30 de junho de 2006

Ser poeta é

© J. Vieira
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!


Florbela Espanca
月亮代表我的心

Américas

O INSUSTENTÁVEL PESO DA POBREZA

Dos cerca de 550 milhões de sul-americanos, 220 milhões são pobres e uns 100 milhões sobrevivem com menos de 80 cêntimos por dia.

A América, com 42 milhões de quilómetros quadrados e quase 900 milhões de habitantes, é o segundo continente em termos de área e de população e o primeiro em peso económico, geopolítico e religioso. Foi buscar o nome a Américo Vespúcio (1454-1512), navegador florentino que serviu as coroas de Espanha e Portugal na exploração marítima do Novo Mundo. A divisão norte (Canadá e Estados Unidos) – sul (os restantes países) é geográfica, mas também política, económica e cultural. Os países do Norte, anglófonos – com excepção da província canadiana do Quebeque, que preserva o francês como língua de referência –, trataram o Sul, que fala espanhol e português, como reserva económica estratégica.
As grandes multinacionais, da banana, da soja, da criação de gado, ocuparam sempre enormes extensões da América Latina, em prejuízo da população local, das florestas e da biodiversidade da região. O Sul do continente é usado como linha de montagem de larga escala para as indústrias norte-americanas. A indústria farmacêutica e o negócio da biogenética têm tentando por sua vez apropriar-se dos segredos medicinais dos povos indígenas, através de um sistema de patentização de espécies com valor comercial.
Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos impunham os dirigentes – frequentemente incompetentes autocratas militares – da maioria dos países do Sul do continente. Com a queda do Muro de Berlim, abateu também o intervencionismo norte-americano, a democracia alastrou e foi-se consolidando, processo que desencadeou um fenómeno político interessante: enquanto o Canadá e os EUA viraram à direita, o eleitorado dos países latinos tem vindo a escolher partidos da esquerda para os governar. A luta contra o terrorismo passou a ser a prioridade dos Estados Unidos e a parceria especial com a América Latina – que George W. Bush anunciou no início do seu mandato – foi relegada para segundo plano. Consequentemente, a criação de uma zona de comércio livre à escala do continente vai perdendo peso, a favor de parcerias regionais mais favoráveis às economias mais pobres.
A democracia, ainda que assuma formas variadas e mais ou menos (im)perfeitas, existe, mas o Sul do continente continua a ser flagelado pela pobreza e pelas grandes desigualdades, consequência do neoliberalismo. Um terço da sua população (mais de 150 milhões de pessoas) vive em bairros-de-lata sem as mínimas condições, autênticos viveiros de pobreza e violência. Dos cerca de 550 milhões de sul-americanos, 220 milhões são pobres e uns 100 milhões sobrevivem com menos de 80 cêntimos por dia. Não é de estranhar que muitos optem por arriscar tudo – mesmo a vida – para tentarem assegurar a sobrevivência nas abastadas sociedades do Norte. Que fazem tudo para os deter: o Canadá pôs-se a expulsar imigrantes e os EUA projectam um muro de três mil quilómetros para fortificarem a sua fronteira.
A nível eclesial, as Américas têm uma grande importância. A maioria dos católicos vive lá e a Igreja, especialmente a latino-americana, foi palco de experiências pastorais inovadoras, como as comunidades eclesiais de base e a inculturação teológica. Em Maio de 2007, vai realizar-se a 5.ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caraíbas no Santuário da Aparecida, no Brasil. Será uma oportunidade para reflectir sobre a realidade e o futuro da Igreja latino-americana numa altura em que os seus países se tornam cada vez mais conscientes da identidade histórica e da dignidade nacional. E, também, do insustentável peso da pobreza.

Mil palavras

Templo de Diana – Évora © J. Vieira

Gaza

«CHUVA DE VERÃO»

