31 de outubro de 2008
PAUL
Paul Wagbia é um irmão comboniano que esteve a trabalhar na Rádio Bakhita durante os últimos três meses. Esta manhã partiu para Mapuordit, diocese de Rumbek, em Lakes State, onde vai ensinar religião e moral na escola secundária daquela missão comboniana.
O Ir. Paul tem 32 anos e fez a primeira profissão em Maio no noviciado de Namugongo, Uganda.
Depois de umas curtas férias veio para Juba para trabalhar na rádio Bakhita. Além de apresentar as notícias, produzia alguns programas religiosos e a celebração da Palavra de domingo. Também estava encarregado de seguir a cozinha.
Adorei trabalhar com o Paul. É um jovem com um futuro promissor: aprende depressa, é dedicado e alegre, generoso e com um coração enorme. Depois, ele pertence à etnia Zande, um povo que «encontrei» durante as investigações de etnologia que fiz para o curso de missionologia que frequentei em Londres enquanto estudava teologia. Foi interessante viver com um Zande de carne e osso!
Custou-lhe a trocar a rádio pela escola, porque estava a gostar da experiência. Agora o jornalismo faz parte do seu horizonte profissional.
Ontem fomos beber uma cerveja de despedida com o Paul: a Ir. Cecília e eu. Como irmãos maiores partilhámos com ele as nossas experiências e deixamos alguns conselhos importantes para quem está na primeira experiência de vida missionária, respondendo a alguns dos seus anseios.
Antes, na rádio, bebemos um refrigerante com pipocas e biscoitos. Os funcionários louvaram o Paul sobretudo pela amizade e atenção.
Boa sorte, mano, para a nova fase da tua vida missionária!
IN HEAVEN
The man says, "Muslim."
St. Peter looks down his list, and says, "Go to room 24, but be very quiet as you pass room 8."
Another man arrives at the gates of heaven. "Religion?" "Episcopal, Sir."
"Go to room 18, but be very quiet as you pass room 8."
A third man arrives at the gates. "Religion?" "Buddhist."
"Go to room 11, but be very quiet as you pass room 8."
The man says, "I can understand there being different rooms for different religions, but why must I be quiet when I pass room 8?"
St. Peter tells him, "Well the Catholics are in room 8, and they think they're the only ones here.
29 de outubro de 2008
FOME
Olivier De Schutter, Relator Especial sobre o direito à alimentação, disse que apesar de os preços dos alimentos terem baixado «a crise continua connosco» e o número dos famintos continua a aumentar.
De Schutter adiantou que normalmente os órgãos internacionais advogam o aumento da produção de alimentos mas esquecem os direitos humanos.
O relator explicou que o problema real da fome não está relacionado com a falta de comida, mas com o facto de que muitos não terem meios para a comprar.
De Schutter salientou que a fome é um problema político relacionado com governação pobre.
28 de outubro de 2008
PÓLIO
O governo do Sul do Sudão lançou ontem uma mega campanha de vacinação contra a poliomielite depois de ter descoberto seis novos casos este ano na região.
O governo regional tem o apoio da UNICEF para imunizar 2.8 milhões de crianças com menos de cinco anos.
O presidente do Governo do Sul do Sudão, Salva Kiir Mayardit, participou na campanha, vacinando pessoalmente um grupo de bebés de Juba.
Os pimpolhos não se assustaram com o velhote de barbas imponentes e chapéu preto, a sua imagem de marca.
O Sul do Sudão era considerado livre da poliomielite durante os últimos três anos. As autoridades sanitárias dizem que os novos casos vieram da Etiópia, mas Juba é muito longe de Adis Abeba e a capital do sul registou um caso novo há três meses.
A poliomielite é uma infecção viral muito contagiosa, por vezes mortal, que pode provocar fraqueza muscular permanente, paralisia e outros sintomas.
O poliovírus transmite-se ao engolir substâncias, como água, contaminadas por fezes infectadas. A infecção estende-se do intestino a todo o corpo, mas o cérebro e a espinal medula são os mais gravemente afectados.
A Organização Mundial de Saúde está empenhada em irradicar o poliovírus da face da Terra através de campanhas de vacinação maciça.
