9 de março de 2009
8 de março de 2009
SALT DOLL
A salt doll journeyed for thousands of miles over land until it finally came to the sea.
It was fascinated by this strange moving mass, quite unlike anything it had seen before.
"Who are you?" said the salt doll to the sea.
The sea smilingly replied, "Come and see."
So the doll waded into the sea.
The further it walked in the sea the more it dissolved until there was only very little of it left.
Before the last bit dissolved, the doll exclaimed in wonder, "Now I know who I am!"
In "Stories and Parables for Preachers and Teachers" by Paul J. Wharton
7 de março de 2009
LAICIDADES
O Director interino da televisão pública do Sul do Sudão decidiu restringir a programação religiosa à cobertura jornalística de festas e eventos religiosos principais.Faris Matthew emitiu uma ordem a 18 de Fevereiro a explicar que a Southern Sudan TV (SSTV) não deve transmitir nenhum programa religioso e a cobertura de actividades religiosas está limitada às festas e acontecimentos principais, sendo tratados como itens noticiosos.
O Sr. Matthew contudo não define o que são festas e acontecimentos principais.
O director interino da SSTV diz que a decisão está na linha do Acordo Global de Paz, assinado em 2005 entre Cartum e o SPLA, que claramente estipula um sistema político é laico em natureza.
O Sr. Matthew diz que a ordem responde a uma directiva do Ministério da Informação do Governo do Sul do Sudão e pede desculpa aos grupos religiosos pela inconveniência.
A ordem criou bastante mal-estar entre funcionários da SSTV, que me alertaram para o facto e pediram para fazer alguma coisa.
A Bakhita FM organizou um fórum sobre o tema e o Sr. Matthew telefonou a negar que tivesse emitido tal ordem – tal era a reacção de consternação dos ouvintes. Quando foi confrontado com o lugar onde a ordem estava afixada, mudou o discurso e propôs um debate sobre o assunto. Que não sei se chegou a ter lugar, porque nunca recebi nenhum convite.
É interessante notar que apesar de laico, o Governo do Sul do Sudão tem um ministério para o Género (leia-se da Mulher), Segurança Social e Assuntos Religiosos.
E, apesar de laico, o governo regional continua a depender das igrejas para prestar serviços básicos à população nomeadamente no âmbito escolar e da saúde.
A ordem do director interino da SSTV pode ser vista como um acto de modernidade, mas no contexto do Sudão, com o Islão a dominar a cena religiosa no norte, a arreligiosidade cai muito mal no sul cristão.
Uma coisa é ser laico, isto é, não dar primazia a nenhuma religião, e outra é ser arreligioso.
6 de março de 2009
MULHER…
Cristal pequenino,
Frágil
Que te partes
E repartes
E em ti permanece a força de ser
Mulher,
Mãe,
Esposa,
Trabalhadora…
E ainda
Tens tempo
Para sonhar,
Para colorir o mundo
Para o transformares
Num jardim florido,
Onde semeias sorrisos!
E esqueceste de ti…
Tantas, tantas vezes
E continuas,
Sempre com a mesma força!
És silêncio,
Lágrima
Dor
e sorriso…
Mulher,
Cristal pequenino,
Mas…
Rocha firme
Porto de abrigo
Casa, onde sempre há
Afecto para mais um,
E outro e outro…
Olhas o mundo
Com os olhos da ternura
Com os olhos de mulher…
Cristal pequenino,
Mas guerreira,
Lutadora…
E a tua luta não tem fim…
A tua arma…
O Amor,
E o teu coração não se cansa…
De amar
De ser …
MULHER!
Frágil
Que te partes
E repartes
E em ti permanece a força de ser
Mulher,
Mãe,
Esposa,
Trabalhadora…
E ainda
Tens tempo
Para sonhar,
Para colorir o mundo
Para o transformares
Num jardim florido,
Onde semeias sorrisos!
E esqueceste de ti…
Tantas, tantas vezes
E continuas,
Sempre com a mesma força!
És silêncio,
Lágrima
Dor
e sorriso…
Mulher,
Cristal pequenino,
Mas…
Rocha firme
Porto de abrigo
Casa, onde sempre há
Afecto para mais um,
E outro e outro…
Olhas o mundo
Com os olhos da ternura
Com os olhos de mulher…
Cristal pequenino,
Mas guerreira,
Lutadora…
E a tua luta não tem fim…
A tua arma…
O Amor,
E o teu coração não se cansa…
De amar
De ser …
MULHER!
Elsa Sequeira
Hoje celebrou-se o Dia Mundial de Oração das Mulheres. Um abraço para o sexo forte!
5 de março de 2009
EXPULSÕES
O Governo Sudanês ordenou ontem a expulsão do Darfur de 10 agências humanitárias, acusando-as de terem uma agenda política por detrás do trabalho humanitário.As 10 organizações não governamentais são Oxfam, CARE, MSF-Holland, Mercy Corps, Save the Children, Norwegian Refugee Council, International Rescue Committee, Action Contre la Faim, Solidarites e CHF International.
O Governo também fechou duas organizações nacionais, Khartoum Centre for Human Rights and Environmental Development e Khartoum Amal Center for the Rehabilitation of the Victims of Violence, acusando-as de terem colaborado com o Tribunal Penal Internacional.
Segundo dados das Nações Unidos há no Darfur 76 grupos humanitários, mas as 10 ONGs expulsas eram as mais representativas pelo serviço que prestavam às populações.
Mais de 2 milhões de Darfuris vivem em campos de refugiados e 4 milhões dependem da ajuda externa para sobreviverem.
Até agora as organizações humanitárias n Sul do Sudão não foram afectadas pela proibição. Mas um ministro avisou que a procissão ainda vai no adro e que o governo está a investigar outros grupos.
Em Cartum mais de 5000 pessoas se manifestaram contra a decisão das juízas do TPI, mas no resto do país a situação manteve-se calma.
4 de março de 2009
AL-BASHIR
O Tribunal Penal Internacional (TPI) indiciou hoje o Presidente do Sudão por crimes de guerra e contra a humanidade praticados no Darfur e emitiu um mandado de captura para ser julgado em Haia!A indiciação era esperada, não se sabia era em que escala. De facto, o Juiz Luís Moreno-Ocampo tinha acusado o mareshal Omar Hassan al-Bashir de crimes de genocídio, de guerra e contra a humanidade, mas as três juízas que analisaram a evidência não deram a acusação de crime por genocídio como provada.
As reacções à decisão do TPI foram diversas. Em Cartum, que fechou mais cedo que o costume, milhares de cidadãos juntaram-se junto ao palácio presidencial a protestar contra a o mandado de captura.
Juba, a capital do Sul do Sudão, reagiu com calma à notícia. Muitas lojas fecharam mais cedo, havia muito menos transportes públicos que habitualmente, muitas tropas nas ruas sobretudo junto aos edifícios das Nações Unidas e de consolados europeus – e nada mais.
E agora que o Sudão é governado por um presidente indiciado, o que é que vai acontecer?
Os políticos do Sul estão a fazer força para que o acordo de paz e o processo de democratização se mantenham, que os resultados do Recenseamento de Abril do ano passado sejam publicados e as eleições se realizem até ao fim do ano.
É possível que o regime de Cartum se vingue em organização não governamentais, retirando-as do Darfur «por razões de segurança» como já aconteceu com os Médicos Sem Fronteiras e outras organizações humanitárias a quem Cartum revogou as licenças de operação.
Mas será que algum dia al-Bashir se vá sentar no banco dos réus do TPI em Haia? Duvido. Muitos dos seus amigos não assinaram o Estatuto de Roma e ele pode movimentar-se pela região sem incómodos maiores.
Os habitantes do Darfur, esses é que podem pagar pela indiciação do presidente. A guerra continua a matar mais de 5 mil pessoas por mês e a engrossar os campos de refugiados por toda a província.
27 de fevereiro de 2009
MALAKAL
Os habitantes de Malakal voltaram a viver o pesadelo da guerra a 24 de Fevereiro quando tropas do norte e do sul do Sudão se envolveram em combate com armas ligeiras, tanques e armas pesadas.
Os recontros deixaram 33 civis mortos e um número indefinido de feridos. Entre as tropas, os militares do norte sofreram 16 baixas e os do sul 14.
O rastilho para as escaramuças foi a chegada a Malakal do General Gabriel Tanginyang, líder de um grupo de milícias sulistas que combateu ao lado dos árabes durante a guerra civil. Agora faz parte do exército do Norte.
O General Tang está na origem de um incidente similar em Malakak que em Novembro de 2006 matou mais de 150 civis e destriu parte da cidade.
Os combates entre soldados do norte e do sul decorreram durante uma visita inesperada presidente da república a Juba.
Numa conferência de imprensa, na noite de 24 de Fevereiro, o Governo semi-autónomo do Sul do Sudão acusou as Forças Armadas do Sudan de usarem o General Tang como catalisador para começar uma nova guerra civil entre o Norte e o Sul.
Ontem a cidade acordou calma depois de uma noite de pilhagens por soldados de ambos os lados.
Malakal é a capital de Upper Nile e fica na margem do Nilo Branco junto da fronteira com o norte do Sudão.