A 25 de Junho um grupo de combatentes palestinianos atacou um posto militar israelita e raptou o cabo Gilad Shalit para o trocar por 95 mulheres e 313 menores de 18 anos detidos nas prisões israelitas.
A ousadia palestiniana representou uma afronta séria ao todo poderoso exército de Israel que, para resgatar o militar raptado, pôs em marcha a operação «Chuva de Verão».
As tropas israelitas cercaram o Sul de Gaza, junto à fronteira com o Egipto, por terra, ar e água. Os bombardeamentos não param e os aviões F16 cortam frequentemente a barreira do som num acto de intimidação. E destruíram infraestruturas importantes como algumas pontes e três centrais eléctricas, deixando 600 mil às escuras. Até o campo de futebol da Universidade Islâmica de Gaza foi transformado numa imensa cratera por um míssil.
As tropas israelitas também prenderam 64 individualidades do Hamas, o partido palestiniano no poder. Entre os presos contam-se oito ministros, 20 deputados, vários autarcas e outros políticos.
A lei internacional proíbe a punição colectiva da população civil, mas o Estado de Israel continua a usar a força brutal da superioridade militar contra os cidadãos palestinianos. Um crime contra a humanidade que as grandes potências deixam passar em claro.
Será que Israel esqueceu o Holocausto? Será que por ter sofrido a «Shoa», se sente no direito de castigar populações indefesas só porque é mais forte?
As Escrituras Hebraicas, o Antigo Testamento, quando falam do tratamento que os judeus devem dar aos estrangeiros que vivem no seu país, recordam: «Lembra-te que também foste estrangeiro!». Hoje diria: «Lembra-te que também foste vítima do mais forte!»

29 de junho de 2006

Abrir aspas

(...) O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino?
Mia Couto em «O fio das Missangas»
Obrigado, Albino

Suicídio lento

Imprensa

JORNAIS GRATUITOS EM ALTA

Os jornais de distribuição gratuita ultrapassaram a barreira dos 150 mil exemplares diários, revela a Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem (APCT).
O Metro, um ano após o lançamento, regista uma circulação média de 154 717 exemplares e o Destak, que começou a ser publicado em 2001, 153 390.
Quanto aos diários pagos, todos registaram quebras de edição durante o primeiro trimestre de 2006. O Correio da Manhã está a tirar 119 413 exemplares, o JN 99 989, o Público fica-se pelos 46 119, o 24 Horas baixou para os 42 878 e o DN queda-se nos 36 305.
Os jornais gratuitos são feitos de maneira que o leitor em meia hora de viagem possa informar-se sobre os temas principais da actualidade e fique equipado para os discutir com colegas ao chegar ao trabalho. E estão a alterar os hábitos de leitura dos Portugueses. Para melhor.

Emagrecimento



Em ADITAL

28 de junho de 2006

Say It's Possible

Tudo é possível! Basta crer e... lutar

Portugal no seu melhor

Além-Mar

ESPECIAL
AMÉRICAS 2006

A Além-Mar de Julho apresenta um número especial sobre a América: um continente a dois tempos. São tais as diferenças, os contrastes e as desigualdades, que à América se chama habitualmente Américas. Num período particular da sua história, um guia especial ajuda-o a conhecer os 35 países e 15 territórios que a(s) integram.
Outros artigos:
Américas: Populismos de esquerda, radicalismos de direita. A sul, somam-se as vitórias da esquerda e alastra o populismo. A norte, reina o radicalismo mais conservador. Entre Hugo Chávez e George W. Bush, o contraste não podia ser maior. Os extremos tocam-se. Embora, por enquanto, ainda não se choquem.
Igreja: Estancar a evasão de fiéis. Comunidades eclesiais de base, movimentos apostólicos, pastorais sociais, congregações religiosas, paróquias e dioceses preparam mais uma Conferência Episcopal Latino-Americana, a realizar em Maio de 2007. Isto num momento em que a evasão de fiéis se torna preocupante.
Indígenas: A força dos pequenos. O 5.º Encontro Continental de Teologia Índia, que reuniu em Manaus, em plena Amazónia brasileira, quase duas centenas de participantes vindos de 15 países, terminou com uma mensagem dirigida a todo o mundo: «A força dos pequenos está na sua união.»

