É sito que Sócrates exclama em O Banquete, quando Diotima termina o seu discurso sobre a ânsia de preencher a vida dizendo: «para o ser humano, a vida só vale a pena ser vivida quando se contempla a beleza de Deus; então passa a ser amado… e a morte fica dele escondida».
5 de junho de 2006
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