Os recontros deixaram 33 civis mortos e um número indefinido de feridos. Entre as tropas, os militares do norte sofreram 16 baixas e os do sul 14.
O rastilho para as escaramuças foi a chegada a Malakal do General Gabriel Tanginyang, líder de um grupo de milícias sulistas que combateu ao lado dos árabes durante a guerra civil. Agora faz parte do exército do Norte.
O General Tang está na origem de um incidente similar em Malakak que em Novembro de 2006 matou mais de 150 civis e destriu parte da cidade.
Os combates entre soldados do norte e do sul decorreram durante uma visita inesperada presidente da república a Juba.
Numa conferência de imprensa, na noite de 24 de Fevereiro, o Governo semi-autónomo do Sul do Sudão acusou as Forças Armadas do Sudan de usarem o General Tang como catalisador para começar uma nova guerra civil entre o Norte e o Sul.
Ontem a cidade acordou calma depois de uma noite de pilhagens por soldados de ambos os lados.
Malakal é a capital de Upper Nile e fica na margem do Nilo Branco junto da fronteira com o norte do Sudão.
20 de fevereiro de 2009
JUSTIÇA SOCIAL
A aldeia global celebra hoje pela primeira vez o Dia Mundial da Justiça Social.
A jornada foi adoptada por unanimidade pelos 192 estados-membros da Assembleia-geral da ONU e Novembro de 2007.
A Comissão de Justiça, Paz e Integridade da Criação da União de Institutos de Vida Religiosa escreveu que o Dia Mundial da Justiça Social é uma jornada de apoio por um mundo mais justo e humano.
A Assembleia-geral das Nações Unidas reconheceu «a necessidade de consolidar ainda mais os esforços da comunidade internacional na erradicação da pobreza e na promoção do emprego e trabalho decente, igualdade entre géneros e acesso ao bem-estar social e justiça para todos.»
A resolução que criou o Dia Mundial da Justiça Social fala da consecução de «uma sociedade para todos» através da responsabilização dos governos que devem criar uma estrutura que promova a justiça social.
A jornada foi adoptada por unanimidade pelos 192 estados-membros da Assembleia-geral da ONU e Novembro de 2007.
A Comissão de Justiça, Paz e Integridade da Criação da União de Institutos de Vida Religiosa escreveu que o Dia Mundial da Justiça Social é uma jornada de apoio por um mundo mais justo e humano.
A Assembleia-geral das Nações Unidas reconheceu «a necessidade de consolidar ainda mais os esforços da comunidade internacional na erradicação da pobreza e na promoção do emprego e trabalho decente, igualdade entre géneros e acesso ao bem-estar social e justiça para todos.»
A resolução que criou o Dia Mundial da Justiça Social fala da consecução de «uma sociedade para todos» através da responsabilização dos governos que devem criar uma estrutura que promova a justiça social.
19 de fevereiro de 2009
GOD

There was a little fish who swam up to his mother one day and said, "Mother, what is this water that I hear so much about?" Laughing, she responded, "You silly little fish. Why, it's around you and within you and gives you life. Just swim to the top of the pond and lie there for a while; then you will find out what water is."
Another time there was a little fawn who walked up to her mother and said, "Mommy, what is this air that hear so much about?" Smiling, she answered, "You silly little deer. Why, air is within you and around you. Air gives you life. If you want to know what air is, stick your head into the stream and you'll find out."
Finally, there was a certain young man who was beginning his spiritual journey. After having difficulty knowing where to turn, he asked a holy woman, "What is this God I hear so much about?"
Another time there was a little fawn who walked up to her mother and said, "Mommy, what is this air that hear so much about?" Smiling, she answered, "You silly little deer. Why, air is within you and around you. Air gives you life. If you want to know what air is, stick your head into the stream and you'll find out."
Finally, there was a certain young man who was beginning his spiritual journey. After having difficulty knowing where to turn, he asked a holy woman, "What is this God I hear so much about?"
In "Stories and Parables for Preachers and Teachers" by Paul J. Wharton
18 de fevereiro de 2009
MÚSICA
O ministério chinês da cultura presenteou ontem o Governo do Sul do Sudão com uma remessa de dúzias de instrumentos musicais.
A agência chinesa Xinhua noticiou que o embaixador da China para o Sudão entregou ao ministro da Cultura, Juventude e Desportos do governo semi-autónomo do sul 64 instrumentos musicais.
Os sulistas podem elevar o panorama cultural da região graças aos violoncelos, violinos, trombones e outros instrumentos que a China ofereceu –Embaixador Li Chengwen dixit.
O Norte do Sudão recebe caças de treino, helicópteros, e outro material de guerra mais treino militar apropriado em troca do petróleo que explora no Sul. E os sulistas recebem instrumentos para formar uma orquestra média.
Boa!
A agência chinesa Xinhua noticiou que o embaixador da China para o Sudão entregou ao ministro da Cultura, Juventude e Desportos do governo semi-autónomo do sul 64 instrumentos musicais.
Os sulistas podem elevar o panorama cultural da região graças aos violoncelos, violinos, trombones e outros instrumentos que a China ofereceu –Embaixador Li Chengwen dixit.
O Norte do Sudão recebe caças de treino, helicópteros, e outro material de guerra mais treino militar apropriado em troca do petróleo que explora no Sul. E os sulistas recebem instrumentos para formar uma orquestra média.
Boa!
15 de fevereiro de 2009
COMBUSTÍVEIS

A venda de combustíveis é a nova galinha dos ovos de ouro em Juba.
Quando cheguei dois anos atrás, a cidade contava com dois ou três postos de combustíveis convencionais, daqueles com tanques enterrados e as bombas cobertas com uma plataforma.
Nos outros pontos de venda – uma meia dúzia? – os tanques e as bombas estavam dentro de contentores.
Dois anos depois, há postos de combustíveis por todo o lado, desde o aeroporto, aos bairros residenciais, às saídas da cidade. Só na estrada para Yei há meia dúzia de gasolineiras em menos de três quilómetros.
O licenciamento das bombas de gasolina levou a viúva de John Garanga, Mamma Rabecca Garang, a chamar de corrupto ao vice-presidente do Governo do Sul do Sudão, Dr. Riek Machar, num debate parlamentar.
Mamma Garang acusou o Dr. Machar de vender as licenças só a estrangeiros e a permitir a montagem de postos de gasolina em zonas residenciais e em áreas sensíveis como o aeroporto internacional.
O SLPM, o partido no poder, lá fez o que pôde para desvanecer as tenções entre as duas figuras de proa, mas a viúva nunca retirou a acusação.
Para ajudar à festa, o Governador de Central Equatoria, o Estado de que Juba também é capital, anunciou que vai fechar os postos de combustíveis em zonas residenciais.
Os investidores quenianos, eritreus, somalis lá terão que mudar de ramo – se as coisas não lhe correrem à feição.
Mas Juba continua a ser a terra das mil possibilidades e a última fronteira do oeste selvagem no que diz respeito a investimentos!
11 de fevereiro de 2009
PALAVRAS

E Demétria, num murmúrio de voz, s mãos procurando na terra húmida as bagas e as ervas de todos os poderes, engrenava numa cantilena que não acabava mais, que metia castelos e fontes e barcas antigas, luas e tigres, raízes que escondiam as dores do mundo, encruzilhadas e pontes de nomes estranhos, até que a sua voz acabava por se confundir com o som da brisa nas folhas dos choupos e dos salgueiros. Piedade gostava de a ouvir, deixava-se embalar pela magia das palavras e, quando chegava a casa, apesar de cansada e a cair de sono, ainda tomava nota de algumas nos seus cadernos. Piedade gostava de palavras como se gosta de pessoas. E tinha a certeza que era nelas, e não nas bagas, nas raízes, nas sementes ou nas ervas, que estava a salvação do mundo. Mas nunca o disse a Demétria, não queria dar-lhe esse desgosto.
Alice Vieira em «Se Perguntarem Por Mim Digam Que Voei»
9 de fevereiro de 2009
MONKEYS
Once upon a time a man appeared in a village and announced to the villagers that he would buy monkeys for $10 each.The villagers, seeing that there were many monkeys around, went out to the forest and started catching them.
The man bought thousands at $10 and, as supply started to diminish, the villagers stopped their effort. He next announced that he would now buy monkeys at $20 each. This renewed the efforts of the villagers and started catching monkeys again.
Soon the supply diminished even further and people started going back to their farms. The offer increased to $25 each and the supply of monkeys became so scarce it was an effort to even find a monkey, let alone catch it!
The man now announced that he would buy monkeys at $50 each! However, since he had to go to the city on some business, his assistant would buy on his behalf. In the absence of the man, the assistant told the villagers: "Look at all these monkeys in the big cage that the man has already collected. I will sell them to you at $35 and when the man returns from the city, you can sell them to him for $50 each."
The villagers rounded up all their savings and bought all the monkeys for 700 billion dollars.
They never saw the man or his assistant again, only lots and lots of monkeys!
Now you have a better understanding of how the WALL STREET BAILOUT PLAN WILL WORK !!!!
