10 de janeiro de 2012
SOLIDARIEDADE
O Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) terminou hoje uma visita de três dias ao Sudão do Sul com um apelo à comunidade internacional para assistir o país mais jovem do mundo com apoio humanitário massivo.
António Guterres esteve três dias No Sudão do Sul para marcar o sexto aniversário da presença da ACNUR na região.
O ex-primeiro ministro português visitou os retornados apinhados no porto de Juba, sob os pés de manga, à espera que as autoridades lhes atribuam uma parcela de terra.
Também vistoriou um campo no norte do país para se inteirar das dificuldades com que os refugiados sudaneses dos estados do South Kordofan e Blue Nile se deparam.
Esta manhã, antes de partir para Cartum para uma ronda de conversações com as autoridades sudanesas sobre o futuro dos cerca de 700 mil sulistas a viver no Sudão e sobre a assistência humanitária aos deslocados da guerra civil, Guterres lançou um apelo à comunidade internacional para que seja solidária com o Sudão do Sul.
O alto-comissário disse que o país tem em mãos uma enorme crise humanitária com cerca de 900 mil pessoas entre refugiados, retornados e descolados internos a necessitarem de ajuda imediata.
Guterres pediu também aos governos de Juba e Cartum para que cooperem em ordem a encontrem uma solução dignificada e que respeite os direitos humanos para transportar as centenas de milhares de sulistas que vivem no Sudão e que querem voltar a casa.
Ele disse que os problemas humanitários requerem soluções políticas.
Guterres louvou as autoridades e as comunidades do Sudão do Sul por terem generosamente acolhido mais de 75 mil refugiados sudaneses nos estados de Unity e Upper Nile apesar das dificuldades com que se debatem.
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