31 de agosto de 2006
Abrir aspas
O FUTURO DA DEMOCRACIA
Analisada globalmente a democracia oferece-nos duas imagens muito contrastantes. Por um lado, na forma de democracia representativa, ela é considerada o único regime político legítimo. Investem-se milhões de euros e dólares em programas de promoção da democracia, em missões de fiscalização de processos eleitorais e, quando algum país do chamado Terceiro Mundo manifesta renitência em adoptar o regime democrático, as agências financeiras internacionais pressionam através das condições de concessão de empréstimos. Por outro lado, começam a proliferar os sinais de que os regimes democráticos instaurados nos últimos anos traíram as expectativas dos excluídos, dos trabalhadores cada vez mais ameaçados nos seus direitos e das classes médias empobrecidas. Inquéritos feitos na América Latina revelam que em alguns países a maioria da população preferiria uma ditadura, desde que lhes garantisse algum bem-estar social. Acresce que as revelações de corrupção levam à conclusão que os eleitos usam o mandato para enriquecer à custa do povo e dos contribuintes.
O desrespeito dos partidos pelos seus programas eleitorais parece nunca ter sido tão grande. De modo que os cidadãos se sentem cada vez menos representados pelos seus representantes e acham que as decisões mais importantes escapam à sua participação democrática. O contraste entre estas duas imagens oculta um outro, entre as democracias reais e o ideal democrático. Rousseau foi quem melhor definiu este ideal: uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém. Por este critério, estamos longe da democracia.
Quais são os desafios postos à democracia no nosso tempo? Primeiro, se continuarem a aumentar as desigualdades sociais entre ricos e pobres ao ritmo das três últimas décadas, em breve, a igualdade jurídico-política entre os cidadãos deixará de ser um ideal republicano para se tornar numa hipocrisia social constitucionalizada. Segundo, a democracia actual não reconhece a diversidade cultural, para lutar eficazmente contra o racismo, o colonialismo e o sexismo e as discriminações em que eles se traduzem. Isto é tanto mais grave quanto é certo que as sociedades nacionais são cada vez mais multiculturais e multiétnicas. Terceiro, as imposições económicas e militares dos países dominantes são mais drásticas e menos democráticas. Assim sucede, em particular, quando vitórias eleitorais legítimas são transformadas pelo chefe da diplomacia norte-americana em ameaças à democracia, sejam elas as vitórias do Hamas, de Hugo Chavez ou de Evo Morales.
Finalmente, o quarto desafio diz respeito às condições da participação democrática dos cidadãos. São três as suas principais condições: ser garantida a sobrevivência – quem não tem com que alimentar-se e à sua família tem prioridades mais altas que votar; não estar ameaçado: quem vive ameaçado pela violência no espaço público, na empresa ou em casa, não é livre; estar informado: quem não dispõe da informação necessária a uma participação esclarecida, equivoca-se quer quando participa, quer quando não participa.
Pode dizer-se que a promoção da democracia não ocorreu de par com a promoção das condições de participação democrática. Se isto continuar, o futuro da democracia é problemático.
Analisada globalmente a democracia oferece-nos duas imagens muito contrastantes. Por um lado, na forma de democracia representativa, ela é considerada o único regime político legítimo. Investem-se milhões de euros e dólares em programas de promoção da democracia, em missões de fiscalização de processos eleitorais e, quando algum país do chamado Terceiro Mundo manifesta renitência em adoptar o regime democrático, as agências financeiras internacionais pressionam através das condições de concessão de empréstimos. Por outro lado, começam a proliferar os sinais de que os regimes democráticos instaurados nos últimos anos traíram as expectativas dos excluídos, dos trabalhadores cada vez mais ameaçados nos seus direitos e das classes médias empobrecidas. Inquéritos feitos na América Latina revelam que em alguns países a maioria da população preferiria uma ditadura, desde que lhes garantisse algum bem-estar social. Acresce que as revelações de corrupção levam à conclusão que os eleitos usam o mandato para enriquecer à custa do povo e dos contribuintes.
O desrespeito dos partidos pelos seus programas eleitorais parece nunca ter sido tão grande. De modo que os cidadãos se sentem cada vez menos representados pelos seus representantes e acham que as decisões mais importantes escapam à sua participação democrática. O contraste entre estas duas imagens oculta um outro, entre as democracias reais e o ideal democrático. Rousseau foi quem melhor definiu este ideal: uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém. Por este critério, estamos longe da democracia.