8 de fevereiro de 2009
ANO TERCEIRO
A Rádio Bakhita cumpriu hoje dois anos de vida e inicia o ano terceiro de emissões regulares.
O Vigário Geral da Arquidioce de Juba disse que a estação cumpre o sonho da conferência de Bispos Católicos do Sudão e do Conselho das Igrejas do Sudão de usarem a rádio como meio de evangelização.
O padre Lourenço Lado deu os parabéns ao pessoal da Bakhita por levar o projecto para a frente apesar da falta de alguma colaboração e sublinhou o papel da rádio como ligação ao mundo através dos noticiários.
O Vigário Geral indicou dois desafios importantes para o terceiro ano da Bakhita: melhorar a cobertura de Juba – porque há zonas baixas onde a recepção é muito fraca – e aumentar as línguas em que trabalha, dando mais espaço às línguas locais.
Bakhita transmite sobretudo em inglês e árabe de Juba.
O padre Lado fez estas declarações durante a celebração da missa em honra de Santa Josefina Bakhita na capela de Somba Luri Jebel a 15 quilómetros de Juba.
O Vigário Geral da Arquidioce de Juba disse que a estação cumpre o sonho da conferência de Bispos Católicos do Sudão e do Conselho das Igrejas do Sudão de usarem a rádio como meio de evangelização.
O padre Lourenço Lado deu os parabéns ao pessoal da Bakhita por levar o projecto para a frente apesar da falta de alguma colaboração e sublinhou o papel da rádio como ligação ao mundo através dos noticiários.
O Vigário Geral indicou dois desafios importantes para o terceiro ano da Bakhita: melhorar a cobertura de Juba – porque há zonas baixas onde a recepção é muito fraca – e aumentar as línguas em que trabalha, dando mais espaço às línguas locais.
Bakhita transmite sobretudo em inglês e árabe de Juba.
O padre Lado fez estas declarações durante a celebração da missa em honra de Santa Josefina Bakhita na capela de Somba Luri Jebel a 15 quilómetros de Juba.
3 de fevereiro de 2009
1 de fevereiro de 2009
SCOTLAND

My Heart's in the Highlands
The birth-place of Valour, the country of Worth;
Wherever I wander, wherever I rove,
The hills of the Highlands for ever I love.
My heart's in the Highlands, my heart is not here;
My heart's in the Highlands a-chasing the deer;
A-chasing the wild-deer, and following the roe,
My heart's in the Highlands wherever I go.
Farewell to the mountains high covered with snow;
Farewell to the straths and green valleys below;
Farewell to the forests and wild-hanging woods;
Farewell to the torrents and loud-pouring floods.
My heart's in the Highlands, my heart is not here;
My heart's in the Highlands a-chasing the deer;
A-chasing the wild-deer, and following the roe,
My heart's in the Highlands wherever I go.
Robert Burns
(1759-1796)
31 de janeiro de 2009
CÉU
Aquele casal de 85 anos estava casado há 62. Apesar de não serem ricos viviam bastante bem porque eram muito poupados.
Ambos estavam em muito boas condições físicas principalmente pela insistência dela na alimentação saudável e na manutenção em ginásio, em especial, durante a última década.
Mesmo com tão boa forma, um dia, numa das raras saídas para férias, o avião onde seguiam despenhou-se e mandou-os para o Céu.
Chegaram às portas rebrilhantes do Céu e São Pedro veio recebê-los em pessoa.
Levou-os até uma fantástica mansão, com móveis dourados e cortinas de finas sedas, com uma cozinha completamente fornecida e uma cascata na sala de banho.
Ao fundo podia ver-se uma criada a arrumar as roupas favoritas de ambos nos imensos roupeiros.
Eles olhavam para tudo atónitos quando São Pedro disse:
- Bem vindos ao Céu. A partir de agora esta será a vossa nova casa.
O idoso senhor perguntou a São Pedro quanto é que aquilo iria custar.
- Claro que vai custar NADA. Isto é a tua recompensa no Céu.
O homem então olhou pela janela e viu um campo de golfe que não tinha comparação com nada, do melhor, feito na Terra...
- Qual é o preço da utilização? - gemeu o idoso homem.
- Isto é o Céu - replicou São Pedro. - Tu podes jogar de graça, sempre que quiseres.
No dia seguinte foram almoçar ao salão e depararam-se com um almoço estonteante, com todas as especialidades gastronómicas, desde mariscos até às melhores carnes e sobremesas, tudo acompanhado dos melhores vinhos e bebidas.
- Nem me perguntes nada - disse o São Pedro ao homem. Isto é o Céu. É tudo de graça.
O idoso senhor olhou em volta nervosamente e fixou o olhar na esposa.
- Bem, onde é que estão as comidas de baixo teor de gordura e colesterol e o chá descafeinado? - perguntou ele.
- É a melhor parte, atalhou São Pedro. Vocês podem comer e beber o que quer que seja que gostem sem se preocuparem em ficarem gordos ou doentes. Eu já disse: isto é o Céu!
O idoso ainda perguntou:
- Nem é preciso ginásio?
- A menos que vocês queiram - foi a resposta de São Pedro.
- Nem testes de açúcar, nem medições de tensão, nem...
- Nunca mais. Vocês estão aqui para se divertirem e gozarem.
O idoso olhou bem de frente para a sua esposa e disse:
- Tu e a porcaria dos Corn Flakes... Já podíamos estar aqui há dez anos!
Ambos estavam em muito boas condições físicas principalmente pela insistência dela na alimentação saudável e na manutenção em ginásio, em especial, durante a última década.
Mesmo com tão boa forma, um dia, numa das raras saídas para férias, o avião onde seguiam despenhou-se e mandou-os para o Céu.
Chegaram às portas rebrilhantes do Céu e São Pedro veio recebê-los em pessoa.
Levou-os até uma fantástica mansão, com móveis dourados e cortinas de finas sedas, com uma cozinha completamente fornecida e uma cascata na sala de banho.
Ao fundo podia ver-se uma criada a arrumar as roupas favoritas de ambos nos imensos roupeiros.
Eles olhavam para tudo atónitos quando São Pedro disse:
- Bem vindos ao Céu. A partir de agora esta será a vossa nova casa.
O idoso senhor perguntou a São Pedro quanto é que aquilo iria custar.
- Claro que vai custar NADA. Isto é a tua recompensa no Céu.
O homem então olhou pela janela e viu um campo de golfe que não tinha comparação com nada, do melhor, feito na Terra...
- Qual é o preço da utilização? - gemeu o idoso homem.
- Isto é o Céu - replicou São Pedro. - Tu podes jogar de graça, sempre que quiseres.
No dia seguinte foram almoçar ao salão e depararam-se com um almoço estonteante, com todas as especialidades gastronómicas, desde mariscos até às melhores carnes e sobremesas, tudo acompanhado dos melhores vinhos e bebidas.
- Nem me perguntes nada - disse o São Pedro ao homem. Isto é o Céu. É tudo de graça.
O idoso senhor olhou em volta nervosamente e fixou o olhar na esposa.
- Bem, onde é que estão as comidas de baixo teor de gordura e colesterol e o chá descafeinado? - perguntou ele.
- É a melhor parte, atalhou São Pedro. Vocês podem comer e beber o que quer que seja que gostem sem se preocuparem em ficarem gordos ou doentes. Eu já disse: isto é o Céu!
O idoso ainda perguntou:
- Nem é preciso ginásio?
- A menos que vocês queiram - foi a resposta de São Pedro.
- Nem testes de açúcar, nem medições de tensão, nem...
- Nunca mais. Vocês estão aqui para se divertirem e gozarem.
O idoso olhou bem de frente para a sua esposa e disse:
- Tu e a porcaria dos Corn Flakes... Já podíamos estar aqui há dez anos!
30 de janeiro de 2009
DEMOLIÇÕES
O Governo de Central Equatoria iniciou uma campanha de demolição de construções clandestinas em Juba.
Começou pelo coração da cidade, o bairro velho de Juba Town e vai alastrar a toda a cidade. Foi o Governador que o anunciou.
O mercado parece que foi varrido por um furacão de força máxima. As construções de zinco que comerciantes ilegais foram construindo para fazer pela vida foram reduzidas a escombros por máquinas pesadas.
Do coração da cidade velha, a destruição alargou-se ao bairro onde Bakhita Radio está instalada, a zona do hospital.
Pequenas lojas que vendiam pão, bebidas e outras comodidades foram destruídas em uma tarde.
As autoridades dizem que as construções são ilegais, que os proprietários não pagam taxas. Que os clandestinos transformaram partes de Juba em autênticos bairros de lata.
É verdade!
Mas também é verdade que em Juba não há emprego para todos e o comércio paralelo ou ilegal é um meio mais honesto de sobrevivência que a violência e o roubo. Que infelizmente estão a crescer.
Juba é um lugar complexo, com gente a chegar todos os dias à última fronteira do «oeste selvagem» onde se faz muito dinheiro com pouco investimento e a corrupção é a palavra de ordem!
Juba é sobretudo uma cidade muito cara onde a sobrevivência custa muito dinheiro.
O Estado tem todo o direito em ordenar a cidade.