27 de outubro de 2008
ST MARY’S JUBA LINK
David Attwood e James Ayrton fazem parte da Organização Não Governamental St. Mary’s Juba Link e têm-se dedicado à profissionalização do pessoal de saúde do hospital, partindo dos conceitos simples de triagem, medição de febre e tensão arterial, normas de higiene.
Os dois doutores integraram-se muito bem e são incansáveis no serviço que prestam ao hospital e ao seu pessoal.
Vivem connosco na Casa Comboni e terminam o trabalho em Dezembro a tempo de celebrarem o Natal com a família.
O Dr. David conta regressar dentro de um ano com a médica que será a sua esposa a partir de Junho.
Em 2005, o então primeiro ministro britânico, Tony Blair, encomendou a Lord Nigel Crisp um relatório sobre como o Serviço Nacional de Saúde poderia beneficiar os países menos desenvolvidos.
O Relatório Crisp propôs o envio de equipas para treinar pessoal de saúde nos países pobres. A equipa de Juba é uma das 80 que entretanto surgiram dessa recomendação.
St Mary’s Juba Link recebe ofertas através do sítio «Just Giving».
PAPA-ÁFRICA
O Papa surpreendeu ontem o mundo ao anunciar a sua primeira visita apostólica a África.Bento XVI disse durante a homilia de encerramento do Sínodo sobre a Bíblia que em Março conta ir aos Camarões e a Angola.
Bento XVI explicou que a visita aos Camarões é parte da preparação para o Sínodo Africano que decorre no Vaticano em Outubro de 2009.
Em Março representantes das conferências episcopais de África vão encontrar-se nos Camarões para planear o segundo sínodo especial sobre a África.
A visita a Angola acontece no contexto das celebrações dos 500 anos de Evangelização da ex-colónia portuguesa.
Bento XVI visitou o Brasil, Estados Unidos, Austrália, Espanha, Alemanha e França durante os três anos do seu pontificado.
25 de outubro de 2008
19 de outubro de 2008
MISSÃO-AMOR
Anunciar Cristo e a sua mensagem salvífica constitui um dever premente para todos. "Ai de mim afirmava São Paulo se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 9, 16). No caminho de Damasco, ele tinha experimentado e compreendido que a redenção e a missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer os caminhos do Império Romano como arauto, apóstolo, anunciador e mestre do Evangelho, do qual se proclamava "embaixador aprisionado" (Ef 6, 20). A caridade divina tornou-o "tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo" (1 Cor 9, 22). Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica Deus caritas est, 12). Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem "da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus" (Deus caritas est, 7). Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.
Bento XVI em Mensagem para o Dia Missionário Mundial 2008
18 de outubro de 2008
OLÁ
15 de outubro de 2008
CAOS
Ficámos dois dias no ar com música e algumas – poucas – intervenções dos locutores de serviço porque não estavam muito à vontade só com a mesa de mistura e o reprodutor de CDs à disposição.
Esta manhã para ajudar à festa o gerador recusou-se a trabalhar até às 11h00 quando conseguimos detectar a razão da «greve de zelo» do dito cujo: o gasóleo aqui é muito sujo e o carburante tinha dificuldade em passar pelo respectivo filtro.
Agora a situação está quase normalizada. O problema do computador foi corrigido – o técnico cobrou-nos 150 euros depois de seis horas de trabalho. E temos que voltar a carregar centenas de canções que entretanto se perderam. Mas com calma e paciência tudo se consegue – como diz a formiga. E com a ajuda preciosa de um amigo italiano que através da Internet me assistiu com a configuração do programa que usamos.
Uma lição: a tecnologia de ponta é espectacular, mas quando dá para torto é uma autêntica dor de cabeça. E dos quatro combonianos que trabalhamos na rádio eó eu estou em Juba nestes dias, ainda por cima o menos versado em computadores!
10 de outubro de 2008
CARTA ABERTA
São 10h14. Mais ou menos a esta hora há 127 anos falecias em Cartum, a capital deste país enorme, a tua terra santa.
Tinhas só 50 anos. As canseiras, as desilusões e as febres acabaram com a tua fibra robusta. Morreste na África que amaste como o primeiro amor da tua juventude.
Deste-te incondicionalmente a estes povos que amaste como pai.