Quais são os desafios postos à democracia no nosso tempo? Primeiro, se continuarem a aumentar as desigualdades sociais entre ricos e pobres ao ritmo das três últimas décadas, em breve, a igualdade jurídico-política entre os cidadãos deixará de ser um ideal republicano para se tornar numa hipocrisia social constitucionalizada. Segundo, a democracia actual não reconhece a diversidade cultural, para lutar eficazmente contra o racismo, o colonialismo e o sexismo e as discriminações em que eles se traduzem. Isto é tanto mais grave quanto é certo que as sociedades nacionais são cada vez mais multiculturais e multiétnicas. Terceiro, as imposições económicas e militares dos países dominantes são mais drásticas e menos democráticas. Assim sucede, em particular, quando vitórias eleitorais legítimas são transformadas pelo chefe da diplomacia norte-americana em ameaças à democracia, sejam elas as vitórias do Hamas, de Hugo Chavez ou de Evo Morales.
Finalmente, o quarto desafio diz respeito às condições da participação democrática dos cidadãos. São três as suas principais condições: ser garantida a sobrevivência – quem não tem com que alimentar-se e à sua família tem prioridades mais altas que votar; não estar ameaçado: quem vive ameaçado pela violência no espaço público, na empresa ou em casa, não é livre; estar informado: quem não dispõe da informação necessária a uma participação esclarecida, equivoca-se quer quando participa, quer quando não participa.
Pode dizer-se que a promoção da democracia não ocorreu de par com a promoção das condições de participação democrática. Se isto continuar, o futuro da democracia é problemático.
Estórias

BATATAS NO JARDIM
Um velho árabe muçulmano iraquiano, a viver há mais de 40 anos nos EUA, quer plantar batatas no seu jardim, mas cavar a terra já é um trabalho demasiado pesado para ele. O seu filho único, Ahmed, está a estudar em França, e o velhote envia-lhe a seguinte mensagem:
«Querido Ahmed: Sinto-me mal porque este ano não vou poder plantar batatas no jardim. Já estou demasiado velho para cavar a terra. Se tu estivesses aqui, todos estes problemas desapareceriam. Sei que tu remexerias e prepararias toda a terra. Beijos Papá»
Poucos dias depois, recebe a seguinte mensagem:
«Querido pai: Se fazes favor, não toques na terra desse jardim. Escondi aí umas coisas. Beijos Ahmed»
Na madrugada seguinte, aparecem no local a polícia, agentes do FBI, da CIA, os SWAT, os Rangers, os Marines, e alguém mais da elite norte-americana, bem como representantes do Pentágono, da Secretaria de Estado, do Mayor, etc.
Removem toda a terra do jardim procurando bombas, ou material para as construir, antrax, etc...
Não encontram nada e vão-se embora, não sem antes interrogarem o velhote, que não fazia a mínima ideia do que eles procuravam.
Nesse mesmo dia, o velhote recebe nova mensagem:
«Querido pai: Certamente a terra já está pronta para as batatas. Foi o melhor que pude fazer, dadas as circunstâncias. Beijos Ahmed».
Obrigado, Aniceto, pela estória.
30 de agosto de 2006
Uganda
UM PASSO PARA A PAZ
O Governo ugandês e o Exército de Resistência do Senhor (LRA na sigla em inglês) assinaram um cessar-fogo a 26 de Agosto, em Juba, capital do Sul do Sudão.
As negociações de paz iniciaram-se em Julho e foram mediadas pelo vice-presidente do Sul do Sudão.
Para uma fonte católica de Campala, «é uma esperança concreta de paz, mesmo que seja necessário alguma prudência porque o caminho para um acordo definitivo permanece ainda muito longo.»
O conflito no Norte de Uganda arrasta-se desde 1987. A guerra civil já fez milhares de mortos e cerca de dois milhões de deslocados.
O LRA, fundado por Joseph Kony, age com muita violência e espalha o terror a partir das bases na RD Congo e no Sul do Sudão. O grupo rebelde também é acusado do recrutamento forçado de milhares de crianças e adolescentes para serem utilizados como combatentes ou escravas sexuais. Alguns missionários combonianos foram vítimas dos seus ataques.
Os dirigentes do LRA são procurados pelo Tribunal Penal Internacional e tentar negociar a sua imunidade em troca do acordo de paz.