Juba é um lugar complexo, com gente a chegar todos os dias à última fronteira do «oeste selvagem» onde se faz muito dinheiro com pouco investimento e a corrupção é a palavra de ordem!
Juba é sobretudo uma cidade muito cara onde a sobrevivência custa muito dinheiro.
O Estado tem todo o direito em ordenar a cidade.
Mas também tem a obrigação de dar alternativas aos comerciantes despejados.
O Estado tem obrigações morais em relação aos cidadãos. Não basta dar uma semana de aviso e deitar por terra um lugar que custou esforço, dinheiro e muitos sonhos.
O Estado tem responsabilidades!
28 de janeiro de 2009
CALÇAS 2
Elizabeth Wilson, 18 anos, está a estagiar na redacção da Cadeia Católica de Rádios do Sudão há dois meses.
Ontem enviei-a à sede do Governo do Estado de Central Equatoria para recolher informação sobre o novo programa «Keep Juba Clean» (Mantenha Juba limpa) lançado pela administração estatal.
Uma hora depois a Elizabeth regressou à redacção muito abalada e com as mãos a abanar.
Tudo porque um recepcionista em excesso de zelo impediu-a de entrevistar o ministro da tutela por … vestir calças.
O funcionário disse-lhe que há uma lei em Central Equatoria que proíbe as mulheres usar calças e que tais peças de vestuário deveriam ser destruídas.
Se Elizabeth queria entrevistar o ministro, deveria regressar a casa, pôr uma saia e voltar.
Os efeitos da Lei Islâmica ainda se fazem sentir no Sul do Sudão apesar de a Lei ter sido abolida no Sul a 9 de Janeiro de 2005!
Ontem enviei-a à sede do Governo do Estado de Central Equatoria para recolher informação sobre o novo programa «Keep Juba Clean» (Mantenha Juba limpa) lançado pela administração estatal.
Uma hora depois a Elizabeth regressou à redacção muito abalada e com as mãos a abanar.
Tudo porque um recepcionista em excesso de zelo impediu-a de entrevistar o ministro da tutela por … vestir calças.
O funcionário disse-lhe que há uma lei em Central Equatoria que proíbe as mulheres usar calças e que tais peças de vestuário deveriam ser destruídas.
Se Elizabeth queria entrevistar o ministro, deveria regressar a casa, pôr uma saia e voltar.
Os efeitos da Lei Islâmica ainda se fazem sentir no Sul do Sudão apesar de a Lei ter sido abolida no Sul a 9 de Janeiro de 2005!
26 de janeiro de 2009
VATICANO/YOUTUBE
O Vaticano está desde sexta-feira no YouTube.
O Papa disse no Domingo esperar que este novo serviço ajude aqueles «que têm ainda que encontrar uma resposta para as suas ânsias espirituais.
Bento XVI acrescentou que o uso inteligente das tecnologias de comunicação permite comunidades serem formadas em maneiras que promovem a procura da verdade, do bem e do belo, ultrapassando fronteiras geográficas e divisões étnicas.
O Santo Padre sublinhou esperar que esta nova iniciativa enriqueça um grande número de pessoas – incluindo os que têm ainda que encontrar uma resposta para as suas ânsias espirituais – através do conhecimento e amor de Jesus Cristo, cuja mensagem de Boa Nova a Igreja carrega até aos confins da terra.
O Papa disse no Domingo esperar que este novo serviço ajude aqueles «que têm ainda que encontrar uma resposta para as suas ânsias espirituais.
Bento XVI acrescentou que o uso inteligente das tecnologias de comunicação permite comunidades serem formadas em maneiras que promovem a procura da verdade, do bem e do belo, ultrapassando fronteiras geográficas e divisões étnicas.
O Santo Padre sublinhou esperar que esta nova iniciativa enriqueça um grande número de pessoas – incluindo os que têm ainda que encontrar uma resposta para as suas ânsias espirituais – através do conhecimento e amor de Jesus Cristo, cuja mensagem de Boa Nova a Igreja carrega até aos confins da terra.
O lançamento do canal do Vaticano no YouTube coincidiu com a apresentação da Mensagem do Papa Bento para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que se celebrará a . A mensagem reflecte sobre as novas tecnologias que transformaram a Internet num recurso de suma importância, especialmente para a chamada geração digital.
24 de janeiro de 2009
23 de janeiro de 2009
DUSK
© JVieira Night that to the stars
says ‘Open’, to other
flowers, to this lily
in particular, says:
‘Shut’. I was in bud
once, clenched on
a thought, until day
dawned, peeled back
my petals; I was all
stamen. Love came to me
for my pollen, made
honey in a brief
comb. Was it a day,
a year? Night that has
kept its distance,
that says to the blossom
in a dark orchard
‘Open’, says now
to me here ‘Close’.
21 de janeiro de 2009
OBAMA
Muntasser Jacob decidiu baptizar a sua barbearia com o nome do 44.º presidente dos Estados Unidos, e o primeiro negro a ocupar a Casa Branca desde ontem.
Em Juba, as camisolas com a foto de Barack Obama são o último grito da moda e um bom negócio para os vendedores ambulantes.
O Sr. Jacob disse que tinha pensado dar o nome de Barack Obama ao seu estabelecimento mesmo antes das eleições norte-americanas, mas achou melhor esperar pelos resultados das presidenciais.
Ele disse que nunca poria o nome John McCain à sua barbearia caso o senador republicano tivesse ganho a presidência.
O Sudão está na lista americana dos países patrocinadores do terrorismo desde 1993 e sujeito a sanções económicas desde 1997 devido ao genocídio do Darfur.
O Sudão espera que a administração Obama inaugure uma nova época nas ralações bilaterais entre os dois países.
Mas Hillary Clinton prometeu apertar ainda mais o garrote a Cartum em relação ao Darfur. Durante a audiência no Senado para confirmar a sua nomeação como chefe da diplomacia norte-americana, a Sr.ª Clinton admitiu agravar as sanções económicas e criar zonas interditas a voos militares e santuários no Darfur caso Cartum não ponha termo à crise humanitária na província Oeste.
19 de janeiro de 2009
LMC
Pawel Szalowski e Agneszka Szalowska são um casal de Leigos Missionários Combonianos (LMC) que chegaram a Juba a 20 de Dezembro para dois anos de serviço missionário.
O Pawel tem 36 anos, é músico por formação e apresentador de rádio. Está a trabalhar na Rádio Bakhita, ajudando os funcionários a melhorar a sua prestação em técnicas de gravação e estúdio. Vai dirigir o centro de formação da Rede Católica de Rádios do Sudão.
A Agnes tem 28 anos e é professora especializada no trabalho com crianças surdas e mudas. Vai trabalhar numa instituição que acolhe e recupera crianças com deficiência.
Agnes e Pawel estão casados há mais de dois anos e já fizeram voluntariado na Albânia.
Bem-vindos!
O Pawel tem 36 anos, é músico por formação e apresentador de rádio. Está a trabalhar na Rádio Bakhita, ajudando os funcionários a melhorar a sua prestação em técnicas de gravação e estúdio. Vai dirigir o centro de formação da Rede Católica de Rádios do Sudão.
A Agnes tem 28 anos e é professora especializada no trabalho com crianças surdas e mudas. Vai trabalhar numa instituição que acolhe e recupera crianças com deficiência.
Agnes e Pawel estão casados há mais de dois anos e já fizeram voluntariado na Albânia.
Bem-vindos!
18 de janeiro de 2009
SAPATOS
17 de janeiro de 2009
GAZA
From the Church of God in Gaza
To the beloved Saints in Palestine and the world
The grace of our Lord Jesus Christ, the love of God and the fellowship of the Holy Spirit be with you all.
From the valley of tears, from Gaza that is sinking in its blood, the blood that has strangled the joy in the hearts of one and a half million inhabitants, I send you this message of faith and hope. But the message of love is imprisoned; choked in our throats as Christians; we do not venture to even say it to ourselves. The priests of the Church today are raising hope as a banner, so that God will have mercy on us and have compassion on us and keep a remnant for himself in Gaza so that the light of Christ that was lit by Deacon Philip at the establishment of the church will not be extinguished and continue to shine in Gaza. May Christ's compassion revive our love for God even though it is currently in "intensive care".
I announce to you from the heart of the father and priest, the death of the daughter of our school in Holy Family, the dear, Christine Wadi al-Turk, the first Christian to die in the war. Christine was in the tenth grade in our school and she died this morning, Friday, January 2, 2009 as a result of fear and the cold. The windows in her home were open to protect the children from glass fragments and the missiles that pass above it. The bombing that hit her neighbor's home caused her whole body to shake in horror. She could not bear all this, so she went to complain to her Creator about her situation and request a home and a refuge where there is no crying, screaming or wailing, but joy and happiness.
Our brothers and sisters in Christ Jesus,
What you see on television and what you hear is not all of the harsh reality experienced by our people in Gaza. The television and radio cannot transmit the whole truth because of its immensity in our land. The bitter siege on Gaza has become a hurricane that is growing every hour until it has become a war crime, a crime against humanity. If the people of Gaza are now presenting their tragedy to the court of conscience of every human, who has "goodwill", the time to come is the time of God's just court.
