A Comissão Nacional de Eleições decidiu prolongar as eleições até quinta-feira para compensar pelo começo complicado do exercício com listas e boletins a acabarem nas mesas erradas.
Os Sudaneses continuam a dar uma lição de civismo e paciência pelo modo como encaram um sistema de voto complicado e as dificuldades que têm para descobrirem em que mesa de voto estão inscritos.
As listas são feitas não pelo número de eleitor, mas por ordem alfabética e em muitos casos os nomes foram virados ao contrário pelo que as pessoas têm o cartão de eleitor mas não sabem onde podem exercer o direito de votar.
Observadores contudo notaram que a afluência às urnas começou a diminuir, sinalizando algum cansaço por parte dos eleitores.
O clima geral é de calma, paciência e vontade de votar. E muitos entendem o acto como o ensaio geral para o referendo de 9 de Janeiro de 2011, altura em que os solistas decidem o seu futuro e o futuro do país.
Há algumas acusações de violência contra oponentes por parte de candidatos que controlam os cordelinhos do poder, como se passa em Equatória Ocidental, um estado que pode ser problemático com um candidato independente a disputar o lugar de governador com a detentora do posto, uma mulher bonita, mas aguerrida.
Uma notícia triste: no domingo um oficial de 80 anos sucumbiu em casa e veio a falecer no hospital de Torit depois de passar o dia toda na respectiva mesa de voto sem comer nem beber.
Entretanto, os efeitos das eleições continuam a notar-se em Juba com ruas e restaurantes vazios – muitos estrangeiros aproveitaram a desculpa da Páscoa para se porem a andar – e as transportadoras aéreas regionais com os aviões em terra até que as férias das eleições terminem na sexta-feira.
13 de abril de 2010
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