5 de agosto de 2015

PASSADIÇOS DO PAIVA




Os passadiços do rio Paiva, perto de Alvarenga, integrados no Arouca Geopark, são um convite para uma incursão a pé pela natureza no seu melhor!

O percurso de 8645,78 metros espreguiça-se pela margem esquerda do Paiva entre a praia do Areinho e a ponte de Espiunca, quase todo feito sobre passadiços de madeira ancorados na rocha.

É uma experiência única caminhar sob a fresca vegetação local ao som do rumorejo das águas do rio a contar segredos aos seixos e pedras do seu leito e do chilrear alegre dos pássaros.

A meio do percurso, na praia do Vau, há um bar alcandorado na rocha que também serve «vistas panorâmicas».

Mais à frente, há uma ponte suspensa por cabos a desafiar o medo, mas não faz parte do percurso pedonal: é mais um apêndice para quem gosta explorar o rio de outro ponto de vista.

O trajeto conta ainda com três postos SOS – como os das autoestradas – e uma patrulha de algumas jovens identificadas com T-shirts brancas. Tem também um número de placas informativas sobre a fauna e flora da região.

A surpresa – e a dificuldade – esperam os caminheiros (e ontem eram mesmo muitos) no início – ou na parte final do percurso (dependendo de onde se começa): a escalada do monte que o rio contorna. Do lado sul há uns duzentos degraus e meio quilómetro de terra batida por entre eucaliptos a crescer para negociar o desnível de 139 metros. Na vertente norte, o desnível é de quase 146 metros: é preciso fazer cerca de 500 degraus serpenteando a encosta.

Quem não gosta de escalar a montanha – ou já não tem fôlego – pode fazer o percurso da Espiunca à praia do Vau e voltar para trás: mais ou menos oito quilómetros.

Fiz o percurso com a minha mana e duas sobrinhas a partir do fim: deixamos um carro no Areinho e fomos no outro para Espiunca para deixar a escalada para o fim já com os músculos bem quentes.

A experiência foi de cortar a respiração e … a subida do monte ainda mais! A descida para o Areinho foi um anticlímax: o caminho empoeirado de terra serpenteia num eucaliptal em flagrante contraste com o percurso junto ao rio rico em frondosa e variada vegetação local.

Acabamos a caminhada que durou menos de duas horas e meia com um mergulho nas águas puras e cálidas do Paiva, acolhidos por peixinhos que brincavam à nossa volta.

Depois foi o piquenique.

Dois reparos: o estacionamento nas duas pontas do percurso é pequeno e os carros têm que ficar ao longo da estrada nacional. No Areinho não há bancos nem mesas: quem quiser fazer um piquenique tem que se sentar na areia fina, nas escadas de acesso ou … de pé.

O percurso apresenta um grau de dificuldade elevado devido à escalada, mas vale bem a suadela. Adorei e aconselho!

1 comentário:

Táxi Miguel disse...

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