The children of Gaza and their parents are sleeping in the corridors of their home, if there are any, or in the toilets and bathrooms for their protection. They are trembling with fear at every voice, movement and bombardment and the heavy shelling of the F-16 planes.
It is true that these planes in most of their flights so far, have targeted the main government and Hamas headquarters, but all of these headquarters are near people's homes, and are not more than 6 meters away, which is the legal distance between buildings. Therefore, people's homes have been severely damaged and many children have died because of this. Our children are living in a state of trauma and fear. They are sick from it and for other reasons such as the lack of food, malnutrition, poverty and the cold...
As for the tragedies that are occurring in the hospitals, you can say what you like. These hospitals did not have basic first aid before the war and now thousands of the wounded and the sick are pouring into the hospitals and they are performing operations in the hospital corridors. Many of them are sent to the Rafah crossing to Egypt, those who pass may not return as they die on the way and the situation of the people in the hospitals is frightening and sad, hysteric.
I would like to tell you a story that happened in the hospital with the Abdel Latif family. One of her sons had disappeared during the first bombing and his family looked for him, but did not find him on the first or the second day of the war. On the third day, while the family was walking around the hospital, they came upon the Jaradah family who were surrounding one of their injured sons who was disfigured. This injured young man had had one of his legs amputated, his face was disfigured, not because of the aircraft shelling, but because glass had fallen on him while he was in the hospital after the planes had bombed part of it. The Abdel Latif family approached the Jaradah family to console them, and when they approached the injured man, Mr. Abdel Latif discovered that he was his son and not the son of the Jaradah family. Amid the family controversy, they waited for the wounded man to wake up and say his name so that the Abdel Latif family would take him...
I summarize my letter to you by lifting our suffering to God and to you. Our people in Gaza are treated like animals in a zoo, they eat but remain hungry, they cry, but no one wipes their tears. There is no water, no electricity, no food, but fear, terror and blockade ... Yesterday the bakery refused to give me bread. The reason being that the baker refused to feed me with flour that is not worthy of humans so that he will not disrespect my priesthood. The good flour had finished, and what flour he had was inappropriate for human consumption. I have avowed to not eat bread for the duration of this war.
We want you to raise your continuous prayers to God, and not to hold a mass or service without remembering the suffering of Gaza before God. I am sending short messages from the Bible to our parishioners to increase the hope in their hearts. We have all agreed to pray this prayer at the top of every hour: "O Lord of peace rain peace on us, O Lord of peace, grant peace to our land. Have mercy, O Lord, on your people and do not keep us in enmity forever. Please stand with us now and sing this prayer with us.
Your prayers with us move the whole world and teach it that any love that is prevented from reaching your brothers and sisters in Gaza is not the love of Christ and the Church. The love of Christ and the Church does not recognize political and social barriers, wars and so on. When your love reaches us, it makes us feel that we, in Gaza, are an integral part of the Holy Catholic and Apostolic Church, and our Muslim brothers and sisters in our midst are our people and our destiny, we have what they have and we suffer like they do, we are all the people of Palestine.
In the midst of all this, our people in Gaza remain rejecting war as a means for peace and confirming that the road to peace is peace. We in Gaza are steadfast and have resolution in our eyes: "between slavery and death, we have no choice." We want to live to praise the Lord in Palestine and witness for Christ, we want to live for Palestine, not die for it, but if death is imposed on us, we will not die except honest, brave and strong. We join you in your prayers so that Christ may give us His real peace, so that "The wolf will live with the lamb, the leopard will lie down with the goat, the calf and the lion and the yearling together; and a little child will lead them ( Isaiah 11:6)."
The peace of Christ, that peace to which you are called to be one body be with all of you and protect you. Amen.
To the beloved Saints in Palestine and the world
The grace of our Lord Jesus Christ, the love of God and the fellowship of the Holy Spirit be with you all.
From the valley of tears, from Gaza that is sinking in its blood, the blood that has strangled the joy in the hearts of one and a half million inhabitants, I send you this message of faith and hope. But the message of love is imprisoned; choked in our throats as Christians; we do not venture to even say it to ourselves. The priests of the Church today are raising hope as a banner, so that God will have mercy on us and have compassion on us and keep a remnant for himself in Gaza so that the light of Christ that was lit by Deacon Philip at the establishment of the church will not be extinguished and continue to shine in Gaza. May Christ's compassion revive our love for God even though it is currently in "intensive care".
I announce to you from the heart of the father and priest, the death of the daughter of our school in Holy Family, the dear, Christine Wadi al-Turk, the first Christian to die in the war. Christine was in the tenth grade in our school and she died this morning, Friday, January 2, 2009 as a result of fear and the cold. The windows in her home were open to protect the children from glass fragments and the missiles that pass above it. The bombing that hit her neighbor's home caused her whole body to shake in horror. She could not bear all this, so she went to complain to her Creator about her situation and request a home and a refuge where there is no crying, screaming or wailing, but joy and happiness.
Our brothers and sisters in Christ Jesus,
What you see on television and what you hear is not all of the harsh reality experienced by our people in Gaza. The television and radio cannot transmit the whole truth because of its immensity in our land. The bitter siege on Gaza has become a hurricane that is growing every hour until it has become a war crime, a crime against humanity. If the people of Gaza are now presenting their tragedy to the court of conscience of every human, who has "goodwill", the time to come is the time of God's just court.
The children of Gaza and their parents are sleeping in the corridors of their home, if there are any, or in the toilets and bathrooms for their protection. They are trembling with fear at every voice, movement and bombardment and the heavy shelling of the F-16 planes.
It is true that these planes in most of their flights so far, have targeted the main government and Hamas headquarters, but all of these headquarters are near people's homes, and are not more than 6 meters away, which is the legal distance between buildings. Therefore, people's homes have been severely damaged and many children have died because of this. Our children are living in a state of trauma and fear. They are sick from it and for other reasons such as the lack of food, malnutrition, poverty and the cold...
As for the tragedies that are occurring in the hospitals, you can say what you like. These hospitals did not have basic first aid before the war and now thousands of the wounded and the sick are pouring into the hospitals and they are performing operations in the hospital corridors. Many of them are sent to the Rafah crossing to Egypt, those who pass may not return as they die on the way and the situation of the people in the hospitals is frightening and sad, hysteric.
I would like to tell you a story that happened in the hospital with the Abdel Latif family. One of her sons had disappeared during the first bombing and his family looked for him, but did not find him on the first or the second day of the war. On the third day, while the family was walking around the hospital, they came upon the Jaradah family who were surrounding one of their injured sons who was disfigured. This injured young man had had one of his legs amputated, his face was disfigured, not because of the aircraft shelling, but because glass had fallen on him while he was in the hospital after the planes had bombed part of it. The Abdel Latif family approached the Jaradah family to console them, and when they approached the injured man, Mr. Abdel Latif discovered that he was his son and not the son of the Jaradah family. Amid the family controversy, they waited for the wounded man to wake up and say his name so that the Abdel Latif family would take him...
I summarize my letter to you by lifting our suffering to God and to you. Our people in Gaza are treated like animals in a zoo, they eat but remain hungry, they cry, but no one wipes their tears. There is no water, no electricity, no food, but fear, terror and blockade ... Yesterday the bakery refused to give me bread. The reason being that the baker refused to feed me with flour that is not worthy of humans so that he will not disrespect my priesthood. The good flour had finished, and what flour he had was inappropriate for human consumption. I have avowed to not eat bread for the duration of this war.
We want you to raise your continuous prayers to God, and not to hold a mass or service without remembering the suffering of Gaza before God. I am sending short messages from the Bible to our parishioners to increase the hope in their hearts. We have all agreed to pray this prayer at the top of every hour: "O Lord of peace rain peace on us, O Lord of peace, grant peace to our land. Have mercy, O Lord, on your people and do not keep us in enmity forever. Please stand with us now and sing this prayer with us.
Your prayers with us move the whole world and teach it that any love that is prevented from reaching your brothers and sisters in Gaza is not the love of Christ and the Church. The love of Christ and the Church does not recognize political and social barriers, wars and so on. When your love reaches us, it makes us feel that we, in Gaza, are an integral part of the Holy Catholic and Apostolic Church, and our Muslim brothers and sisters in our midst are our people and our destiny, we have what they have and we suffer like they do, we are all the people of Palestine.
In the midst of all this, our people in Gaza remain rejecting war as a means for peace and confirming that the road to peace is peace. We in Gaza are steadfast and have resolution in our eyes: "between slavery and death, we have no choice." We want to live to praise the Lord in Palestine and witness for Christ, we want to live for Palestine, not die for it, but if death is imposed on us, we will not die except honest, brave and strong. We join you in your prayers so that Christ may give us His real peace, so that "The wolf will live with the lamb, the leopard will lie down with the goat, the calf and the lion and the yearling together; and a little child will lead them ( Isaiah 11:6)."
The peace of Christ, that peace to which you are called to be one body be with all of you and protect you. Amen.
