GUARDADORAS DA ESPERANÇA
— Eu não consigo… não consigo! – repetia sempre Reem, uma jovem beduína palestiniana de 16 anos, sempre que a convidávamos para aprender a usar a máquina de costura. Com esforço e timidez, já tinha dado um primeiro grande passo: aprender a arte do «tatreez», o bordado tradicional palestiniano que aprendeu com as mãos hábeis da sua mãe. Para ela, era um mundo novo: nunca antes tinha segurado uma agulha de bordar entre os dedos. Mas ainda havia outra barreira a ultrapassar: sentar-se diante de uma máquina de costura. E essa barreira parecia intransponível. Ontem chegou sorrindo. Nas mãos trazia as primeiras bolsas bordadas e costuradas por ela própria. Com uma mistura de orgulho e alegria, disse simplesmente: — Já consegui! Aquelas bolsas tinham nascido de muito mais do que o tecido e a linha. Tinham vindo da coragem de superar os seus próprios limites, da decisão de tentar, da ousadia de descobrir capacidades que ela própria não sabia que tinha dentro de si. Pode parece...
Comentários
Bom ano
Armanda
De facto tem estado "frio" por cá...
Mas o que por aqui me trás é a circunstância de uma amiga comum, a "Zezinha", ter feito referência a este blogue numa mensagem de Natal e hoje tive a curiosidade de espreitar... e já o coloquei nos favoritos para por cá passar de quando em vez.
Mesmo não tendo o dom da "fé" é sempre bom saber que ainda existe calor humano como que emana deste blogue e das realidades que aqui são retratadas. Não chegará para aquecer todo o "frio" do mundo, mas contribui com esperança para resistir às adversidades...
Bem hajam
João Paulo