Hoje o Bispo de Wau, Rodolfo Deng, celebrou a missa na nossa capela. Fez memória de ti como o fundador desta igreja. Falou da tua doação incondicional e do exemplo dos missionários que marcaram a sua infância e juventude.
Hoje voltei a reler as tuas duas últimas cartas: descrevias a morte de (mais) um dos teus colaboradores e na outra a tua preocupação com a tua amiga Virgínia. Fiel aos teus missionários e à amizade até ao fim.
Nas duas cartas terminas com uma referência à cruz.
«Que aconteça tudo o quer Deus quiser. Deus nunca abandona quem nele confia. Ele é o protector da inocência e o vingador da justiça. Eu sou feliz na cruz, que levada de boa vontade por amor de Deus gera o triunfo e a vida eternal».
Estas são as tuas últimas palavras escritas que tesouro como inspiração para também eu poder viver a cruz não como um peso mas como triunfo e vida. Intercede por mim.
PERCA-DO-NILO
Na nossa casa vamos pelo segundo, porque apesar de tudo, «o que é nacional é que é bom» e por isso preferimos o peixe do nosso rio.
A perca é o peixe mais apreciado – e o mais caro também. Trata-se de um carnívoro feioso que vive de peixes mais pequenos.
A perca do Nilo, «Lates niloticus», é um dos maiores peixes de água doce e aqui pode chegar a pesar 30 quilos de carne branca translúcida e firme, óptima para grelhar. Dá uns filetes muito bons
O Nilo Branco também dá peixe-gato (bicharoco grandalhão senhor de uns imponentes bigodes – ontem comprei um por 50 dólares), tilápia e outros peixes.
9 de outubro de 2008
DREAMS

Suddenly his foot struck against a leather pouch filled with what seemed to him small stones. Absent-mindedly he picked up the pouch and began throwing the pebbles in the water.
“When I am rich,” he said to himself, “I’ll build myself a palace.”
And he threw a stone. He threw another, and thought, “I’ll have servants and rich food.”
This went on until only one stone was left. As he held it in his hand, a ray of light caught it and made it sparkle. He realized then that it was a valuable gem, that he had been throwing away the real riches in his hand while he dreamed idly of unreal riches in the future.
8 de outubro de 2008
CALÇAS
No domingo, a polícia montou uma rusga em Juba e deteve mais de trinta raparigas por … usarem calças. As jovens eram metidas em camiões como de gado se tratasse – uma testemunha afirmou.
Uma das vítimas disse à repórter da rádio Bakhita que foi espancada pela polícia na altura da detenção e depois na prisão, e teve que pagar 100 dólares de fiança.
A jornalista da Reuters em Juba foi a uma esquadra perguntar porque estavam a prender raparigas e ela própria ficou detida durante duas horas e provou a brutalidade dos agentes da (des)ordem.
A ministra do Género – Gender em inglês, o meu português está a piorar muito bem! – convocou na segunda-feira os jornalistas para exigir a paragem imediata das prisões arbitrárias. Que as liberdades e direitos fundamentais estavam a ser violados. Que a maneira como a polícia tratou as detidas era uma forma de tortura. Que o Sul do Sudão já não é governado pela Charia.
Entretanto, o presidente do Sul do Sudão ordenou a libertação imediata das detidas e exigiu um rigoroso inquérito ao comportamento das polícias.
Parece que na origem da cruzada contra mulheres de calças esteja uma ordem do Comissário do Condado de Juba a proibir manifestações de bandos juvenis chamados «niggers». As raparigas vestem calças e t-shirts muito justas e os rapazes roupas muito largas. Costumam «atacar» festas e outros ajuntamentos, mostrando o rabo - eles, e os seios - elas!
A perplexidade vem do facto de os «niggers» serem bandos mistos e a polícia dedicar-se só à «caça» de meninas. Muitas a saírem da missa dominical!
5 de outubro de 2008
NOVIDADES
© JVieiraDesde 15 de Setembro que a redacção da Cadeia Católica de Rádios Sudanesa tem uma nova jornalista. Chama-se Marvis Byezza, é do Ruanda, tem 22 anos e é licenciada em Direito.
Marvis substituiu Paul Jimbo, um queniano que trabalhava na reacção desde Fevereiro, mas abandonou o trabalho por problemas disciplinares. Tendia a atrasar-se e da última vez que apanhou um raspanete pegou nas coisas e foi-se embora.