Your Brother, Father Manuel Mussallam
Priest of the Catholic Church in Gaza
Priest of the Catholic Church in Gaza
January 12, 2008
16 de janeiro de 2009
AFGHANISTAN
«I’m sorry”, Laila said, marvelling at how every Afghan story is marked by death and loss and unimaginable grief. And yet, she sees, people find a way to survive, to go on. Laila thinks of her own life and al that happened to her, and she is astonished she too has survived, that she is alive and sitting in tis taxi listening to this man’s story.»
GAZA

Ajuda a parar o massacre de Gaza! As Em quase três semanas de bombardeamentos diários mais de mil palestinianos e 13 israelitas foram mortos. A maioria das vítimas são civis, mulheres e crianças.
É tempo de dizer «BASTA!». Junta a tua voz à de milhares e milhares de cidadãos do mundo exigindo um cessar-fogo imediato e a protecção de civis através de uma petição ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, União Europeia, Liga Árabe e EUA.
O texto da petição é o seguinte:
«Nós exortamos-vos a actuar imediatamente para assegurar um cessar-fogo global na Faixa de Gaza, proteger civis em ambos os lados, e responder à crise humana crescente. Somente através de uma acção internacional robusta e vigilante se pode parar o derramamento de sangue, abrir os pontos de passagem de Gaza com segurança e conseguir progresso real para uma paz mais abrangente em 2009.»
Assina aqui.
9 de janeiro de 2009
8 de janeiro de 2009
PRESENTE

- Estouuuu... É da Polícia?
- É sim. Em que posso ajudá-lo?
- Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli. Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira para a larera.
- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.
No dia seguinte os agentes da Polícia estavam em casa do Manel. Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha, e abriram à machadada os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma.
Praguejaram e foram-se embora.
Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.
- Ó Maneli, já aí foram os tipos da polícia?
- Já.
- E racharam-te a lenha toda?
- Sim
- Então feliz natal, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!
- É sim. Em que posso ajudá-lo?
- Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli. Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira para a larera.
- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.
No dia seguinte os agentes da Polícia estavam em casa do Manel. Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha, e abriram à machadada os toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma.
Praguejaram e foram-se embora.
Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.
- Ó Maneli, já aí foram os tipos da polícia?
- Já.
- E racharam-te a lenha toda?
- Sim
- Então feliz natal, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!
Obrigado, Amélia, por esta jóia!
1 de janeiro de 2009
2009
2009 chegou a Juba com estrondo.
Fui acordado por voltas das 6h00 pelo cantar desenfreado de armas ligeiras à volta da nossa casa. Um tiroteio impressionante.
A princípio pensei que se tratasse de um ataque dos rebeldes ugandeses do LRA ou de algum levantamento de soldados com salários em atraso. O presidente do Sul do Sudão e muitos dos seus ministros são nossos vizinhos.
Por outro lado, só ouvia o cantar de armas ligeiras. Nada de bazucas ou granadas. E não se ouvia ninguém a gritar ou barulho de passos.
Telefonei a um amigo da segurança da ONU a perguntar o que se passava. Disse-me que o tiroteio era para festejar o Ano Novo e o Dia da Independência.
Os «festejos» demoraram quase uma hora e deixaram pelo menos cinco mortos e um menino de três anos com uma bala no abdómen – a informação que recolhi das urgências do Hospital às 11h00.
Não me assustei muito com a «festa das metralhadoras», porque o nosso recinto está protegido por um muro alto de tijolos de barro, uma boa barreira contra balas perdidas.
De resto, o ano novo foi acolhido em estilo pelos habitantes da Comboni House: irmãs, irmãos, padres e um casal de leigos polacos que estão connosco desde o Natal.
Às 21h00 fizemos uma vigília de oração agradecendo o ano velho e acolhendo o ano novo como tempos de graça e salvação.
No final fizemos um pequeno convívio com alguns acepipes e um bolo.
Depois fui celebrar a missa da meia-noite à paróquia de S. José Operário num ambiente tranquilo e recolhido.
No fim, os Salesianos convidaram-nos a mim e às duas irmãs que foram comigo para comermos uma fatia de bolo e bebermos uma cerveja.
Voltei a casa às 2h30.
Hoje passei parte do dia na Rádio Bakhita e um bocadinho com alguns amigos, porque a vida também se celebra.
Feliz Ano novo para ti!
Fui acordado por voltas das 6h00 pelo cantar desenfreado de armas ligeiras à volta da nossa casa. Um tiroteio impressionante.
A princípio pensei que se tratasse de um ataque dos rebeldes ugandeses do LRA ou de algum levantamento de soldados com salários em atraso. O presidente do Sul do Sudão e muitos dos seus ministros são nossos vizinhos.
Por outro lado, só ouvia o cantar de armas ligeiras. Nada de bazucas ou granadas. E não se ouvia ninguém a gritar ou barulho de passos.
Telefonei a um amigo da segurança da ONU a perguntar o que se passava. Disse-me que o tiroteio era para festejar o Ano Novo e o Dia da Independência.
Os «festejos» demoraram quase uma hora e deixaram pelo menos cinco mortos e um menino de três anos com uma bala no abdómen – a informação que recolhi das urgências do Hospital às 11h00.
Não me assustei muito com a «festa das metralhadoras», porque o nosso recinto está protegido por um muro alto de tijolos de barro, uma boa barreira contra balas perdidas.
De resto, o ano novo foi acolhido em estilo pelos habitantes da Comboni House: irmãs, irmãos, padres e um casal de leigos polacos que estão connosco desde o Natal.
Às 21h00 fizemos uma vigília de oração agradecendo o ano velho e acolhendo o ano novo como tempos de graça e salvação.
No final fizemos um pequeno convívio com alguns acepipes e um bolo.
Depois fui celebrar a missa da meia-noite à paróquia de S. José Operário num ambiente tranquilo e recolhido.
No fim, os Salesianos convidaram-nos a mim e às duas irmãs que foram comigo para comermos uma fatia de bolo e bebermos uma cerveja.
Voltei a casa às 2h30.
Hoje passei parte do dia na Rádio Bakhita e um bocadinho com alguns amigos, porque a vida também se celebra.
Feliz Ano novo para ti!
30 de dezembro de 2008
LRA
Os rebeldes ugandeses do LRA (Exército de Resistência do Senhor) massacraram mais de 400 congoleses desde o Natal e cerca de 20 mil pessoas refugiaram-se nas montanhas para escapar à onda de morte no nordeste congolês.
Bruno Mitewo, o presidente da Caritas Congolesa, disse à BBC que os rebeldes mataram 150 civis em Faradje, quase 75 em Duru e 215 em Duruma, aldeias ao longo da fronteira com o Sul do Sudão.
Mitewo disse que as vítimas foram mortas à catanada e à paulada ou queimadas vivas.
O porta-voz do LRA, David Nekorach Matsanga negou que os rebeldes sejam os autores das atrocidades.
As forças armadas do Uganda, RD Congo e Sul do Sudão têm atacado campos do LRA na floresta de Garamba, no nordeste do Congo, desde o dia 14 de Dezembro.
Especialistas vêem os massacres como retaliação pelos ataques aéreos e terrestres às bases dos guerrilheiros.
Os elementos do LRA - cerca de 650 - foram acantonados na fronteira entre o sul do Sudão e a RD Congo há dois anos no início das conversações de paz em Juba entre os rebeldes e o governo ugandês.
As conversações, mediadas pelo vice-presidente do Sul do Sudão, foram concluídas em Abril, mas Joseph Kony, o líder rebelde, recusou-se a assinar o acordo final de paz exigindo a revogação do mandado de captura que o Tribunal penal Internacional passou em seu nome.
Fontes bem colocadas asseguram-me que o que Kony quer é que os negociadores dupliquem a compensação económica pela sua assinatura.
Bruno Mitewo, o presidente da Caritas Congolesa, disse à BBC que os rebeldes mataram 150 civis em Faradje, quase 75 em Duru e 215 em Duruma, aldeias ao longo da fronteira com o Sul do Sudão.
Mitewo disse que as vítimas foram mortas à catanada e à paulada ou queimadas vivas.
O porta-voz do LRA, David Nekorach Matsanga negou que os rebeldes sejam os autores das atrocidades.
As forças armadas do Uganda, RD Congo e Sul do Sudão têm atacado campos do LRA na floresta de Garamba, no nordeste do Congo, desde o dia 14 de Dezembro.
Especialistas vêem os massacres como retaliação pelos ataques aéreos e terrestres às bases dos guerrilheiros.
Os elementos do LRA - cerca de 650 - foram acantonados na fronteira entre o sul do Sudão e a RD Congo há dois anos no início das conversações de paz em Juba entre os rebeldes e o governo ugandês.
As conversações, mediadas pelo vice-presidente do Sul do Sudão, foram concluídas em Abril, mas Joseph Kony, o líder rebelde, recusou-se a assinar o acordo final de paz exigindo a revogação do mandado de captura que o Tribunal penal Internacional passou em seu nome.
Fontes bem colocadas asseguram-me que o que Kony quer é que os negociadores dupliquem a compensação económica pela sua assinatura.
28 de dezembro de 2008
PINHEIROS & PISTOLAS
Pinheiros e pistolas foram as vedetas do Natal de Juba.