29 de agosto de 2006
Parábolas
O QUEIJO DO CÉU
Diz-se que no céu existe um grande queijo reservado para o casal que nunca tenha brigado aqui na terra. Mas consta que continua na vitrina (ou no congelador) até hoje.
Um casal está a celebrar 60 anos de casamento, rodeado de filhos, netos, bisnetos e tataranetos.
A missa das bodas desenrolava-se com toda a solenidade, porque hoje em dia é coisa rara celebrar bodas tão brilhantes.
Na hora da homilia, e em tom de gracejo, o padre perguntou à esposa se tiveram algum «bate-boca» durante os 60 anos de casamento.
A velhinha respondeu:
- Padre, «bate-boca» não tivemos. Mas vontade de matar o meu velho já tive!...
Diz-se que no céu existe um grande queijo reservado para o casal que nunca tenha brigado aqui na terra. Mas consta que continua na vitrina (ou no congelador) até hoje.
Um casal está a celebrar 60 anos de casamento, rodeado de filhos, netos, bisnetos e tataranetos.
A missa das bodas desenrolava-se com toda a solenidade, porque hoje em dia é coisa rara celebrar bodas tão brilhantes.
Na hora da homilia, e em tom de gracejo, o padre perguntou à esposa se tiveram algum «bate-boca» durante os 60 anos de casamento.
A velhinha respondeu:
- Padre, «bate-boca» não tivemos. Mas vontade de matar o meu velho já tive!...
Obrigado, Valentim!
28 de agosto de 2006
Guerra

A FALÁCIA DA FORÇA
A guerra, seguida através da televisão no conforto de uma poltrona, desumaniza-se e transforma-se numa espécie de jogo virtual, asséptico, sem cheiro a explosões nem a morte. As vítimas são números abstractos – de mortos, feridos e desalojados; gente sem nome nem rosto.
Foi assim, no conforto de casa e na indiferença causada por mais umas quantas imagens-choque de mais um conflito em mais uma zona conflituosa, que entrevimos a guerra dos 34 dias entre Israel e as milícias do Hezbollah, partido xiita libanês. Oficialmente, tudo começou quando os seus militantes raptaram dois soldados israelitas e mataram mais três. Pelo menos aparentemente: a revista The New Yorker, entretanto, disse que o ataque do Hezbollah foi apenas um pretexto para uma guerra já planeada. Um exercício combinado com os Estados Unidos para testar o sucesso e as dificuldades de um futuro ataque dos Americanos ao Irão.
O rapto e a ineficácia da resposta, brutalmente desmesurada, revelaram a vulnerabilidade do Tsahal, o exército de Israel, e puseram termo ao mito da sua invencibilidade. Os maciços bombardeamentos no Líbano e as centenas de ronceiros «rockets» que, em retaliação, nunca deixaram de cair em Israel, deixaram 1200 civis mortos e 3700 feridos, mais de um milhão de deslocados nos dois lados da fronteira e grande parte do Líbano mais uma vez reduzida a escombros. Cerca de 200 militares morreram e outros tantos ficaram feridos. Mas a grande vítima do conflito foi a população civil, israelita e, sobretudo, libanesa. Apesar de as bombas supostamente inteligentes e dos ataques ditos cirúrgicos a alvos estritamente militares.
E o que é que a guerra conseguiu? Destruição, morte, ódio e desejo de vingança acumulados. Os dois soldados continuam nas mãos do Hezbollah e a milícia xiita mantém intacta a capacidade de lançar ataques contra Israel. Entretanto, no Sri Lanka, trava-se, desde Julho, a primeira guerra por causa da água. Dezenas de meninas, estudantes tâmiles, foram mortas pelos ataques da Força Aérea a áreas controladas pelos separatistas. Outra vez os civis a pagar a factura.
O Papa Bento XVI afirmou que «não se pode restabelecer a justiça, criar uma nova ordem e instaurar uma paz autêntica, quando se recorre ao instrumento da violência». Numa entrevista a alguns canais alemães de televisão, elaborou a ideia: «A guerra é a pior solução para todos. Não traz nada de bom para ninguém, nem mesmo para os aparentes vencedores. [...] Aquilo de que todos necessitamos é de paz. [...] A única solução é aprendermos a viver juntos.»
O paradigma do recurso à guerra como panaceia para todos os desafios que a sociedade globalizada enfrenta está a conduzir-nos a um beco sem saída. Porque a violência gera violência numa espiral voraz de destruição e morte, cobrindo-nos com uma cortina dramática e espessa de medo e de desconfiança mútua que nos tolda o coração.