Entretanto, a 29 de Setembro a Universidade Católica do Sudão começou a operar em Juba, um sonho que já vinha desde os anos 80, adiado pela guerra civil.
A Católica começou com cerca de 50 alunos no ano propedêutico que têm aulas de inglês, informática, matemática, contabilidade, ética, análise social, lógica e metodologia de estudo.
O coordenador do projecto, P. Michael Schultheis, um jesuíta americano que trabalhou na instalação da Católica em Moçambique e Gana, conta começar a licenciatura de economia e gestão no próximo ano lectivo.
Outras licenciaturas previstas para Juba são Ciências Sociais, Ciências Religiosas e Computação.
Por agora a Católica funciona na Escola Secundária Comboni.
A Católica terá pelo menos mais dois pólos: um em Wau para a faculdade de agricultura e ciências do ambiente e outro para engenharia civil e ambiental em local a determinar.
O padre Schultheis acredita que dentro de cinco anos a universidade seja economicamente auto-suficiente. Os alunos por agora pagam mil dólares por ano.
3 de outubro de 2008
TELEMÓVEIS
Juba está a passar por uma autêntica revolução no campo das telecomunicações com antenas a aparecerem em todas as áreas da cidade.
Quando cá cheguei, há quase dois anos, havia três redes de telemóveis: Gemtel, Sudani e Mobitel.
Gemtel pertence ao ministério das telecomunicações e era a que trabalhava melhor. Tinha – e tem – dois senãos: opera com o código internacional do Uganda e é muito cara. Além disso, os cartões SIM estavam sempre esgotados e eram vendidos no mercado negro por 100 dólares.
Sudani pertence ao Governo e além de fornecer um serviço medíocre, não disponibilizava cartões SIM sem o respectivo telemóvel.
Finalmente, a privada Mobitel tinha um serviço incipiente: uma SMS levava dias a chegar ao destinatário.
Agora tudo mudou! Uma nova rede apareceu em cena: MTN, a maior empresa africana do ramo. As outras companhias sentiram o beliscão e começaram a motar torres para antenas dos serviços móveis para cobrir Juba e arredores.
Entretanto, Mobitel foi comprada por uma companhia dos Emiratos Árabes e também fornece internet sem fios. Os seus serviços melhoraram consideravelmente.
Os cartões da Gentel, embora sejam os mais caros do mercado, já se encontram com facilidade e Sudani começou a vender cartões sem obrigar à compra de telefones dedicados.
E a grande novidade são uns telemóveis chineses que operam com cartões de duas redes diferentes em simultâneo. São uns matacões mas funcionam bem.
29 de setembro de 2008
SERVIÇO PASTORAL
Dom Paolino Lukudu Loro afirmou que a rádio é uma forma nova de realizar a missão pastoral da Igreja no Sudão.
O arcebispo Lukudu fez estas declarações aos coordenadores das oito rádios da cadeia que estão em Juba a participar num curso de duas semanas de gestão de rádios comunitárias e de elaboração de projectos.
O prelado de Juba acrescentou que a cadeia de rádios é o contributo da Igreja para o processo de construção da paz no Sudão.
Dom Lukudu agradeceu aos institutos combonianos o presente da cadeia, afirmando que o auto-financiamento é o maior desafio que o projecto enfrenta.
Paola Mogi, directora da cadeia, sublinhou que é fácil abrir uma rádio. O problema é mantê-la.
Os directores concordaram que os desafios maiores que enfrentam são a falta de pessoal qualificado e fundos para levar o projecto adiante.
Até agora a Rede de Rádios Católicas do Sudão tem em funcionamento a Rádio Bakhita, a redacção e o centro de formação em Juba. Até ao fim do ano as estações de Yei, Torit e Montes Nubas devem estar no ar até ao fim do ano. As estações de Malakal, Wau e Yambio ficam para 2009.
16 de setembro de 2008
OTHERS
Michael Ondaatje em «Divisadero»
12 de setembro de 2008
BAKHITA

SUDAN CATHOLICS
TURN TO DARFUR SAINT
In a dusty church in Khartoum's Jeberona camp for displaced persons, the congregation claps and sings beneath a portrait of a smiling woman who has become a focus of hope for a divided country.