Os pinheiros de natal, de plástico, e com um toque de neve e luzinhas, foram vendidos por vendedores ambulantes por 12 a 15 euros. Nada mais deslocado do Natal de Juba que pinheiros com neve no Equador.
E os miúdos passaram os dias a seguir ao Natal com pistolas de plástico a estourar fulminantes numa celebração muito esquisita do nascimento do Príncipe da Paz.
Os natais de plástico também chegaram a Juba!
25 de dezembro de 2008
CRIANÇAS-SOLDADOS
Cerca de 6000 crianças, algumas com 11 anos, combatem nas fileiras dos rebeldes e das forças da ordem e milícias aliadas no Darfur, diz a UNICEF.Ted Chaiban, o ex-patrão da UNICEF no Sudão a caminho da Etiópia, disse que o seu organismo colheu provas suficientes para denunciar que tanto os grupos rebeldes JEM (Movimento de Justiça e Igualdade) e a facção SLA (Exército de Libertação do Sudão) de Abdel Wahed Mohamed Ahmed al-Nur como o exército sudanês, a polícia e as milícias aliadas recrutam e usam nos combates menores de 18 anos.
Tudo isto apesar de o Governo Sudanês ter assinado a convenção contra o uso de crianças na guerra.
24 de dezembro de 2008
ALEGRIA - JOY
«Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lucas 2, 10-11).
O Nascimento de Jesus é uma grande alegria para os seropositivos e refugiados congoleses que encontrei em Nzara, Estado de Western Equatoria;
É uma grande alegria para os habitantes martirizados do Darfur, do Kivu, do Zimbabué, da Palestina, do Iraque e do Afeganistão;
É uma grande alegria para as vítimas da crise económica global e das mudanças climatéricas;
É uma grande alegria para os milhões que vivem com menos de setenta cêntimos por dia;
É uma grande alegria para as vítimas da malária, da tuberculose, da diarreia e de outras doenças que se podem combater através da prevenção e com medicamentos baratos;
É uma grande alegria se tu e eu formos alegria e encarnarmos o cuidado e o carinho de Jesus pelos mais pobres e abandonados.
Tu e eu fazemos a diferença!
Feliz Natal para ti.
«Fear not: for, behold, I bring you good tidings of great joy, which shall be to all people. For unto you is born this day a Saviour, which is Christ the Lord» (Lk 2: 10-11).
The birth of Jesus is a great joy to the HIV-AIDS victims and Congolese refugees I met during my retreat in Nzara, Western Equatoria State;
It is a great joy to the suffering peoples of Darfur, Kivu, Zimbabwe, Palestine, Iraq, Afghanistan;
It is a great joy for the victims of the global economic crisis and climate change;
It is a great joy for the millions who live with less than a dollar per day;
It is a great joy for the victims of malaria, TB, diarrhoea and other illnesses that could be cured through prevention and cheep medicines;
It is a great joy if you and me are joy and embody Jesus’ care and tenderness for the poorest and most abandoned.
You and I make the difference.
Happy Christmas to you, my dear!
18 de dezembro de 2008
ALIVE
© JVieira
It is alive. It is you,
God. Looking out I can see
no death. The earth moves, the
sea moves, the wind goes
on its exuberant
journeys. Many creatures
reflect you, the flowers
your colours, the tides the precision
of your calculations. There
is nothing too ample
for you to overflow, nothing
so small that your workmanship
is not revealed. I listen
and it is you speaking.
I find the place where you lay
warm. At night, if I waken,
there are sleepless conurbations
of the stars. The darkness
is the deepening shadow
of your presence; the silence a
process in the metabolism
of the being of love.
God. Looking out I can see
no death. The earth moves, the
sea moves, the wind goes
on its exuberant
journeys. Many creatures
reflect you, the flowers
your colours, the tides the precision
of your calculations. There
is nothing too ample
for you to overflow, nothing
so small that your workmanship
is not revealed. I listen
and it is you speaking.
I find the place where you lay
warm. At night, if I waken,
there are sleepless conurbations
of the stars. The darkness
is the deepening shadow
of your presence; the silence a
process in the metabolism
of the being of love.
RS Thomas
16 de dezembro de 2008
NATAL DE PAZ
Os colegas da missão já se retiraram para o descanso merecido da noite. De kispo ligeiro pelas costas, venho para o pátio da missão. Fico, por uns instantes, a apreciar o tão raro e misterioso silêncio.
Quedo-me a olhar o céu pontilhado de astros. E dou comigo a pensar numa estrela única e sem igual, muito querida e desejada por todos. Não a distingo entre a multidão incontável que enche o firmamento, mas também não faço questão por isso. Não é uma estrela qualquer das que habitam o espaço celeste.
A sua presença não é notória, mas sei que está ali. Esta certeza conforta-me e conduz-me até à mencionada estrela. Ela própria me leva até à gruta onde está aquele que é a esperança do mundo. É um menino de nome Jesus.
Um grupo de pastores tinha apenas entrado. Entre louvores e parabéns, acenei à sua mãe Maria que me pôs à vontade com o recém-nascido. José, seu marido, ficou contente por me ver conversar com o Menino:
«Muita gente fala do Natal, do teu Natal, ó meu pequeno Jesus! Mas a tua mensagem de paz não entra nos seus planos e não tem prioridade na sua vida. De ti apenas sabem o nome, mas já estou a vê-los a bambolear-te de mão em mão, falando de paz como pretexto para a guerra. Porque não inventas a arma da paz como eles inventam as armas da guerra?»
O Menino olhava insistentemente para o alto, sinal claro de um convite que eu resistia em acolher e aceitar.
Disse-lhe: «Não estou mais interessado em olhar para as alturas do céu estrelado onde ficas irreconhecível entre miríades de astros.»
Ele sorriu, apontando ainda na mesma direcção, vencendo a minha teimosia.
Olhei. Estrelas transformavam-se em letras do alfabeto e, deslocando-se, procuravam um lugar no arranjo das palavras que se liam no céu: «Gloria a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade.»
Verso do Livro Santo que une a terra ao céu na melodia celestial que os anjos cantavam sem interrupção.
Agora que o dia de Natal está mesmo à porta, penso em Saná, uma menina de sete anos que vive aqui em Nyala, Sul do Darfur.
Ela sabe que Deus não ama a guerra e que nos enviou a prenda mais bela: Jesus, o Príncipe da Paz. Se ao menos o mundo tivesse em consideração a pergunta que a pequena Saná, alguns dias atrás, me pousou: «Porquê a paz está a demorar tanto em chegar?»!
Naquele dia, enquanto esperava uma resposta para a sua pergunta, Saná aprendeu uma nova oração que, a seguir, rezou com o seu grupo de catequese: «Destrói, ó Deus, os muros do ódio, entre as nações; aclara o caminho para aqueles que trabalham pela paz.»
Votos de um santo e feliz Natal e próspero ano novo, repleto de paz!
Quedo-me a olhar o céu pontilhado de astros. E dou comigo a pensar numa estrela única e sem igual, muito querida e desejada por todos. Não a distingo entre a multidão incontável que enche o firmamento, mas também não faço questão por isso. Não é uma estrela qualquer das que habitam o espaço celeste.
A sua presença não é notória, mas sei que está ali. Esta certeza conforta-me e conduz-me até à mencionada estrela. Ela própria me leva até à gruta onde está aquele que é a esperança do mundo. É um menino de nome Jesus.
Um grupo de pastores tinha apenas entrado. Entre louvores e parabéns, acenei à sua mãe Maria que me pôs à vontade com o recém-nascido. José, seu marido, ficou contente por me ver conversar com o Menino:
«Muita gente fala do Natal, do teu Natal, ó meu pequeno Jesus! Mas a tua mensagem de paz não entra nos seus planos e não tem prioridade na sua vida. De ti apenas sabem o nome, mas já estou a vê-los a bambolear-te de mão em mão, falando de paz como pretexto para a guerra. Porque não inventas a arma da paz como eles inventam as armas da guerra?»
O Menino olhava insistentemente para o alto, sinal claro de um convite que eu resistia em acolher e aceitar.
Disse-lhe: «Não estou mais interessado em olhar para as alturas do céu estrelado onde ficas irreconhecível entre miríades de astros.»
Ele sorriu, apontando ainda na mesma direcção, vencendo a minha teimosia.
Olhei. Estrelas transformavam-se em letras do alfabeto e, deslocando-se, procuravam um lugar no arranjo das palavras que se liam no céu: «Gloria a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade.»
Verso do Livro Santo que une a terra ao céu na melodia celestial que os anjos cantavam sem interrupção.
Agora que o dia de Natal está mesmo à porta, penso em Saná, uma menina de sete anos que vive aqui em Nyala, Sul do Darfur.
Ela sabe que Deus não ama a guerra e que nos enviou a prenda mais bela: Jesus, o Príncipe da Paz. Se ao menos o mundo tivesse em consideração a pergunta que a pequena Saná, alguns dias atrás, me pousou: «Porquê a paz está a demorar tanto em chegar?»!