Armas ligeiras


ARMAS DE DESTRUIÇÃO DE MASSAS

«Num mundo inundado por armas ligeiras estima-se que um quarto dos quatro biliões de dólares proveniente da venda global de armamento é ilegal. Essas armas são fáceis de comprar, usar, transportar, esconder. A sua proliferação contínua piora conflitos, provoca ondas de refugiados, risca leis e expande uma cultura de violência e impunidade», denunciou Kofi Annan, secretário-geral da ONU, quando abria, a 26 de Junho, em Nova Iorque, a Conferência Mundial sobre o Comércio de Armamento. O evento reúne 2000 delegados de governos, ONG e da sociedade civil e termina a 7 de Julho.
A ONU calcula que haja 640 milhões de armas ligeiras em circulação por todo o mundo, responsáveis por pelo menos 1000 vítimas por dia. «Estas armas podem ser ligeiras mas provocam a destruição de massas», alertou Annan.
A Coligação «Control Arms», uma rede de 600 ONG criada em 2003, entregou ao Secretário-geral da ONU uma foto-petição com os rostos de um milhão de cidadãos de 160 países exigindo um controlo mais rigoroso do comércio de armas.
Em Portugal, a Comissão Nacional Justiça e Paz está a animar uma campanha «Por uma sociedade segura e livre de armas». Depois de cinco sessões de audição pública, está a organizar um festival juvenil sobre o mesmo tema.

27 de junho de 2006

War and love

LIBERDADE

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por Dom Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca....
Fernando Pessoa, Obra Poética

Campeonato do Mundo

VOTA CRISTIANO RONALDO

Está a decorrer no sítio oficial da FIFA World Cup 2006 uma votação para eleger o melhor jogador jovem deste mundial. Neste momento o atleta mais destacado é Luís Valencia, do Equador, com 31 por cento dos votos. Seguem-se Lionel Messi, da Argentina, e Cristiano Ronaldo, de Portugal, com 17 por cento das escolhas dos internautas.
A votação no Prémio de Melhor Jogador Jovem da Gillette do Campeonato do Mundo da FIFA de 2006 está aberta até 5 de Julho.
O «miúdo» - chamam-lhe Andorinha! - merece o nosso apoio sobretudo depois daquela «trancada» que o «arrumou» no jogo contra a Holanda e que o árbitro deveria ter sancionado com um vermelho directo. Decerto que não iria precisar de mostrar muitos mais cartões e a partida teria sido bem mais calma e não «um jogo estranho» como comentou a minha amiga Mónica, do Canadá.
Para votares Cristiano Ronaldo, clica aqui.

Falares

VERNACULAR DE OLHÃO

6h00 da manhã no Centro de Saúde de Olhão. A Maria do Céu diz que vem à consulta do "Parlamento", a Dona Gertrudes vai à consulta da "Monopausa" e a Rita é que as corrige informando-as que aquela consulta chama-se de Planeamento Familiar. Uma tem um "biombo" no "úbero" e leva os resultados duma "fotografia"; outra está preocupada com comichões na "serventia" do marido, até porque ele, havia poucos dias, tinha já sido consultado pelo médico por estar com os "alforges" todos inflamados. Alguém logo ali diagnosticou um problema na "aprosta" do marido.
Mais à distância, um grupo de senhoras falavam dos métodos contraceptivos e, uma delas, peremptória, afirmava que nunca aceitaria porem-lhe uma "fateixa" dentro da barriga! Uma outra discordava, e lá lhe foi dizendo que por causa disso é que teve tantos filhos, felizmente todos de parto normal, só o último foi de "açoreana", mas aquele que lhe dava mais problemas era o mais velho que já era "toxico-correspondente"!
Noutro local, um grupo de homens mais idoso ia falando da relação entre o "castrol" e a "atenção". Às tantas um deles começa a explicação de um acidente que tivera. Por isso é que tinha a vacina contra o "tecto" em dia, mas o acidente estragou-lhe a "tibiotísica" e causou-lhe uma hérnia "fiscal", pelo que tinha ido fazer uma "fotocópia" e um "traque". Outro referiu que nunca teve problemas de ossos, o seu problema era uma grande "espirrogueira na peitogueira".
Uma senhora, atraída pela conversa, queixava-se de entupimento no "curso" com dores "alucinantes" quando se "abaixava". Além disso cobria-se de suores e "gómitos", ficava "almariada" e tudo acabava com uma forte "encacheca", ficando cerca de 3 dias com cara de "caveira misteriosa".
Finalmente, uma outra senhora queixava-se da "úrsula" no "estambo", pelo que vinha mostrar o resultado duma "endocuspia" e ainda algumas análises especiais, como a Proteína C Reaccionária.
8h30 da manhã. A Inês, jovem funcionária administrativa do Centro de Saúde, obviamente tarefeira, acaba de chegar.
- Quem é o primeiro, se faz favor? Ora diga lá o seu nome?
- Josefina Trindade.
- Idade?
- 67 anos.
- Estado?
- Constipada, muito constipada!
9h00 da manhã. Aparece a enfermeira Freitas que grita para a pequena multidão barulhenta que cerca a Inês:
- Quem está para medir as tensões? É você? Então entre e diga-me qual é o seu problema.
- Sabe, senhora enfermeira, o meu problema é ter uma doença "arrendatária" que "arrendei" do meu pai e já me levou uma vez aos cuidados "utensílios" do hospital. Afecta-me as "cruzes renais" e por isso dá-me muita "humidade à volta do coração". Aliás, o doutor pediu-me uma "pilografia" e um "aerograma" que aqui trago e recomendou-me beber pouca água.
Finalmente, chega o médico, que logo dá início às consultas:
- Então de que se queixa?
- De uma angina de peito, senhor doutor. Tudo começou há uma semana quando fui às urgências. O médico disse-me que era uma angina na garganta, mas a angina começou a descer e agora apanha-me o peito todo!
Aos poucos, os utentes iam entrando e saindo, com melhor ou pior cara. Alguns perguntavam à Inês onde era o "pechiché da retrosaria" para pagarem a taxa moderadora.
O senhor Batista foi dos utentes que saiu mais zangado da consulta. Permaneceu estoicamente na fila desde as 5h30 da manhã e, agora, o médico tinha-lhe dito que o seu atestado para carta de condução era com outro: o Delegado de Saúde.
Finalmente é chamado pelo Delegado de Saúde para o exame do atestado:
- Sr. Batista, faça-me o favor de pôr o dedo no nariz. Não, senhor Batista, não é no meu, é no seu nariz!
O utente estava muito nervoso e depois do primeiro falhanço achou por bem enterrar o dedo profundamente nas fossas nasais!
O Delegado de Saúde desiste:
- Muito bem, senhor Batista! Fica com a carta com as mesmas restrições anteriores.
O Sr. Batista saiu radiante – tinha, pelo menos, mais 2 anos de carta para conduzir – e ao passar pelos outros utentes que ainda esperavam, avisou:
- Espero que estejam constipados, porque só passa quem tiver uns bons macacos para tirar do nariz.