A arrogância da força bruta não resolve nada. Pode dar uma sensação de segurança, mas não passa disso. E, além do mais, a guerra tem custos obscenos: 2250 milhões de euros por dia! Dinheiro que poderia ser utilizado na saúde, na educação e no desenvolvimento dos povos mais necessitados.
Só o diálogo, a aceitação do outro como parceiro, pode promover a convivência e a harmonia, as bases de uma paz duradoira e universal. Trazemos inscrita na genética colectiva a recordação ferida dos conflitos do passado. Mas não podemos ajustar contas com a História. Para construirmos um futuro de paz, temos de purificar a memória através da catarse da pacificação interior. É aí que reside a chave para a harmonia universal com que sonhamos.
27 de agosto de 2006
Abrir aspas
OS ENIGMASEu que sou o que agora está cantando
Irei ser amanhã o misterioso,
O morto, morador num silencioso
Deserto sem depois, antes ou quando.
Assim declara a mística. Mas eu
Creio-me indigno do Inferno ou Glória,
Embora nada afirme. A nossa história
Muda tal como as formas de Proteu.
Que errante labirinto, que brancura
Esplendorosa será a minha sorte
Quando me der o fim desta aventura
A curiosa experiência que é a morte?
Quero beber o cristalino Olvido,
Ser para sempre; mas nunca ter sido.
Jorge Luís Borges em «O Outro, o Mesmo»
Além-Mar | Setembro
NO CENTRO DA TERRADois enviados de Além-Mar aprentam na edição de Setembro uma viagem de 15 dias ao Gana, Togo e Benim. Desde o drama do tráfico de escravos ao trabalho de desenvolvimento que os combonianos ali realizam.
Outros temas desenvolvidos:
Mina de ouro e escravos. São Jorge da Mina, a primeira feitoria portuguesa na costa ocidental da África, foi também o primeiro entreposto de escravos da era moderna. Fica na Costa do Gana.
Cuidado com os autocarros! Crónica de uma viagem ao Norte do Uganda: «Cheguei chocalhado, apertado, picado. Mas o maior risco da aventura foi mesmo o autocarro!»
Mais uma tentativa de paz. As conversações entre o Governo do Uganda e o LRA de Joseph Kony a decorrer em Juba, no Sul do Sudão, são vistas como a melhor oportunidade em muitos anos de pôr fim ao conflito.
Gente solidária. A região do Volta foi o local escolhido pelos missionários combonianos para se fixarem, quando há três décadas deixaram o Uganda e o Sudão. O padre Francisco Machado faz o ponto da situação numa entrevista.
O infinito prazer de pintar. Pintor, escultor e poeta, o moçambicano Malangatana Valente Ngwenya é um dos expoentes máximos das artes plásticas africanas.
No topo da perseguição religiosa. Protectora dos mais sagrados santuários do Islão, a monarquia saudita dispõe de uma polícia especial que persegue muçulmanos e cristãos.
Além-Mar traz ainda as rubricas habituais de opinião e actualidades.
26 de agosto de 2006
25 de agosto de 2006
Abrir aspas

A COMUNICAÇÃO NA IGREJA
Quando falamos de comunicação na Igreja não devemos pensar apenas nos meios: televisão, rádio, revistas, jornal, boletim, internet. Entendemos de maneira especial o processo de comunicação que a Igreja proporciona nos espaços de reflexão para as comunidades, as pastorais, os grupos, os movimentos..., nas diversas iniciativas que criam interação entre pessoas movidas pelos valores do Evangelho. Pensamos também na pastoral da acolhida, no encontro entre pessoas que vivem sua fé em comunidades. A Igreja entende comunicação enquanto meios e processos segundo a missão de Cristo, o verdadeiro Comunicador da vida de Deus. Sem a vivência concreta das propostas de Jesus Cristo, a Igreja não acontece, não se faz. Portanto, a Missão da Igreja é comunicação, proximidade de Deus com as pessoas, das pessoas com Deus e das pessoas entre si. Um meio privilegiado é a transmissão da fé pela palavra oral e escrita, juntamente com o testemunho de vida.