Naquele dia, enquanto esperava uma resposta para a sua pergunta, Saná aprendeu uma nova oração que, a seguir, rezou com o seu grupo de catequese: «Destrói, ó Deus, os muros do ódio, entre as nações; aclara o caminho para aqueles que trabalham pela paz.»
Votos de um santo e feliz Natal e próspero ano novo, repleto de paz!
Feliz da Costa Martins - Missionário Comboniano - Nyala - Darfur (Sudão)
14 de dezembro de 2008
MELHORAS
© JVieira
O Hospital Escolar de Juba registou nítidas melhoras no atendimento de urgências através de quatro meses de formação intensiva para pessoal de enfermagem.
Em Julho, 5,5 por cento dos pacientes admitidos no bloco de urgências acabavam por morrer. Quatro meses depois, o índice de mortalidade baixou para 4,5 por cento.
Metade das mortes ocorriam durante as primeiras 24 horas de internamento enquanto que agora só 28 por cento morre durante o dia um, uma redução de 40 por cento.
A melhoria no atendimento registou-se depois de uma série de cursos para 120 enfermeiros e enfermeiras sobre reconhecimento de sinais vitais em pacientes instáveis.
Os seminários foram ministrado por dois médicos do St. Mary’s Hospital, Ilha de Wight, Inglaterra através de um protocolo de cooperação entre os dois hospitais, o St.Mary’s-Juba Link.
Os doutores David Attword e James Ayrton empenharam-se na formação e motivação do pessoal de enfermagem durante os quatro meses que permaneceram em Juba e os resultados estão à vista! Parabéns, pois.
Os dois médicos regressaram no sábado a casa. Em Março, um novo grupo de agentes de saúde deve vir a Juba para continuar o trabalho de capacitação do pessoal de enfermagem do hospital.
O Hospital Escolar de Juba registou nítidas melhoras no atendimento de urgências através de quatro meses de formação intensiva para pessoal de enfermagem.
Em Julho, 5,5 por cento dos pacientes admitidos no bloco de urgências acabavam por morrer. Quatro meses depois, o índice de mortalidade baixou para 4,5 por cento.
Metade das mortes ocorriam durante as primeiras 24 horas de internamento enquanto que agora só 28 por cento morre durante o dia um, uma redução de 40 por cento.
A melhoria no atendimento registou-se depois de uma série de cursos para 120 enfermeiros e enfermeiras sobre reconhecimento de sinais vitais em pacientes instáveis.
Os seminários foram ministrado por dois médicos do St. Mary’s Hospital, Ilha de Wight, Inglaterra através de um protocolo de cooperação entre os dois hospitais, o St.Mary’s-Juba Link.
Os doutores David Attword e James Ayrton empenharam-se na formação e motivação do pessoal de enfermagem durante os quatro meses que permaneceram em Juba e os resultados estão à vista! Parabéns, pois.
Os dois médicos regressaram no sábado a casa. Em Março, um novo grupo de agentes de saúde deve vir a Juba para continuar o trabalho de capacitação do pessoal de enfermagem do hospital.
12 de dezembro de 2008
PRECONCEITOS

A edição mais recente do «Oxford University Press Junior Dictionary» deixou de fora um número de palavras relacionadas com o cristianismo.
Abadia, altar, bispo, capela, baptismo, discípulo, ministro, mosteiro, monge, freira, convento, paróquia, banco da igreja, salmo, púlpito, santo, pecado, demónio e vigário não aparecem na nova compilação de palavras para os mais novos.
Os editores do dicionário justificam-se, dizendo que a prática religiosa baixou e a sociedade é multi-cultural.
A compilação também ignorou palavras relacionadas com o ambiente, plantas e animais, e inseriu novos termos como alergia, currículo, celebridade e «MP3 player».
Abadia, altar, bispo, capela, baptismo, discípulo, ministro, mosteiro, monge, freira, convento, paróquia, banco da igreja, salmo, púlpito, santo, pecado, demónio e vigário não aparecem na nova compilação de palavras para os mais novos.
Os editores do dicionário justificam-se, dizendo que a prática religiosa baixou e a sociedade é multi-cultural.
A compilação também ignorou palavras relacionadas com o ambiente, plantas e animais, e inseriu novos termos como alergia, currículo, celebridade e «MP3 player».
11 de dezembro de 2008
CERVEJEIRA
Juba prepara-se para provar a primeira cerveja produzida na região depois da guerra civil e do fim da islamização.A cervejeira sul-africana SABMill apresentou ao público a Southern Sudan Beverages Limited, um investimento na ordem dos 30 milhões de euros, que vai fabricar cervejas e refrigerantes.
A companhia conta pôr no mercado a primeira cerveja do sul do Sudão do pós-guerra em Fevereiro. O produto ainda não tem nome.
A sala de engarrafamento pode encher 12.800 garrafas (6400 litros) numa hora.
A SABMiller disse à Rádio Bakhita que vai empregar 250 sudaneses e fornecer diariamente a comunidade local com 5000 litros de água potável. Aliás, o governo local vai receber dividendos da cervejeira em troca do terreno para a fábrica.
Em 1983, a Lei Islâmica foi alargada ao Sul do Sudão e a produção e consumo de álcool proibidos nas áreas controladas pelo Governo.
Em 2005, o acordo de paz entre o governo e os rebeldes do sul, estabeleceu um estado dois sistemas e a venda de bebidas alcoólicas foi despenalizada nesta parte.
Até agora, a cerveja – cara – vem sobretudo do Uganda e do Quénia, mas também se pode encontrar marcas internacionais em lata.
A cervejeira do Sul do Sudão conta vender os seus produtos a preços mais acessíveis.
10 de dezembro de 2008
DIREITOS HUMANOS
Em Juba a efeméride foi marcada com um debate sobre os direitos humanos no Sul do Sudão.
O vice-president da Comissão de Direitos Humanos no Sudão disse que o rapto de crianças e a violação de meninas e mulheres - devido às armas ligeiras nas mãos de civis - são os atentados mais graves contra os direitos humanos.
Mas esqueceu-se dos salários em atraso, das dificuldades tremendas no acesso à saúde, educação, água potável, à informação. E os casos de corrupção e desvio de dinheiro. A semana passada um sudanês do sul foi apanhado em Heathrow com três milhões de dólares na bagagem. E diz-se conselheiro presidencial!
7 de dezembro de 2008
CARTA À ALICE
Querida Alice, minha boa amiga,
Serve esta carta para lhe agradecer «A Vida nas Palavras de Inês Tavares».
Serve esta carta para lhe agradecer «A Vida nas Palavras de Inês Tavares».
Que registo tão atento e terno das e-moções da adolescência de hoje através do olhar profundo de uma avó tão observante!
A Inês foi a minha companhia durante o voo entre Juba e Nzara, um momento de puro encanto com um grande sorriso nos lábios. Uma hora e meia que passou num instante. Nem sequer dei conta das sacudidelas do «Caravan» tão entretido estava a desenrolar o novelo de um ano na vida da Inês.
A narrativa é empolgante, lisa, de uma simplicidade de encantar e cheia de detalhes e observações surpreendentes. A começar pela linguagem.
Uma viagem guiada ao mundo singular da adolescência – ou será «aborrescência»?
Boa amiga, só tenho um adjectivo para qualificar o diário da Inês: GOSTEI MUITO!
Faça-me um favor: continue a surpreender-nos com a sua excelente escrita, mas cuide de si.
Xi-coração.
A Inês foi a minha companhia durante o voo entre Juba e Nzara, um momento de puro encanto com um grande sorriso nos lábios. Uma hora e meia que passou num instante. Nem sequer dei conta das sacudidelas do «Caravan» tão entretido estava a desenrolar o novelo de um ano na vida da Inês.
A narrativa é empolgante, lisa, de uma simplicidade de encantar e cheia de detalhes e observações surpreendentes. A começar pela linguagem.
Uma viagem guiada ao mundo singular da adolescência – ou será «aborrescência»?
Boa amiga, só tenho um adjectivo para qualificar o diário da Inês: GOSTEI MUITO!
Faça-me um favor: continue a surpreender-nos com a sua excelente escrita, mas cuide de si.
Xi-coração.
1 de dezembro de 2008
MARES D’ALMA
A vida é o espaço que medeia entre seio da Mãe – de onde viemos – e o seio de Deus – para onde vamos.O Mar é também o grande seio onde o milagre da vida aconteceu. Faz-nos lembrar as origens e o fim! É refúgio, inspiração, paz.
Não admira, portanto, que o Mar tenha um lugar tão importante na poesia, nos faça sentir tão bem.
E que esteja tão presente nos poemas da Elsa. Porque o Mar é o seio da saudade, utópico, virtual onde «encontrarei sempre aquilo que busco nos outros e não encontro.»
Elsa, disse-te desde o princípio que aprecio os teus «poemas escondidos». Têm vida, garra, força. E estou muito feliz por dares «a cara» àquilo que de tão profundo deste à luz.
Obrigado pelo «Mares d’Alma» que hoje deste ao mundo e por metes envolvido nesse projecto através da foto da capa e sobretudo pelos poemas que me foste enviando.
Um abraço cheio de carinho de parabéns!
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