A maioria das situações são fictícias, mas os termos empregues foram recolhidos no Centro de Saúde de Olhão pelas funcionárias administrativas Inês Simões e Fernanda Veloso e pela técnica de cardiopneumologia Sandrina Marto.
Obrigado, João, por esta «pérola»!

26 de junho de 2006

Pré-história do futebol


Picado de Cão com Pulgas

Parlamento Europeu

CONTRA O DESPERDÍCIO

Uma vez por mês e durante alguns dias, o Parlamento Europeu transfere-se de Bruxelas para Estrasburgo por inteiro, com todos os seus colaboradores e toda a sua documentação. A única razão para este desperdício de 200 milhões de euros por ano deve-se à vontade da França. Todos os países da União pagam a conta, Portugal também.
Um grupo de deputados do Parlamento Europeu, pertencentes a diferentes partidos e países, iniciaram uma acção que visa acabar com este desperdício ridículo. É necessário recolher um milhão de assinaturas para que este assunto possa ser inserido na agenda da Comissão Europeia. No momento em que se publica este post já se recolheram 668 796 assinaturas, mas é preciso um milhão. Falta a sua.
Deixamos o apelo a todos que queiram, como nós, aderir a este movimento cívico contra esta aberração, de assinarem a petição clicando
aqui. Depois de assinarem, divulguem esta informação o mais que possam.

Pobreza Zero


RONALDINHO DÁ EQUIPAMENTO

Ronaldinho Gaúcho, o craque do futebol brasileiro, autografou e ofereceu a camisola e os calções que usou num anúncio de pastilhas elásticas à Campanha Pobreza Zero.
O equipamento vai ser posto em leilão no portal miau.pt de 26 de Junho a 6 de Julho. Os fundos angariados pela arrematação no ciberespaço revertem a favor da Campanha Pobreza Zero.
A camisola e os calções foram utilizados durante um hilariante spot publicitário gravado pela estrela sorridente do Escrete. No anúncio, filmado na praia durante uma partida de futebol feminino, uma loura entra em jogo, faz uma jogada espectacular, corre em direcção à baliza e com uma incrível desenvoltura de pernas faz uma fantástica finta e marca um golo de espantar. Mas a loura não é uma rapariga qualquer. É o famoso futebolista Ronaldinho com uma peruca.
A Pobreza Zero pretende mobilizar a sociedade portuguesa para a acção em torno da luta contra a pobreza e para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.