Quanto aos meios, as novas tecnologias: a televisão, o rádio, o cinema, a imprensa, a comunicação eletrônica do mundo moderno, já se tornaram indispensáveis na vida eclesial. Mais do que dar um juízo sobre os meios de comunicação social, a tradição da Igreja coloca-se a seu serviço. A sabedoria da Igreja pode evitar que a cultura da informação se transforme numa acumulação de factos sem sentido. Há mais de 40 anos, o Documento do Concílio Vaticano II «Inter Mirifica», já reconhecia aos meios de comunicação o poder de influenciar toda a sociedade humana, tanto para o bem, como para o mal. A Encíclica «A Missão do Redentor», aponta o mundo das comunicações como «o primeiro areópago dos tempos modernos» [...]. «A evangelização da própria cultura moderna depende, em grande parte, da sua influência» (RM 37c). Isso é ainda mais urgente, visto que o sistema neoliberal embalado pela globalização vem causando o aumento de grupos excluídos.
Não dá mais para pensar nossa Igreja sem internet, rádio, televisão, imprensa... É louvável que em pouco mais de 10 anos, sectores da Igreja Católica no Brasil criaram 8 canais de televisão. Em 1997 as emissoras de rádio católicas eram mais de 300, sem falar dos inúmeros programas veiculados em emissoras comerciais. Contudo, precisamos nos perguntar seriamente se a mensagem difundida pela mídia católica está ajudando a formar os cristãos a ponto de se empenharem na evangelização da sociedade. Hoje, a imagem que a sociedade tem de nossa Igreja é construída pelos meios católicos que, infelizmente, ainda não deixam transparecer a pluralidade da fé que permeia toda a vida eclesial e do povo brasileiro. Parece refém da sociedade do espectáculo, uma das características da pós-modernidade, que privilegia a forma sobre o conteúdo.
Comunicar é muito mais do que uma sucessão de imagens ou palavras, sem nada acrescentar ou mudar no ser humano. A comunicação precisa expressar sentimento profundo e não uma simples e passageira emoção ou prazer. Devemos pensar numa comunicação muito mais duradoura, que não seja apenas um ritual momentâneo.
No interior da Igreja, membros de alguns grupos e movimentos têm procurado utilizar mais e melhor os meios de comunicação social e as redes de informática para a transmissão da fé. No entanto, sua actuação, às vezes, revela fraca comunhão eclesial e espírito de pastoral de conjunto na Igreja particular. Se a Igreja conseguisse unir os diversos grupos de mídia católica em torno de um projecto conjunto de evangelização ultrapassando o individualismo, o sectarismo e a própria concorrência, ela daria um exemplo de comunhão que por si só evangelizaria. «Pois onde dois ou três estiverem unidos em meu nome, eu estou aí no meio deles» (Mt 18,20).
Jaime Carlos Patias, Mestre em Comunicação e mercado, director da revista «Missões» em Adital
24 de agosto de 2006
Co-incineração
COIMBRA FINTA GOVERNO
A CM de Coimbra vedou a circulação de veículos com resíduos industriais perigosos nos acessos e na localidade de Souselas.
O Governo tinha escolhido a cimenteira de Souselas para iniciar os testes de co-incineração de resíduos industriais.
Carlos Encarnação, o edil conimbricense, está a tentar travar o processo através de uma postura camarária que reordena o fluxo de tráfico naquela localidade.
O Governo anunciou que os testes de co-incineração em Souselas vão para a frente em Setembro ou Outubro, como estava previsto, apesar da nova postura de trânsito.
A CM de Coimbra vedou a circulação de veículos com resíduos industriais perigosos nos acessos e na localidade de Souselas.
O Governo tinha escolhido a cimenteira de Souselas para iniciar os testes de co-incineração de resíduos industriais.
Carlos Encarnação, o edil conimbricense, está a tentar travar o processo através de uma postura camarária que reordena o fluxo de tráfico naquela localidade.
O Governo anunciou que os testes de co-incineração em Souselas vão para a frente em Setembro ou Outubro, como estava previsto, apesar da nova postura de trânsito.
Planetas

XAU, PLUTÃO
Afinal Plutão não é um planeta – concluiu a XXVI Assembleia-Geral da União Astronómica Internacional (UAI).
Cerca de 2500 astrónomos estão reunidos em Praga, capital checa, desde o dia 14 e concordaram, depois de acesa discussão, que «um “planeta” é definido como um corpo celeste que (a) está em órbita à volta do Sol, (b) tem massa suficiente para a sua auto-gravidade ultrapassar forças de corpos rígidos e assume um uma forma (quase redonda) de equilíbrio hidrostático, e (c) limpou a vizinhança à volta da sua órbita», lê-se no comunicado da UAI.