Josephine Bakhita, a former slave who died in 1947, has risen from obscurity to become the first saint from Darfur in western Sudan, a region convulsed by war for the past five years.
"I would say she was a gift from God ... an offer from God," said Bishop Daniel Adwok, the Roman Catholic auxiliary bishop of Khartoum. "She has come on time for the conflict here in Sudan."
The Roman Catholic Church canonised St. Bakhita a saint in 2000, three years before the start of the conflict in Darfur. Back then no one paid much attention to her birthplace, an obscure village in the remote western region.
That changed when fighting erupted around her old home.
Since then, Church authorities say Sudan's Catholics have been directing their prayers to her for an end to the Darfur conflict.
In Jeberona, the packed service in St. Bakhita parish church is punctuated with songs honouring the saint and a homily from visiting priest Father George Jangara holding her up as an example of grace and forgiveness in troubled times.
Almost all the church members came to Jeberona fleeing the north-south civil war that raged for decades until a shaky peace deal in 2005. For them, the woman who gave her name to their parish has been a source of solace and inspiration.
"We were just thrown together here," said 40-year-old Carisio Yusuf Ugale. "The conditions were terrible. So we turned to her and invoked her because of the suffering she had undergone."
Mata Hassan, aged 24, fled Sudan's central Nuba Mountains, the focus of some of most brutal fighting in the north-south conflict.
"She taught me to be humble," he said. "We all pray through her intercession to God to give us the grace to find forgiveness for Darfur and for all the conflicts in Sudan."
Outside, children play soccer under a huge mural of the saint's face next to the concrete classrooms of Jeberona's equally packed St. Bakhita parish school.
Further west in her home region of Darfur, the population -- from marauding militias to families huddled in displacement camps -- is predominantly Muslim: few have heard of the saint.
However, her fame has spread elsewhere.
In Juba, capital of Sudan's mainly Christian south, her face appears on hats, key rings, badges and brightly printed cloth worn by southern women.
Missionaries named their radio station after her and the town's Catholic bookshop sells DVDs and books of her life.
SNATCHED BY SLAVE-TRADERS
Bakhita was born in the Darfur region of Jabel Marra in about 1869 and was snatched by slave-traders when she was young. She had a succession of masters, who beat and branded her, before she was bought by an Italian diplomat in Khartoum.
He took her to Italy where she eventually joined a community of nuns where she lived until her death.
Church papers say she earned a reputation for kindness and forgiveness, offering to kiss the hands of the slave-traders who captured her if she ever met them again.
Italian supporters started a campaign to have her recognised as a saint soon after she died.
When she was canonised, she became Sudan's first native saint. Pope John Paul II called her "a shining advocate of genuine emancipation" and a "sorella universale" -- a universal sister.
Although Muslims might not know of her, she could still have a positive effect in the region, said Jangara.
"Forgiveness is a human thing. It is not just a Christian thing. The important thing is that her story should be known in Darfur," said the priest, who is writing a book on her life.
"Unless we return to ask God for mercy, for forgiveness, so he can touch our hearts to forgive each other, we cannot find a solution for the problem of Darfur or southern Sudan in general."
POWERS OF INTERCESSION
Estimates of the number of Catholics in the Muslim-dominated country range from fewer than two million to more than five million out of a total population of around 40 million, most of them in the south.
As with all Roman Catholic saints, there is a strong belief in her powers of intercession -- her ability to appeal to God on behalf of others.
"If there are good changes in Darfur, it is because of her intercession. We hope she will bring peace to the land she came from," said Juba seminarian Joseph Okanyi.
Church officials say she was quickly adopted by Catholics throughout Sudan who saw her as a role model for a generation emerging from decades of civil war. More recently, the Darfur conflict has featured in their prayers to her, they add.
Bishop Adwok says it is no coincidence that St. Bakhita came along when she did.
"It is providence," he said, sitting in his office on the banks of the Nile in Khartoum, with a small St. Bakhita sticker on the door behind him.
"We always pray for the people of Darfur. And ... always to her, as a daughter of Darfur, a daughter of Sudan. She has to come in to assist in trying to calm the hearts of those who are concerned in that conflict.



