23 de setembro de 2021

MAIATOS HOMENAGEIAM COMBONIANO FUTEBOLISTA




Um grupo de pessoas ligadas à antiga equipa do Futebol Clube da Maia reuniu-se na tarde de 22 de setembro no Seminário Comboniano da Maia para prestar homenagem ao padre Carlos Bascarán no primeiro aniversário do seu falecimento.

O padre Carlos jogou no Futebol Clube da Maia durante o tempo em que estudou teologia no Porto e desempenhou as funções de prefeito no seminário entre 1966 e 1970.

O comboniano espanhol, natural de Oviedo, faleceu vítima do Covid-19 a 22 de setembro de 2020 em Santa Rita, estado da Paraíba, no Nordeste do Brasil. Tinha 79 anos, a maioria dos quais passada naquele país.

O padre Joaquim Fonseca — companheiro de comunidade e de doença do padre Carlos — presidiu à eucaristia e recordou na homilia o missionário e a sua obras.

«Era um padre bom de bola e bom de missa», frisou, evocando o título de uma reportagem da Rede Globo sobre a presença do padre Carlos na equipa da Ferroviária de João Neiva.

Frei José António Fonseca Santos, padre capuchinho do Amial, no Porto, e colega de equipa do P. Carlos, também esteve presente na eucaristia e na homenagem.

Depois da Eucaristia, o grupo evocou a memória do antigo futebolista do clube, através de uma cerimónia simples: plantou uma oliveira e descerrou uma placa comemorativa no espaço contíguo ao campo de futebol do seminário.

«Padre jogador do F. C. Maia Carlos Bascarán Collantes (1941-2020) amigo que os maiatos guardam no coração» — perpetua a evocatória.

A evocação contou também com a apresentação do “Projeto Legal” (http://projetolegal.org.br/), uma das obras sociais que o padre Carlos mais amava.

O Projeto Legal atende desde abril de 2014 mais de 160 crianças e adolescentes de Marcos Moura, Município de Santa Rita através da educação e alimentação destas crianças de rua.

O padre Carlos além de jogador exímio de futebol era um músico notável. Usava a bola e a música como método missionário para estar com o seu povo.

Homem humilde e alegre, de longas barbas brancas, só se separava dos chinelos brasileiros para colocar as chuteiras.

Começou por estudar química na universidade de Oviedo. Depois trocou o curso pelo serviço missionário como comboniano em Portugal, Espanha e, sobretudo, no Brasil.

2 comentários:

Eduardo disse...

Muito bem. Obrigado pela escrita e memoria. Abraço

Unknown disse...



PARABENS AO PESSOAL PELA INICIATIVA E LEMBRANÇA DE RECORDAÇÃO

DO PADRE CARLOS BASCARAN NESTE SEU ANIVERSARIO DE FALECIMENTO

EM TERRAS
DO BRASIL. ELE DEU UM BOM CONTRIBUTO AO FUTEBOL MAIATO.

IR. VALENTIM RODRIGUES

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