Os especialistas tinham que decidir se aumentar para 12 o número de planetas do sistema solar ou desqualificar o Plutão e reduzi-lo para oito.
O Plutão foi descoberto em 1920 pelo americano Clyde Tombaugh e logo classificado como planeta. Agora é um «planeta-anão» juntamente com Ceres e o 2003 UB313, nome provisório de um corpo celeste recentemente encontrado.
A Assembleia Geral da UAI encerra amanhã.
Sabedorias
O AMOR E A LOUCURA
A Loucura resolveu convidar os amigos para um café em sua casa. Depois do animado cafezinho, propôs:
- Vamos brincar ao esconde-esconde?
- O que é isso?, perguntou a Curiosidade.
- É um jogo: tapo os olhos, vocês escondem-se, conto até cem e depois vou à vossa procura. O primeiro a ser descoberto será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
- 1,2,3..., começou a contar a Loucura.
A Pressa foi a primeira a esconde-se num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar pois não achava um local apropriado. A Inveja acompanhou o Triunfo e meteu-se, perto dele, debaixo de uma pedra.
A Loucura continuava a contar…
O Desespero ficou desesperado ao ver a Loucura a chegar ao 99, 100...
- Vou começar a procurar!, gritou a Loucura.
A primeira a ser apanhada foi a Curiosidade já que não aguentava mais e queria saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima do muro sem saber em qual dos lados se escondia melhor. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez.
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde se meteu o Amor?
Ninguém tinha visto o Amor. A Loucura começou a procurar. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada: o Amor não aparecia!
A Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a espetar por entre os galhos. De repente ouviu um grito: era o Amor que tinha sido atingido num olho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou o perdão do Amor e até prometeu servi-lo para sempre.
O Amor aceitou as desculpas. Mas desde então e até hoje o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre.
Autor desconhecido.
Obrigado, Zé Boaventura
Obrigado, Zé Boaventura
Eventos

CONCURSO DE AMAMENTAÇÃO
Porto Alegre, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul, será palco da tentativa para estabelecer um novo recorde americano de amamentação em simultâneo.
A organização do «Mil Mães e seus Bebés Amamentando na Beira do Guaíba» pretende reunir mais de um milhar de latentes a darem de mamar aos respectivos bebés ao mesmo tempo pelo menos durante um minuto.
O evento está marcado para o dia 2 de Setembro e pretende chamar a atenção para a necessidade do aleitamento materno e a sua importância para a saúde infantil.
Além da amamentação simultânea, haverá palestras sobre saúde materna, fraldários e entretenimento nos intervalos. A participação é gratuita e as inscrições são feitas no local, pelo telefone 51-3226-6183 ou no sítio oficial do evento.
O «Mil Mães e seus Bebés Amamentando na Beira do Guaíba» antecede o IX Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM), que se realiza na mesma cidade, de 3 a 6 de Setembro. O encontro destina-se a consolidar o direito humano à amamentação em benefício das crianças, mães, famílias e sociedade.
A cidade de Berkeley, na Califórnia (Estados Unidos), detém o recorde de amamentação das Américas tendo reunido 1135 mães a aleitar em simultâneo. O recorde mundial pertence às Filipinas, com 3738 mães em amamentação em conjunto.
O evento está marcado para o dia 2 de Setembro e pretende chamar a atenção para a necessidade do aleitamento materno e a sua importância para a saúde infantil.
Além da amamentação simultânea, haverá palestras sobre saúde materna, fraldários e entretenimento nos intervalos. A participação é gratuita e as inscrições são feitas no local, pelo telefone 51-3226-6183 ou no sítio oficial do evento.
O «Mil Mães e seus Bebés Amamentando na Beira do Guaíba» antecede o IX Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM), que se realiza na mesma cidade, de 3 a 6 de Setembro. O encontro destina-se a consolidar o direito humano à amamentação em benefício das crianças, mães, famílias e sociedade.
A cidade de Berkeley, na Califórnia (Estados Unidos), detém o recorde de amamentação das Américas tendo reunido 1135 mães a aleitar em simultâneo. O recorde mundial pertence às Filipinas, com 3738 mães em amamentação em conjunto.
23 de agosto de 2006
Mariza & Tim
Andando e cantando, porque a vida não está para tristezas! Um dueto lindo de morrer! Um mar de ternura chamado Joasia.
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