O sucesso d’O Código da Vinci, com os seus 40 milhões de exemplares vendidos e as suas bombásticas deficiências, mostra o fracasso da Igreja na doutrinação de uma sociedade que vê a religião como um videojogo, onde as recompensas compensam os obstáculos, e os heróis se opõem, por definição, aos segredos urdidos por uma instituição milenar. A história de uma religião transforma-se assim nas aventuras rocambolescas de um Indiana Jones qualquer em busca de uma arca perdida, de um cálice sagrado ou de qualquer outro segredo devidamente condimentado por um esoterismo de trazer por casa.
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